Padre açoriano contra a realização de touradas

Padre açoriano contra a realização de touradas
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O pároco de Fenais da Luz, Ricardo Tavares, manifestou o seu desacordo com a realização de uma tourada, junto da Comissão de Festas do Senhor bom Jesus dos Aflitos, por considerar a tourada “uma prática anti-cristã, que já foi várias vezes condenada pelos Papas”.

Enquanto eu for pároco, não haverá lugar a violência contra animais, nem touradas nem bezerradas 

A opinião do Padre foi ignorada pela Comissão que realizou o evento que contou com uma participação reduzida da população. Na sequência deste episódio e de outros de “desobediência aos ditames da Igreja”, a Comissão de Festas foi demitida pela Diocese e substituída por outra, terminando assim sete anos de touradas em Fenais da Luz, uma freguesia do concelho de Ponta Delgada (Açores). O pároco de Fenais da Luz afirmou, através das redes sociais que “enquanto eu for pároco, não haverá lugar a violência contra animais, nem touradas nem bezerradas. Porque quando há maus-tratos a animais haverá sempre violência contra pessoas…” e lembra a última encíclica do Papa Francisco “Laudato Si”, onde os maus tratos aos animais são condenados pelo responsável máximo da Igreja.

O Padre Ricardo Tavares vai mais longe, lembrando os custos na organização deste tipo de eventos, suportados pelo erário público e cujas verbas devem ser canalizadas para outro tipo de iniciativas mais saudáveis e úteis: “A tourada é uma prática sádica, na qual as pessoas se divertem à custa do medo e do pânico do toiro, além de ser uma actividade bárbara, anti-civilizacional e dispendiosa, que queima verbas que podiam muito bem ser canalizadas para uma acção social ou até para o restauro da Igreja”.

A Plataforma Basta saúda a atitude do Padre, que constituiu um exemplo para outros párocos. Em Portugal vários eventos tauromáquicos continuam associados a festividades religiosas, apesar do afastamento progressivo da Igreja em relação às touradas, de que é exemplo o fim da corrida de touros promovida anualmente pela Rádio Renascença.

parde ricardo tavares

foto: P. Ricardo Tavares (D.R. Facebook)
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Liga Portuguesa Contra o Cancro não apoia touradas

Liga Portuguesa Contra o Cancro não apoia touradas
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  • Direção da Liga assume publicamente oposição às touradas.
  • Instituição recusa estar associada à violência da tauromaquia e já solicitou a anulação da tourada a favor do Núcleo Regional dos Açores.

lpcc-logo

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) anunciou publicamente através da sua página na rede social “facebook” que é “absolutamente contra a realização de touradas e de espetáculos semelhantes”.

A comunicação surge na sequência do anúncio, através de uma conferência de imprensa, e em diversos órgãos de comunicação tauromáquicos, da organização de uma tourada no próximo dia 29 de maio, na praça de touros de Angra do Heroísmo, cujas receitas revertiam a favor do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro, com a participação do Matador espanhol Javier Castaño.

A Plataforma Basta contactou, no dia 28 de abril, a Direção da Liga para solicitar esclarecimentos acerca da notícia que deixou indignados milhares de cidadãos.

Hoje, o Presidente Nacional da LPCC, Vítor Veloso, informou a Plataforma que “a Direção da Liga Portuguesa Contra o Cancro é absolutamente contra a realização de Touradas ou de espetáculos semelhantes e, que, de imediato, providenciamos no sentido da anulação do espetáculo programado pelo Núcleo Regional dos Açores. Apresentamos as nossas desculpas por tão insólita organização que só por descuido, desatenção e inexperiência foi anunciado. Com a certeza que não pactuamos com este tipo de espetáculo”.

A Basta congratula-se com a posição assumida pela Direção da LPCC, no respeito pelos valores fundamentais de responsabilidade social, ao não aceitar a colaboração na organização de um espetáculo violento e que implica maus tratos graves a animais.

Lembramos que a tourada é um espetáculo cada vez mais repudiado pelos cidadãos portugueses. De acordo com as estatísticas oficiais, nos últimos 5 anos (2010-2015) as corridas de touros perderam 42% do seu público em Portugal (fonte: IGAC).

Em Fevereiro de 2014, o Comité dos Direitos da Criança da ONU reconheceu o carácter violento da tauromaquia, instando o Estado português, a adoptar medidas para proteger as crianças e jovens da “violência física e mental da tauromaquia”;

Sendo a Liga Portuguesa Contra o Cancro uma instituição prestigiada e com reconhecido mérito na sociedade portuguesa, é com agrado que recebemos a informação que esta instituição não aceita estar conotada com as touradas, pelo facto, já felicitamos a sua Direção.

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