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Referendo: Estudantes de Évora decidem abolir a Garraiada Académica

Os estudantes da Universidade de Évora (UÉ) decidiram no pasado dia 22 de maio, abolir a Garraiada Académica que se realizava durante as festas da Queima das Fitas.

Segudo a presidente da Associação Académica, Ana Rita Silva, em declarações à Agência Lusa, o referendo contou com 667 votos pelo fim da Garraiada e 405 a favor da sua continuidade, registando-se 12 votos em branco e 2 votos nulos.

As mesas de voto estiveram abertas, entre as 10h00 e as 18h00, em cinco polos daquela Universidade e, até às 20h00, no Colégio do Espírito Santo, o principal edifício da academia.

Desrespeitando a decisão democrática, um movimento de estudantes da academia, defensores da tradição tauromáquica, já anunciou que vai organizar uma garraiada na semana em que decorre a Queima das Fitas, independentemente do resultado do referendo, para respeitar a primeira decisão dos alunos em relação à realização do referendo.

No início de abril, segundo a presidente da AAUE, Ana Rita Silva, foi realizada uma votação para decidir se o referendo devia ser realizado e foram registados 124 votos contra o referendo e 117 a favor do mesmo. No entanto, um grupo de estudantes mostrou-se descontente com as circunstâncias em que decorreu a esta votação, nomeadamente por discordarem dos métodos utilizados nas duas votações feitas na última assembleia magna, por considerarem que são falíveis.

A realização do referendo sobre a continuidade da garraiada académica em Évora acabou por ser aprovado pelos estudantes da academia, numa Assembleia Magna que decorreu no dia 9 deste mês.

Desta forma, os alunos da Universidade de Évora decidiram, de forma democrática, abolir esta polémica tradição, pouco tempo depois dos alunos da Universidade de Coimbra terem decidido também abolir a Garraiada através de um referendo.

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