PINGO DOCE NÃO APOIA TOURADAS

PINGO DOCE NÃO APOIA TOURADAS

A conceituada marca de supermercados “Pingo Doce” surgiu como um dos patrocinadores de uma tourada a realizar no dia 29 de julho na localidade de Foz do Sizandro, no concelho de Torres Vedras. A Plataforma Basta e milhares de consumidores indignados com o patrocínio da marca a um evento polémico, que implica maus tratos a animais e que não é consensual na sociedade portuguesa, contactaram o serviço de apoio ao cliente do Pingo Doce, solicitando esclarecimentos acerca do patrocínio e questionando a marca acerca do apoio à realização de touradas em Portugal.

Hoje, 27 de julho de 2017, o Serviço de Apoio ao Cliente Pingo Doce emitiu um comunicado esclarecendo a polémica, referindo que “o departamento responsável avaliou a questão que nos colocou, e esclarece que a presença da marca Pingo Doce na publicidade a uma corrida de touros na Foz do Sizandro, no dia 29 de Julho, é indevida”. Significa que o logotipo da marca foi abusivamente utilizado na publicidade à tourada, criando profunda indignação junto dos consumidores. O Pingo Doce faz questão ainda de referir que “o Pingo Doce não apoia esta iniciativa, bem como não apoia outras iniciativas da mesma natureza” e informa que foram tomadas internamente as devidas diligências para apurar este lapso.

A plataforma Basta saúda a posição assumida pela marca e o esclarecimento prestado à plataforma e consumidores.

A utilização abusiva e indevida de marcas conceituadas na promoção de touradas é, infelizmente frequente, e já levou várias empresas e instituições a esclarecer publicamente o uso indevido da sua imagem e a assumir que não apoiam a realização de touradas em Portugal. Recentemente as marcas Riberalves, Heineken, Liga Portuguesa contra o Cancro, IPO, Oliveira da Serra, Minipreço, Licor Beirão, Bosch, entre outras, esclareceram a plataforma Basta que a sua marca foi indevidamente associada às touradas e que não apoiam este tipo de eventos.

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Cidadãos do Reino Unido consideram as touradas “inaceitáveis”

Cidadãos do Reino Unido consideram as touradas “inaceitáveis”

Na sequência do trágica colhida que vitimou o toureiro espanhol Iván Fandiño, de 36 anos, numa praça de touros em Aire-sur-l’Adour, no sudoeste de França, a empresa “YouGov” realizou uma sondagem, questionando os cidadãos do Reino Unido sobre as touradas, revelando que 80% da população considera que esta tradição é inaceitável e deve ser abolida.

O estudo foi realizado no dia 19 de junho de 2017, e envolveu 4305 adultos a quem foi questionada a opinião sobre as touradas realizadas em Espanha. Os entrevistados tinham três opções de resposta: “Aceitável e devem continuar a ser autorizadas” (a opinião de apenas 7% da população), “Inaceitável e devem ser proibidas” (80% das respostas) e “Não sei” (13%).

Os resultados, divulgados na página web da empresa, revelam ainda que as mulheres (85%) têm uma opinião mais favorável à abolição das touradas do que os homens (75%). No que diz respeito às faixas etárias, curiosamente são os cidadãos mais velhos quem mais defendem a abolição das touradas, 84% na faixa entre os 50 e os 65 anos e 83% nos cidadãos com mais de 65 anos. Nos mais jovens (dos 18 aos 24 anos) 7% defende a continuação das touradas e 72% defende a sua abolição. É nesta faixa que se encontra a maior percentagem de indecisos (21%).

A sondagem demonstra que as touradas não são um espectáculo atrativo para os turistas, incapazes de aceitar o grau de violência e maus tratos a que são sujeitos os animais. Em Inglaterra já existiram igualmente lutas com touros, sendo muito populares as lutas com cães (daí a origem da raça “pitbull”) e com ursos (bull baiting), que entretanto foram abandonadas.

