Estatísticas das touradas em Portugal

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Estatísticas das touradas indicam um decréscimo desde o ano de 2009.

Em 2021 não se realizaram touradas nas regiões Norte e Algarve.

Público das touradas é bastante inferior ao que é divulgado pela IGAC.

Segundo as estatísticas oficiais da Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC), o número de touradas realizadas em Portugal tem vindo a decrescer desde o ano de 2009, tendo atingido em 2016 um valor mínimo histórico (abaixo dos 200 espetáculos tauromáquicos por ano) algo de que não havia registo desde que começaram a ser publicados dados estatísticos da atividade tauromáquica.

O crescente desinteresse da população portuguesa pelas touradas, bem como o encerramento de praças de touros relevantes como Viana do Castelo e Póvoa de Varzim, contribuíram para este declínio, que foi acentuado em 2021 com o encerramento da praça de touros que mais espetáculos tauromáquicos recebia nos últimos anos: a praça de touros de Albufeira, um espaço privado que era propriedade de um ex-matador de touros que decidiu vender o recinto, acabando com a realização de touradas no Algarve.

A Albufeira representava cerca de 11,4% dos espetáculos tauromáquicos realizados em Portugal e demonstra que esta atividade atravessa uma crise profunda.

Em 2020 e 2021 a atividade foi afetada pelas restrições impostas à atividade cultural no âmbito do combate à pandemia de COVID 19 que resultou num decréscimo acentuado do número de espetáculos e de espectadores (tal como toda a atividade cultural), mas é notório que a realização de touradas está cada vez mais confinada às regiões onde a tradição está mais enraizada (Lisboa, Vale do Tejo e algumas zonas do interior do Alentejo) onde as autarquias locais financiam com largos milhares de euros a manutenção desta tradição.

Apesar das estatísticas dos espetáculos tauromáquicos serem contabilizadas pela Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC) e pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), nenhuma das entidades apresenta números rigorosos, nem em relação ao número de touradas realizadas nem no que diz respeito ao público. Este facto pode estar relacionado com a falta de fiscalização eficaz desta atividade, a existência de eventos “paralelos” (ou seja, ilegais) ao Regulamento do Espetáculo Tauromáquico que são contabilizados oficialmente e a falta de controlo e articulação entre as duas entidades.

Nesta página apresentamos os dados estatísticos oficiais relacionados com as touradas em Portugal baseados nos números divulgados pela IGAC e pelo INE, e em dados apurados pela Plataforma Basta de Touradas, oferecendo os dados mais credíveis relacionados com esta atividade.

87,1% dos municípios portugueses não acolheram touradas em 2021.
Cerca de 97,25% da população portuguesa não assistiu a touradas em 2019.
Apenas 2,7% da população assistiu a touradas em 2019.

Fontes: Instituto Nacional de Estatística (INE) e Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC)

1. Touradas realizadas em Portugal (1998-2020)

Estatísticas das touradas realizadas em Portugal.
[1] Touradas realizadas em Portugal desde 1998 (Fonte: IGAC).

O gráfico [1] mostra as touradas que foram licenciadas pela IGAC desde o ano de 1998.

O decréscimo de touradas realizadas em 2020 está relacionado com as restrições impostas pelas medidas de combate à pandemia de COVID-19, no entanto, é evidente o decréscimo de quase de 50% das touradas realizadas na década de 2009 a 2019.

O declínio verificado até 2006 esteve relacionado com o encerramento da praça de touros do Campo Pequeno (Lisboa), que esteve fechada para reabilitação entre os anos 2000 e 2006. Mesmo assim, o número máximo de touradas foi atingido em 2002 com 372 espetáculos tauromáquicos.

É evidente uma queda acentuada das touradas realizadas em Portugal a partir de 2009, com um ligeiro aumento em 2019 (mais 1 espetáculo) mas com decréscimo em 2021 em comparação com a última temporada realizada sem restrições.

