No passado dia 24 de janeiro de 2023 entrou em vigor um acordo de naming com o espaço de espetáculos Campo Pequeno, que passou a chamar-se “Sagres Campo Pequeno“.
O edifício é propriedade da Casa Pia de Lisboa que atribuiu a sua exploração a um conhecido empresário, Álvaro Covões (Proprietário do Coliseu de Lisboa e promotor do “Nos Alive”, entre outros). Numa nota1 emitida em janeiro de 2023, a Sagres considerava que este era “mais um passo estratégico na consolidação do seu posicionamento de proximidade e popularidade, reforçando também a portugalidade num dos espaços mais emblemáticos do país dedicado à promoção da música e da cultura”.
No entanto, a Sagres tem conhecimento que o Campo Pequeno, além de eventos culturais e musicais, continua a ser palco de espetáculos bárbaros, de sangue e crueldade com animais. Todos os anos são realizadas 4 touradas naquele recinto.
Não é de estranhar por isso, que após o anúncio da mudança de nome da praça para “Sagres Campo Pequeno”, os consumidores tenham reagido e inundado a Sagres e a Central de Cervejas com mensagens e comentários nas redes sociais a pedir à empresa para não se associar à tortura de animais.
Convém lembrar que a Sagres já foi um dos principais (senão o principal) patrocinadores da tauromaquia. No entanto, em 2018, depois de um pedido de esclarecimento da Basta de Touradas, a marca assumiu publicamente que “a nossa empresa não tem na sua política de patrocínios as atividades taurinas. Em determinados eventos / espaços nos quais temos contratos exclusivos comerciais para venda de cerveja, como é o caso v.g. da Ovibeja, podem estar incluídos no cartaz eventos tauromáquicos, sendo a nossa ligação ao evento global e não a nenhuma atividade especifica do respetivo cartaz”.
Agora, a Sagres volta a estar associada à promoção de touradas em Portugal, nomeadamente às corridas de touros que se realizam no Sagres Campo Pequeno.
Aguardamos que a prestigiada marca Sagres esclareça porque razão decidiu regredir e voltar a associar-se à violência tauromáquica num país onde a grande maioria da população repudia as touradas, como demonstram vários estudos de opinião, e as principais marcas comerciais assumem publicamente que não apoiam eventos tauromáquicos.


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