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Tauromaquia e solidariedade: Um mundo à parte

Tauromaquia e solidariedade: Um mundo à parte
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Sérgio Caetano, jornalista.

 

Um dos argumentos usados na defesa das touradas em Portugal é o lado solidário da festa com a promoção de espectáculos tauromáquicos em benefício de diversas causas e recolha de fundos para diversas instituições. Já houve até quem se lembrasse de organizar uma tourada em Vila Franca de Xira em benefício de uma associação de proteção aos animais.

Reconheço que essa vertente solidária existe, embora cada vez mais instituições dispensem a generosidade da indústria tauromáquica, recusando-se a associar o seu nome a um espectáculo, violento, cruel e cada vez mais longe de reunir consenso na sociedade portuguesa.

É preciso recuar no tempo para compreender como surgiu esta vertente solidária da “festa” de touros no nosso país. Ela tem uma justificação e uma razão de ser, e está relacionada precisamente com a contestação de que sempre foi alvo. As corridas de touros de beneficência surgiram após a abolição das touradas, decretada em 1836. Por pressão das Misericórdias (proprietárias da maioria das praças de touros) e da Casa Pia de Lisboa (proprietária da praça de touros do Campo Pequeno), as touradas foram novamente autorizadas, mas apenas se a receita delas proveniente fosse destinada a fins de carácter social. Foi a forma encontrada na época para dar alguma dignidade a um tipo de divertimento, que já na altura, era considerado bárbaro e impróprio de uma nação civilizada.

Após o susto provocado pela proibição decretada por Passos Manuel, os empresários tauromáquicos e aficionados das touradas agarraram esta oportunidade para continuar a desfrutar do seu passatempo favorito, e evitar que ele desaparecesse do nosso país, começando a organizar corridas de touros em benefício de qualquer instituição que na época se encarregasse do apoio social, e até há registos de touradas promovidas em benefício de toureiros… Atualmente os espectáculos de beneficência designam-se “Festivais Tauromáquicos” e de acordo com a legislação, permitem a utilização de “reses” sem idade ou peso mínimos, o que permite a realização de eventos com custos inferiores para os promotores. O lado solidário da “festa” tem por isso, na sua origem, uma solução estratégica para salvar as touradas da extinção, e não um caráter solidário verdadeiramente genuíno.

O lado solidário da ‘festa’ tem por isso, na sua origem, uma solução estratégica para salvar as touradas da extinção

Vem isto a propósito do sucedido nos últimos dias, com a polémica questão da introdução nas Festas de Benavente dos “touros de fogo”, ao mesmo tempo que alguns empresários tauromáquicos e toureiros, anunciavam publicamente a sua disponibilidade para realizar uma corrida de touros a favor das vítimas dos incêndios em Portugal. Largar touros com os cornos em chamas pelas ruas, ao mesmo tempo que se demonstra solidariedade pelas vítimas dos fogos é para muitos cidadãos um chocante contrassenso difícil de compreender.

Mas o “mundillo” tauromáquico é mesmo assim. Um meio onde os seus intervenientes assumem uma grande paixão pelos seus animais (cavalos, cães, gatos,…) mas se sentem realizados e apaixonados pela “arte” de cravar lâminas afiadas com grande vigor em bovinos em desvantagem, provocando hemorragias e lesões profundas nos animais, que são sujeitos a uma lenta agonia que termina no matadouro, onde é levado a cabo o último tércio de uma lide demorada e sangrenta.

Conheço suficientemente bem o meio tauromáquico em Portugal para saber que não é verdade que estas pessoas se divirtam com o sofrimento dos animais, e que efetivamente muitas sentem carinho, preocupação e empatia pelos seus animais de estimação. Da mesma forma que nenhuma pessoa vai a uma praça de touros especificamente para aplaudir o sofrimento e a tortura de animais, como frequentemente se diz, mas para apreciar a mestria dos cavaleiros, a performance dos bandarilheiros e a bravura dos forcados.

