Praça de touros de Viana do Castelo convertida em Campus Desportivo

Praça de touros de Viana do Castelo convertida em Campus Desportivo
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Onde antes se realizava uma tourada anual, vai passar a ser possível praticar desporto durante todo o ano.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai transformar a praça de touros da cidade num “Campus Desportivo” que prevê a transformação do recinto e da zona envolvente. O projeto de reconversão da antiga praça de touros constitui um investimento de 2,5 milhões de euros na transformação da antiga arena num espaço multiusos que vai a concurso em abril de 2017 e que inclui a construção de uma pista de atletismo a dez metros de altura, com 200 metros de extensão e uma vista panorâmica no topo da praça de touros.

A infraestrutura poderá ser utilizada para a prática de atletismo e caminhadas e será coberta para que possa ser usufruída durante todo o ano. O projecto “Praça Viana” está integrado no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), candidatado ao programa comunitário do Portugal 2020 e prevê a criação de áreas desportivas, espaços de apoio, bancadas e uma zona de restauração com vista para o rio Lima. No espaço envolvente à praça de touros serão ainda construídos equipamentos para a prática de desporto. A futura “Praça Viana” será, de acordo com a autarquia, gerida pela Escola Desportiva de Viana (EDV), instituição que tem mais de 1.300 atletas inscritos.

A praça de touros de Viana do Castelo encontra-se desativada desde 2009, altura em que o município se declarou “anti-touradas”. Recebia uma tourada por ano, por altura das Festas da Senhora D’Agonia.

Fonte: Olhar Viana do Castelo

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Câmara da Póvoa de Varzim não apoia touradas

Câmara da Póvoa de Varzim não apoia touradas
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“Uma nova etapa na forma como a Póvoa de Varzim se relaciona com os animais”. Foi assim que a autarquia da Póvoa de Varzim anunciou o fim do abate de animais no canil municipal e dos apoios para a organização de touradas na cidade.

Aires Pereira, Presidente da Câmara da Póvoa, revelou que o município deixará de apoiar todas as touradas que se realizem na cidade. “Era tradição a Câmara Municipal oferecer a Praça de Touros às entidades que promovem este espetáculo, ficando isentas do pagamento do aluguer da Praça de Touros. Sendo assim, todas as touradas que se realizarem na Póvoa de Varzim a partir de agora já não contarão com a aposta de dinheiros públicos”. O autarca sublinhou que “enquanto a lei permitir este género de espetáculo, a Câmara Municipal não irá proibir a sua realização, mas investir o dinheiro dos contribuintes poveiros é algo que não irá mais acontecer”.

A partir de agora, as entidades que pretendam organizar touradas na Póvoa de Varzim terão que pagar a taxa de aluguer do espaço, cifrada em 8.000 euros.

A Plataforma Basta congratula-se com o anúncio feito pelo Presidente Aires Pereira, considerando esta decisão um exemplo para outras autarquias, um louvável ato de justiça e um grande avanço civilizacional para este município.

A tauromaquia é uma atividade insustentável financeiramente, sobrevivendo graças ao recurso aos fundos públicos através de subsídios e outros apoios das autarquias locais e dos fundos da União Europeia para a criação de bovinos, que no caso da raça brava, têm como destino a praça de touros.

A Plataforma Basta, após uma extensa pesquisa, estimou em 2012 que em Portugal são usados todos os anos cerca de 16 milhões de euros de fundos públicos no apoio à atividade tauromáquica.

Sem os apoios das autarquias locais não seria possível manter esta atividade em Portugal.

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México: Praça de touros dá lugar a Casa da Cultura, Artes e Ofícios

México: Praça de touros dá lugar a Casa da Cultura, Artes e Ofícios
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A esmagadora maioria da população apoiou a demolição da praça de touros

A praça de touros do município de Jiutepec começou hoje a ser demolida no México, para dar lugar a um novo espaço dedicado à cultura, artes e ofícios. A decisão foi contestada por um grupo de aficionados da tauromaquia, designado “Comité del Corral de Toros” o que levou a Presidente da Autarquia, Silvia Salazar Hernández, a realizar uma consulta pública à população no passado dia 21 de Julho, para que os habitantes pudessem emitir a sua opinião sobre o assunto. A esmagadora maioria da população apoiou a demolição da praça de touros: 90,6% votaram a favor, 6,6% contra e 2,8% foram votos nulos.

O novo espaço cultural, que irá substituir a praça de touros, inclui a instalação de um projeto de Radio e Televisão Cultural através da internet, num investimento superior a sete milhões de pesos, financiados pelo Conselho Nacional para a Cultura e as Artes.

O Diretor do Instituto de Cultura de Jiutepec, Jovan Taylor Marías, manifestou a necessidade de dar início a estas obras, uma vez que havia o risco de recurso por parte do denominado “Comité del Corral de Toros” que a todo o custo tentava evitar a concretização deste projeto pressionando as autoridades locais.

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Consulta popular em Jiutepec. 90,6% dos cidadãos aprovaram a demolição da praça de touros.

 

Imagens:
Municipio de Jiutepec (facebook), www.jiutepec.gob.mx
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Touradas no Porto: história de uma evolução

Touradas no Porto: história de uma evolução
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sergio-caetano-bastaÀ semelhança de qualquer outra localidade da lezíria do Tejo, a cidade do Porto foi igualmente palco de inumeros festejos tauromáquicos durante a idade média, que decorreram com grande fervor nas ruas e praças da invicta até ao século XIX, mas que acabaram por desaparecer com o fim da monarquia pelo desinteresse e repúdio da população portuense em relação ao maltrato injustificado e cruel dos animais.