O declínio está relacionado com o crescente desinteresse do público, principalmente em municípios onde não existe relação com a tradição tauromáquica nem praças de touros fixas, bem como a ausência de patrocínios e de atenção mediática.

No gráfico [2] é possível verificar que em 2021 não se realizaram touradas em toda a região Norte e no Algarve (ver “Fim das touradas em Albufeira“), estando a atividade tauromáquica restringida à região de Área Metropolitana de Lisboa e região interior do Alentejo, como se pode ver na infografia. Comparando com o número de touradas realizadas em 2019, verificamos uma grande diferença ao nível geográfico e uma redução muito significativa do número de touradas realizadas.

Atualmente a única praça de touros fixa ativa na região Norte localiza-se no concelho de Mogadouro, não tendo acolhido nenhum espetáculo em 2021 e apenas 1 em 2019. As restantes touradas realizadas em 2019 a norte do Douro, foram promovidas em praças desmontáveis (Ponte de Lima, Baião, S. João da Pesqueira e Macedo de Cavaleiros). No Algarve não existe nenhuma praça de touros ativa.

Comparação entre touradas realizadas em 2019 e 2021, por concelho.
[2] Comparação entre o número de touradas realizadas por concelho em Portugal Continental em 2019 e 2021. Infografia: © Plataforma Basta de Touradas (2022).

Nota: Nesta análise não foram tidos em conta os dados referentes ao ano de 2020, tendo em conta que nesse ano, em consequência das medidas restritivas impostas pelas autoridade de saúde no combate à pandemia de COVID-19, a temporada tauromáquica foi bastante atípica, com apenas 42 touradas autorizadas, tal como sucedeu com outros espetáculos realizados em Portugal.

2. Touradas realizadas em Lisboa (2006-2020)

Touradas realizadas em Lisboa (Campo Pequeno) entre 2007 e 2021.
[3] Touradas realizadas no Campo Pequeno em Lisboa (fonte: IGAC).

No caso de Lisboa, a praça de touros do Campo Pequeno, apesar das obras de reabilitação, tem vindo a perder um número significativo de público que se tem traduzido numa redução do número de espetáculos tauromáquicos realizados. O gráfico seguinte mostra o número de touradas realizadas no Campo Pequeno, desde o ano de 2007 (dados da IGAC) altura em que o recinto, que é propriedade da Casa Pia, foi reaberto ao público depois de transformado num espaço multiusos coberto, complementado com um centro comercial e parque de estacionamento.

Regista-se o elevado decréscimo no número de touradas a partir de 2020, altura em que o recinto passou para uma nova gerência (Álvaro Covões), prevendo-se que em 2022 o número de touradas no Campo Pequeno volte a ser reduzido para apenas 4 corridas de touros. O fim dos espetáculos tauromáquicos no Campo Pequeno é uma possibilidade cada vez mais real, tendo em conta o desinteresse do público, a falta de patrocínios e os efeitos negativos que a promoção de touradas tem na frequência do espaço.

Um momento marcante neste processo, foi a insolvência da empresa que geria o Campo Pequeno, e que era responsável pela organização dos espetáculos tauromáquicos realizados em Lisboa: A Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP).

Na sequência desta insolvência, em 2019 a Casa Pia entregou a gestão do Campo Pequeno nas mãos do empresário Álvaro Covões (através da empresa “Plateia Colossal”) que decidiu manter a atividade tauromáquica, subalugando o espaço a uma empresa tauromáquica (“Ovação e Palmas“) para realizar 7 corridas de touros nesse ano.

Um dado importante, é o facto da Casa Pia ter anulado a obrigação dos concessionários realizarem cerca de 21 touradas por ano no Campo Pequeno, uma imposição que decorria dos contratos celebrados no século passado e na sequência do processo de construção da praça, no qual a Câmara Municipal de Lisboa cedeu o terreno para a construção do recinto, com a condição de se destinar à realização de touradas e outros divertimentos.