O pequeno “mundillo” tauromáquico é efetivamente muito particular. Pertence a outra época, com outros valores e não pode ser compreendido pela sociedade atual. Por isso se esforçam, pensam e investem cada vez mais no marketing, tentando encontrar soluções para conseguir alterar a sua imagem e seduzir a sociedade portuguesa. Tarefa difícil, diria até impossível, e que leva a situações completamente bizarras e incompreensíveis, como a organização de touradas em benefício da proteção aos animais, ou a solidariedade com as vítimas dos incêndios numa semana em que se promoveu a “tradição” macabra de largar touros a arder nas ruas de Benavente.

A tauromaquia é um mundo à parte, uma exceção, numa sociedade que se quer civilizada, e que mais cedo ou mais tarde eliminará estas práticas anacrónicas, que nunca foram, e jamais serão aceites na nossa sociedade.

Sérgio Caetano, jornalista. Junho de 2017

Portugal em Mudança

Portugal em Mudança
Paula Pérez, empresária.

Paula Pérez, empresária.

 

Para uma maioria crescente de portugueses, a existência de touradas em Portugal já é absurda, claramente contrária ao caminho de modernização cultural, identitária e ética que se pretende seguir.

Sabemos que esta perceção não está uniformemente distribuída pelo território, e que há bolsas de “resistência” onde por vezes o Tempo parece ter parado.

Mas é importante assinalar que mesmo nessas regiões onde a tradição tauromáquica ainda tem peso, cada vez mais vozes se insurgem contra a manutenção das práticas de utilização cruenta de animais em espectáculos próprios da insensibilidade de outros tempos.

Há comunidades locais fraturadas, com uma parte da população a valorizar a tauromaquia ou com indiferença, e outra parte com franco repúdio pela tauromaquia.

E havendo essa oposição, perguntamos: é admissível que os poderes utilizem fundos públicos, dos impostos de todos, para financiar e manter viva uma atividade que indigna e envergonha uma parte dos contribuintes?

São os subsídios “agrícolas” a ganadeiros, são os apoios às “tertúlias tauromáquicas”, “grupos de forcados” e outros, são a compra pelas autarquias e a distribuição de bilhetes para eventos tauromáquicos que mantêm esta atividade viva. Sem estes balões de oxigénio já não haveria sustentabilidade para este negócio.

Também por isso queremos acabar com eles!

Em muitos outros campos se revela a escandalosa matriz de favorecimento em que estes senhores atuam. As corridas são dirigidas por delegados técnicos tauromáquicos com ligações ao negócio (mas pagos pela Inspeção Geral das Atividades Culturais – dinheiro de todos – no dia dos espetáculos). O mesmo se passa com o veterinário delegado técnico tauromáquico, sempre um aficionado, que algumas vezes “fecha os olhos” a claras violações do regulamento e quase sempre se demite na prática do seu dever de zelar pelo bem-estar dos animais – antes, durante e depois da tourada.

As pessoas não pensam no que acontece aos touros depois de recolhidos aos curros ou depois de puxados pelos cornos por um trator

Não é permitido a outros médicos veterinários (independentes do negócio) inspecionarem os touros e os cavalos usados nas touradas! O Estado (nomeadamente a DGAV) não sabe do destino dos touros usados nas diferentes corridas! Será isto aceitável?

Além do dever de denúncia que assumimos, sabemos que há ainda muito trabalho de sensibilização e esclarecimento para fazer.

As pessoas não pensam no que acontece aos touros depois de recolhidos aos curros ou depois de puxados pelos cornos por um trator, para um camião sem quaisquer condições. Se pensassem, e se soubessem, haveria muito menos indiferença! O mesmo sucede com o lado violento do espectáculo e a exposição das crianças a episódios de grande impacto psicológico como o sangue real que brota dos animais e pinta de vermelho as roupas, a cara e as mãos dos lidadores, sem esquecer os inevitáveis acidentes, por vezes graves e/ou mortais, que causam o pânico na assistência e por vezes vitimam também crianças que nunca deviam ser expostas a situação de risco tão elevado.