O repúdio dos portuenses pelas touradas levou à falência das empresas tauromáquicas, e no século XIX a atos mais exacerbados que culminaram com a demolição e, em alguns casos, a queima das praças de touros da cidade (casos das praças da Aguardente e da Areosa).touradas porto

Real Coliseu Portuense (Rotunda da Boavista)

As touradas começaram a perder fulgor no Porto a partir de 1830, altura em que muito se contestava o espetáculo pelo uso e abuso dos animais. Várias tentativas foram feitas nas décadas seguintes para trazer de volta os touros à cidade mas sempre sem sucesso.

Na década de 70 do século XIX assistiu-se a uma súbita edificação de praças de touros por todo o país e uma tentativa de impor à cidade do Porto a tradição das touradas com a construção de 3 praças de touros (Cadouços, Rua da Boavista e Largo da Aguardente). Mas a tentativa resultou num grande insucesso devido ao desinteresse da população. Ramalho Ortigão satirizou o episódio como uma fugaz cópia dos hábitos da capital, considerando-o desgarrado e sem qualquer tradição: “Ao cabo de dois anos ninguém mais voltou aos touros.” Também Pinho Leal deixou registado o seu conformismo com o fracasso da reintrodução das touradas e os gostos dos portuenses “nada depõe contra o gosto e a humanidade dos portuenses”. As 3 praças desapareceram em menos de cinco anos, com fracas receitas e a falência das empresas que as geriam. A imprensa escrita da cidade fazia eco da antipatia e indignação popular em relação às touradas. O Jornal Comércio do Porto em 1870 escrevia nas suas páginas: “Vê-se que infelizmente se porfia no intento de introduzir nesta cidade um divertimento contrário à indole e hábitos dos seus habitantes, porém ainda que o não fosse, nem por isso ele deixaria de ser menos condenável e digno de reprovação” – Comércio do Porto, 26 de janeiro de 1870.

“As touradas tendem a acabar no Porto, com o que nada se perde.” O Comércio do Porto, 21 de setembro de 1897

No final do século XIX foi realizada a última grande ofensiva para tentar ressuscitar a afición dos portuenses com a construção de duas novas praças de touros na cidade – Rotunda da Boavista e Praça da Alegria – a que se juntaram as praças erguidas na Serra do Pilar (V. N. de Gaia), Matosinhos e Granja.

O Real Coliseu Portuense (Rotunda da Boavista) foi a mais imponente e maior praça de touros da cidade do Porto. Acolhia cerca de 8.000 espetadores e possuía 2 restaurantes, camarotes, bancadas, salão de bilhares, cafés e quiosques de venda de jornais, além de dispor de iluminação elétrica. O exeburante redondel foi construido por dois empresários que fizeram fortuna no Brasil, mas 6 anos depois estava ao abandono.

Passado o periodo da curiosidade despertado pela imponência e o exotismo do edifício, o povo do Porto não se rendeu à tentativa de imposição de uma tradição, já na altura considerada anacrónica e sem raizes na região. Os touros e os toureiros eram importados do Ribatejo e Estremadura. Poucos anos depois da inauguração a praça de touros viu-se obrigada a acolher outro tipo de espetáculos como demonstrações de natação e equilibrismo e acabou por ser abandonada e demolida em 1895.

As praças de touros da Serra do Pilar e da Rua da Alegria não tiveram melhor sorte e acabaram por fechar portas. A imprensa dava conta desta realidade, antecipando o evidente desfecho: “De há muito os portuenses têm demonstrado a sua pouca afeição às diversões tauromáquicas. (…) Assim, as touradas tendem a acabar no Porto, com o que nada se perde.” – O Comércio do Porto, 21 de setembro de 1897.

Já no século XX, ainda antes da implantação da República, surgiram duas novas praças de touros no Porto: Areosa e Bessa mas a sua história foi igualmente breve e não existem registos de atividade significativa nestes redondeis. Ainda se tentou erguer uma praça de touros nas Antas, na atual Praça Velasquez, mas o projeto não saíu do papel.

tourada portoA última ofensiva da indústria tauromáquica no Porto ocorreu no início da década de 90 do século XX, com a realização de uma tourada no campo do Lima 5 numa praça improvisada, e mais uma vez a afición não deixou raízes na cidade. Um dos principais diários portuenses da época, “O Primeiro de Janeiro” escreveu no dia seguinte na manchete do jornal: “A arrogância dos organizadores da tourada que ontem se realizou no Porto esteve na origem dos distúrbios entre populares e defensores dos animais, por um lado, e os promotores da iniciativa. A PSP teve de intervir. Uma pessoa saiu ferida da refrega, que até teve a presença provocante, inoportuna e parola do cavaleiro Joaquim Bastinhas.”

Tal como referiu Alberto Pimentel em 1894 “A tauromaquia portuense deu em vasa barris”.

Bibliografia:

  • Real, Manuel Luís, et al. “No tempo das touradas: de esplêndida corrida a tradição repudiada”. Porto: Câmara Municipal do Porto, 2002.
  • Leal, Pinho, “Portugal antigo e moderno”, Mattos Moreira & Cª, 1890.
  • Pimentel, Alberto, “O Porto na berlinda”. Porto: Ernesto Chardron, 1894
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