Em 2019, o Presidente da Câmara de Lisboa, declarou publicamente que “a Casa Pia de Lisboa tem a mais ampla liberdade na decisão quanto à atividade a realizar no recinto em causa e quanto aos termos e condições do contrato estabelecido com a Sociedade de Reabilitação Urbana do Campo Pequeno, ou outros que entenda vir a celebrar, sendo certo que a realização de espetáculos tauromáquicos nunca será para o município de Lisboa condição de manutenção da concessão“. Isto significa que a Casa Pia é livre de decidir se quer, ou não, manter a realização de touradas no Campo Pequeno.

Mais informação sobre a realização de touradas no Campo Pequeno aqui.

3. Público nas touradas (2011-2020)

O número de pessoas que assistem a touradas tem vindo a diminuir bastante nos últimos anos, de acordo com os dados oficiais. Na página web da Federação Prótoiro é referido que “Em 2019 os espetáculos tauromáquicos formais (realizados em praças de toiros) obtiveram cerca de meio milhão de espectadores (469.000). A média de espectadores por espetáculo continua a subir”. Esta informação é falsa, como facilmente se comprova nos dados oficiais do INE que indicam que, em 2019, assistiram a touradas em Portugal 283.592 espectadores, muito longe do “meio milhão” referido pela Prótoiro, que não apresenta a fonte destes dados falsos.

As touradas têm vindo a perder público desde a temporada de 2010, pelo que também não é verdade que a “média de espectadores continua a subir”. Os dados apresentados pela Prótoiro chegam a ser superiores às estimativas apuradas pela IGAC.

Durante muitos anos, os dados referentes ao público que assiste a touradas era apurado pela IGAC, no entanto, esses dados não eram credíveis porque não se baseavam na bilhética, mas sim em estimativas bastante inflacionadas. Em 2009, por exemplo, os dados divulgados pela IGAC eram 60% superiores ao número real de bilhetes vendidos e oferecidos contabilizados pelo INE.

Nas últimas décadas as estimativas da IGAC eram realizadas através da observação das pessoas nas bancadas pelo Diretor de Corrida, que determinava um número aproximado de espectadores. É incompreensível que a IGAC utilize este método arcaico, ao contrário do INE que apura o número de espectadores em espetáculos culturais através do número de bilhetes.

Em 2010, o INE deixou de contabilizar os dados referentes à tauromaquia, mas comparando os valores apurados pelo INE até esse ano, verificamos que os dados da IGAC são bastante inflacionados, chegando a ser três vezes superiores ao valor real de pessoas que assistiram a touradas.

Em 2018 o INE voltou a contabilizar os dados referentes à tauromaquia, e cruzando esses dados com as estimativas da IGAC, verificamos uma diferença bastante grande. As estimativas da IGAC inflacionam bastante o número real de pessoas que assistem a touradas.

No que diz respeito a 2019, o INE contabilizou 283.592 pessoas nas bancadas das praças de touros, mas a IGAC refere no seu relatório que as touradas tiveram quase 400.000 espectadores, o que é falso.

Tipo de Espetáculo Espectadores 2019 Espectadores 2020*
Música 8 978 562 1 215 700
Teatro 2 189 770 671 300
Mista/Variedades 1 562 220 64 000
Multidisciplinares 1 270 186 119 900
Outras modalidades 1 489 161 259 900
Dança 533 322 89 500
Folclore 419 237
Circo 288 712 104 800
Touradas 283 592 62 446
Recitais de Coros 130 948
[4] Estatísticas da Cultura 2019 – Instituto Nacional de Estatística. (* restrições de combate à pandemia)

As estatísticas da Cultura de 2019 indicam que as touradas tiveram menos público que os espetáculos de circo, sendo claramente um dos espetáculos ao vivo com menos público em Portugal. Apenas os “Recitais de Coros” têm menos público que as touradas.

