
O processo de classificação da “Corrida de Toiros” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, proposta apresentada pela Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal, está neste momento em Consulta Pública. O projeto foi financiado com 200.000€ do Orçamento Participativo (dos contribuintes).
Esta é a oportunidade para os que não concordam com esta classificação de enviar a sua opinião ao Património Cultural, I. P. que gere o processo e vai avaliar todos os contributos enviados durante a consulta. Quantas mais pessoas contestarem este projeto, maior é a probabilidade dele ser rejeitado.
As Touradas jamais podem ser consideradas Património Cultural Imaterial. São uma atividade que viola a Convenção dos Direitos da Criança, que provoca mortes todos os anos e que se baseia em agredir animais.
Como participar na Consulta Pública?
O anúncio foi publicado a 2 de outubro com um prazo de 30 dias para a consulta pública (desde a publicação). Segundo o Património Cultural IP a consulta termina a 13 de novembro.
Para participar, deves enviar um texto com argumentos contra esta classificação para os seguintes endereços de e-mail:
inpci@patrimoniocultural.gov.pt
geral@patrimoniocultural.gov.pt
Assunto: Processo de inventariação da “Corrida de Toiros em Portugal”
Dirigido a: Presidente do Conselho Diretivo do Património Cultural I.P.
Título: Apresentação de oposição formal e parecer desfavorável à classificação da “Corrida de toiros” como Património Cultural Imaterial.
Com o teu nome e nº de cartão de cidadão.
Sugestões de argumentos a apresentar:
- As corridas de touros são uma atividade baseada em atacar e maltratar animais;
- As corridas de touros são nefastas para touros e cavalos, e a ciência confirma que os animais sofrem horrores, antes, durante e depois das touradas.
- As corridas de touros provocam acidentes de extrema violência, com feridos e mortos. Em 2025, a tauromaquia mobilizou 2.114 ambulâncias e quase 10 mil bombeiros.
- As corridas de touros violam a Convenção dos Direitos da Criança da ONU, subscrita por Portugal, conforme foi confirmado pelo Comité dos Direitos da Criança no seu último relatório de avaliação de Portugal (na pág. 7, artº 27).
- A esmagadora maioria dos municípios portugueses, ao contrário do que é referido pelos proponentes, não tem qualquer relação com a atividade tauromáquica.
- A proposta apresentada pelo proponente apresenta vários dados falsos e manipulados.
Onde consultar os documentos da candidatura?
Os documentos estão disponíveis neste link

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