Alguns pensam que “eu não gosto, mas sempre houve touradas, é natural que sempre vá haver”.

Lembram-se quando foi imposta a proibição de fumar nos restaurantes, e toda a gente pensou que era coisa que não iria durar “porque os portugueses sempre gostaram de fumar nos restaurantes”? Hoje nem os fumadores mais inveterados pensam em fumar exceto nos locais próprios. Foi uma “mudança cultural” que se fez com toda a naturalidade, para benefício de todos.

Pois bem, também um dia nos lembraremos com embaraço que “Portugal já foi um País com touradas, como é possível, felizmente isso acabou”.

Basta de Touradas. Abolição.

Paula Pérez, empresária. Junho de 2017

Fundos públicos e crianças usados para promover as touradas nos Açores

Fundos públicos e crianças usados para promover as touradas nos Açores
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“Espera de gado infantil” em 2016. Imagem: Youtube – Foto Gabriel TV
  • Basta denuncia “esperas de gado bravo” com crianças e tourada com crianças de escolas e jardins de infância da Terceira nas bancadas da praça de touros;
  • Plataforma exige o cumprimento da lei e punição dos responsáveis;
  • Câmara de Angra do Heroísmo gasta 100.000 euros em subsídio para a organização das touradas nas Sanjoaninas.
A Plataforma Basta manifesta a sua profunda indignação com os milhares de euros que a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo vai gastar este ano na promoção de 4 touradas durante as Festas Sanjoaninas (entre 24 e 2 de julho). No total são 100.000 euros dos contribuintes portugueses que vão ser gastos em apenas 4 dias, para financiar uma prática, que embora tradicional nalgumas regiões, é violenta, implica maus tratos aos animais e não é consensual na nossa sociedade
Se as touradas são efetivamente tão populares nos Açores como se tenta fazer crer, não se compreende porque é necessário um subsídio tão significativo de fundos do erário público para o apoio na organização dos espetáculos.
O exemplo das Sanjoaninas nos Açores é bem elucidativo da insustentabilidade da atividade tauromáquica atualmente em Portugal, que só consegue sobreviver graças aos subsídios e apoios financeiros do erário público, dependendo do dinheiro dos contribuintes portugueses para suportar a criação de touros bravos, a organização dos espetáculos, a sua promoção, a compra de bilhetes, as despesas das associações de grupos de forcados, tertúlias, etc.

A “tourada das crianças” decorre com a presença nas bancadas de centenas de crianças de escolas e jardins de infância da Ilha Terceira

Mesmo com os apoios públicos (que rondam no total os 16 milhões de euros por ano de acordo com a estimativa realizada pela Basta) as touradas perderam 53% do seu público em Portugal desde o ano de 2010, segundo as estatísticas oficiais da Inspeção Geral das Atividades Culturais.
A plataforma Basta não esconde igualmente a sua indignação pela realização este ano, durante as Sanjoaninas, de dois eventos tauromáquicos dirigidos especialmente às crianças: a “tourada das crianças e idosos” e a “espera de gado infantil”.
Ambas as situações motivaram a apresentação de denuncias junto das instituições de proteção das crianças nos Açores, com conhecimento da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, uma vez que os eventos em causa violam a legislação em vigor e a Convenção dos Direitos da Criança, facto que já levou o Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas a instar o nosso país a adotar medidas de sensibilização e proteção das crianças para as afastar da “violência da tauromaquia”.
A “tourada das crianças” promovida em anos anteriores, decorre com a presença nas bancadas de centenas de crianças de escolas e jardins de infância da Ilha Terceira, sendo as mesmas expostas a imagens de grande violência e a acidentes graves, que causam impacto e mau estar em algumas das crianças mais pequenas, conforme já foi reportado à Basta por alguns encarregados de educação.
No caso da “espera de gado infantil” as crianças são colocadas perante animais de raça brava, nas ruas da cidade, em situações de grande risco e suscetíveis de provocar acidentes graves. No ano de 2016, durante este evento, há o registo de colhidas violentas que vitimaram adultos e crianças (ver video anexo).
Não é aceitável, de forma alguma, que as crianças açorianas sejam expostas a imagens desta violência nem colocadas em situações que colocam em risco a sua saúde e integridade física, violando a lei e sem que ninguém se responsabilize por elas. Mais grave é o facto destes eventos serem promovidos com o apoio das instituições regionais que têm por obrigação garantir o bem estar e o superior interesse das crianças.
A participação de crianças e jovens em espetáculos tauromáquicos constitui uma contra-ordenação muito grave imputável à entidade promotora da atividade, no âmbito da lei 105/2009 de 14 de setembro (nº 2 do artigo 2º).
Neste sentido, a Basta confia nas autoridades e nas instituições locais e nacionais, e espera que não seja permitida a violação da lei, sob pena de agir juridicamente contra os promotores do eventos e as instituições de proteção das crianças, caso ocorra algum acidente com menores de idade nestes eventos.
Basta – Plataforma Nacional para a Abolição das Touradas.
Lisboa, 22 de junho de 2017