Os espetáculos de Dança, Folclore, Teatro Música e outros, atraem muito mais público do que as touradas, dados que contrariam as mentiras propagadas pelos defensores da tauromaquia.

Público que assistiu a touradas em Portugal Continental.
[5] INE: Espectadores em touradas em Portugal Continental 2018-2020. (ainda não existem dados de 2021)

Notas:
O INE só possui dados a partir do ano de 2018, contabilizando o número de bilhetes vendidos e oferecidos, em vez das estimativas realizadas pelos Diretores de Corrida nomeados pela IGAC.
A redução drástica de público nas touradas em 2020 está relacionada com a redução do número de espetáculos culturais devido às medidas de combate à pandemia de COVID 19, que levaram ao cancelamento de inúmeros espetáculos.
Número de espetáculos tauromáquicos realizados nestes 3 anos e média de espectadores por espetáculo:

Analisando o público que assistiu a touradas nos últimos três anos, verificamos que em 2020, apesar da significativa redução do número de espetáculos tauromáquicos realizados em virtude das restrições de combate à pandemia, a média de espectadores também baixou (1.414 espectadores). Aguarda-se a publicação dos dados referentes a 2021, ano em que a atividade tauromáquica decorreu sem restrições, mas com mais uma redução no número de espetáculos em comparação com 2019 (112 touradas realizadas).

Ano Nº de touradas Média de espectadores
2018 1811.612
20191731.639 🔼
2020441.414 🔽
[6] Número de touradas realizadas e média de espectadores (Fonte: INE)

4. Público das touradas é bastante inferior ao que é divulgado pela IGAC

Público nas touradas. Comparação entre dados do INE e da IGAC.
[7] Público que assistiu a touradas em 2019 (comparação entre INE e IGAC)

O gráfico seguinte mostra a diferença entre os números apurados pelo INE (283.592 espectadores) e as estimativas divulgadas pela IGAC no mesmo ano (383.938 espectadores).

Percebe-se que os Diretores de Corrida da IGAC acrescentaram cerca de 100.346 espectadores às touradas em 2019, falseando desta forma o número real de pessoas que assistem a estes espetáculos e a verdadeira dimensão do interesse dos portugueses por este tipo de espetáculo.

Neste gráfico percebe-se que as estimativas feitas “a olho” pela IGAC, ampliavam bastante o público das touradas, muitas vezes, para o dobro do valor real de pessoas que realmente assistiram a este tipo de espetáculo. Em 2009 o valor apresentado pela IGAC era 60% superior ao valor real de pessoas que assistiram a touradas.

Ano INE (espectadores) IGAC (espectadores) Diferença / %
2019 283.592 🔼 383.938 +100.346 (+26,1%)
2018 291.904 🔼 379.000 +87.096 (+22,9%)
2011-2017 (não existem dados do INE)
2010 311.900 🔼 681.140 +369.240 (+54,2%)
2009 263.466 🔼 663.033 +399.567 (+60,2%)
2008 297.821 🔼 698.142 +400.321 (+57,3%)
[8] Comparação entre INE e IGAC.

Perante as insistências denuncias de fraude na contabilização do público das touradas, em 2021 a IGAC decidiu finalmente deixar de publicar as estimativas de público dos Diretores de Corrida, remetendo para o INE a divulgação dos dados referentes aos espectadores das touradas em Portugal.

Esta decisão permite desmontar uma fraude que, durante anos, serviu de argumentação para defender a manutenção dos espetáculos tauromáquicos, através da falsa alegação que cerca de “meio milhão de portugueses assistem a touradas”. Como se percebe nos dados divulgados pelo INE esse valor é falso.

5. Touros abatidos após as touradas

O número médio de animais encaminhados para abate em matadouro é de superior a 1.000, tendo em conta que são utilizados 6 touros em cada espetáculo tauromáquico.

