A Basta de Touradas enviou, no passado dia 9 de janeiro, um email com 4 perguntas a todos os candidatos às eleições Presidenciais de 2026, relacionadas com a questão das touradas e proteção animal:
- Gosta de touradas e/ou costuma assistir?
- Considera que não existe nenhum impedimento Constitucional no sentido de abolir os espetáculos tauromáquicos em Portugal, pelo que promulgaria tal abolição?
- Considera relevante promover políticas de bem estar animal no nosso país?
- Considera importante promulgar a interdição da presença de menores, a qualquer título, nos espetáculos tauromáquicos, largadas e escolas de toureio, em cumprimento das recomendações do Comité de Proteção de Crianças e Jovens da ONU a Portugal?
Apenas 3 candidatos responderam (Jorge Pinto, Catarina Martins e André Pestana) no prazo estabelecido. Os restantes ignoraram.
Publicamos as respostas dos candidatos:
Jorge Pinto
- Não gosta e nunca foi a uma tourada.
- Sim. Não há impedimento e aprovaria a abolição.
- Sim.
- Sim.
Catarina Martins
- Não gosto, não assisto, não conseguiria assistir.
- Não é uma questão constitucional. Se a Assembleia da República aprovasse a abolição, eu promulgaria. Penso, no entanto, que há passos prioritários, como assegurar a efetiva proibição de financiamento público aos espetáculos tauromáquicos.
- Considero, e já fiz várias iniciativas nesta campanha chamando a atenção para as questões do bem-estar animal, da biodiversidade e das alterações climáticas. É uma política que tem de deixar de ser tratada como um nicho e integrar políticas mais abrangentes, como a saúde pública, a educação, a cultura ou as cidades.
- Considero muito importante e até já o propus na Assembleia da República, quando era deputada. É uma exigência de que não desisto.
André Pestana
- Nunca assisti a uma tourada e o mais perto que estive de touradas foi nas várias manifestações que participei, desde muito jovem, precisamente contra as touradas.
- Não sou jurista, no entanto considero que Portugal deveria refletir sobre o sentido de manter tradições que fazem “espectáculo” do sofrimento animal.
- Naturalmente que sim.
- Considero importante cumprir as recomendações a Portugal do Comité de Proteção de Crianças e Jovens da ONU.
Os restantes candidatos não responderam às perguntas, no entanto, apresentamos informação sobre a posição dos que não responderam, relacionada com este tema:
- André Ventura: Totalmente a favor das touradas. Apresentou várias propostas a favor da tauromaquia.
- António Filipe: Não defende a proibição das touradas e defendeu os touros de morte em Barrancos.
- António José Seguro: Nos últimos anos não tomou posição, mas em 2012 referiu: “Não sou aficionado, mas não sou contra”.
- Cotrim de Figueiredo: Assistiu a uma tourada no Campo Pequeno em 2011 e absteve-se na proposta para baixar o IVA das touradas em 2022.
- Luís Marques Mendes: Durante a pandemia assumiu não gostar de touradas mas criticou a Ministra da Cultura por não as autorizar.
- Gouveia e Melo: Sem posição pública conhecida sobre as touradas.
- Manuel João Vieira: Sem posição pública conhecida sobre as touradas.
- Humberto Correia: Sem posição pública conhecida sobre as touradas.
A nossa Constituição não impede a abolição das touradas, como já assumiram vários constitucionalistas conceituados. Estas eleições são muito importantes para o país mas também para a causa que defendemos.
Numa época com tanta desinformação, esperamos ter contribuído para um voto mais esclarecido.

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