Existem poucas informações sobre o destino dos animais após os espetáculos tauromáquicos. Desde que saem da arena, feridos e em sofrimento, os animais embarcam no submundo tauromáquico, pouco transparente e duvidoso.

A plataforma Basta de Touradas conseguiu em 2012 obter dados referentes às temporadas de 2010 e 2011, fornecidos por médicos veterinários aficionados. Esses dados indicam que foram abatidos 1.935 touros de lide em 2010 (em 301 espetáculos) e 1.858 em 2011 (em 274 espetáculos), animais que foram abatidos em 4 matadouros diferentes:

Matadouro Localidade 2010 2011
Santacarnes Santarém 12 60
Ribacarnes Tomar 58 ND
Mapicentro Leiria 255 118
Mafra Mafra 1600 1680
[9] Nº de touros de lide abatidos em matadouro (2010 e 2011).

Analisando estes dados, verificamos que o número de touros de lide abatidos em matadouro é ligeiramente superior ao esperado, tendo em conta o número de espetáculos realizados nestes dois anos. Este facto pode estar relacionado com a realização de eventos tauromáquicos ilegais, que não são contabilizados pela IGAC. No ano de 2010, por exemplo, foram abatidos mais 129 touros de lide do que seria esperado, numero suficiente para organizar 25 espetáculos tauromáquicos.

5. Touradas na televisão

Transmissão de touradas na RTP entre 2012 e 2021.
Número de touradas emitidas na RTP.

Um dos reflexos do crescente desinteresse da população portuguesa em relação às touradas, é o fim da transmissão de touradas na televisão.

Depois da SIC e TVI terem abdicado deste tipo de conteúdo violento e cruel para os animais, na sequência de milhares de queixas dos telespectadores, em 2021 foi a vez da televisão pública anunciar o fim da transmissão de touradas.

Há anos que a transmissão de touradas era o principal motivo de queixa dos telespectadores da RTP e diversos provedores do telespectador tinham referido que a transmissão de touradas não é serviço público e que a RTP se devia abster de investir neste tipo de transmissão.

Recorde-se que em 2012 chegaram a ser transmitidas 12 touradas na televisão portuguesa, passando para 7 em 2015 e apenas 3 a partir de 2019. A transmissão de touradas foi restringida em 2008 quando o Tribunal de Lisboa proibiu a RTP de emitir a “44ª Corrida TV” antes das 22h30 e sem a difusão permanente de um indicativo visual apropriado que a apresente como um programa violento capaz de influir negativamente na formação da personalidade de crianças e adolescentes, na sequência de uma Providência Cautelar interposta pela Associação Animal.

Segundo uma sondagem da Intercampus de junho de 2021, sobre a transmissão de touradas na RTP, a maioria dos entrevistados (44,9%) considerou “não acho bem e concordo que seja proibida de as transmitir“, enquanto 26,8% considerou que “não acho bem, mas não concordo que seja proibida de as transmitir” e apenas 22,5% considerou “acho bem” que a RTP transmita touradas. No total, mais de 71% dos entrevistados não concorda com a transmissão de touradas na RTP, contrariando o mito que as touradas na televisão pública são muito apreciadas pelos portugueses.

Ao nível das sondagens, apesar de ouvirmos com insistência que a transmissão de touradas geram audiências relevantes, a verdade é que, se isso fosse verdade, todos os canais investiam neste conteúdo. A verdade é que a transmissão de touradas implica um elevado investimento nas 3 horas de emissão, que não compensam os resultados.

Fontes:

INE – Público nas touradas 2019
Estatísticas da Cultura 2019 – INE
IGAC – Relatório da atividade tauromáquica 2019
Sondagem Intercampus para o CM e CMTV

Sondagem da Universidade Católica

Opinião da população de Lisboa sobre as touradas

Hemingway e as touradas

Toda a verdade sobre o mito do apoio de Ernest Hemingway às touradas

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