‘Intermarché’ e ‘Riberalves’ apoiam touradas?

‘Intermarché’ e ‘Riberalves’ apoiam touradas?

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Espetáculo tauromáquico na praça de touros da Moita, 4 de junho de 2017

Realizou-se no passado dia 4 de junho na praça de touros da Moita, um evento solidário intitulado “Vamos ajudar a Catarina” que, entre outras atividades, incluiu um espetáculo tauromáquico com “demonstrações de toureio e de pegas” e a participação de crianças da Escola de Toureio da Moita. A publicidade ao evento incluía o apoio de diversas marcas e entidades, entre as quais, as marcas “Intermarché” e “Riberalves” facto que motivou a indignação de muitos dos seguidores e apoiantes desta plataforma.

Neste sentido, e uma vez que o evento em causa, não foi licenciado pela Inspeção Geral das Atividades Culturais conforme determina a lei, a plataforma Basta entendeu solicitar esclarecimentos às referidas marcas acerca do apoio a este evento.

Apelamos a todos os cidadãos, indignados com o envolvimento do “Intermarché” e “Riberalves” no apoio a práticas tauromáquicas que implicam maus tratos a animais, que solicitem igualmente esclarecimentos às empresas referidas, através dos seguintes emails: apoioconsumidorportugal@mousquetaires.com, riberalves@riberalves.pt

Mensagem sugerida:

Exmos. Senhores,

Tendo tomado conhecimento do apoio da vossa prestigiada empresa a um evento solidário realizado na praça de touros da Moita, que incluiu um espetáculo tauromáquico com lide de animais (demonstração de toureio e de pegas), venho por este meio solicitar o seguinte esclarecimento:

– É intenção da vossa empresa continuar a apoiar a realização de eventos tauromáquicos em Portugal?

Com os melhores cumprimentos,

(Nome)

moita solidaroa tourada intermarche riberalves

 

Porquê a Plataforma Basta?

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Manuel Eduardo dos Santos, biólogo e professor universitário.

 

Criámos a Plataforma Basta para resolver um problema difícil da Sociedade Portuguesa: é preciso acelerar o fim das touradas no nosso País.

Muitos portugueses preferem ignorar a tauromaquia, ou não lhe prestar atenção, confiando que esta atividade desapareça naturalmente com a evolução das mentalidades.

Sabemos que não será assim tão simples. A tauromaquia inclui práticas muito enraizadas, sobretudo em alguns meios rurais onde ainda tem importância socio-cultural.

Há dinheiros envolvidos, e indivíduos que beneficiam de elevados subsídios encapotados a este negócio, e que não os vão querer perder.

Há gente genuinamente apaixonada pela tauromaquia, que cresceu neste mundo e que se afirma socialmente através das suas atuações tauromáquicas.

Há comunidades que usam a tauromaquia para se reunir e comungar de um interesse comum, em contextos onde as pessoas colaboram e socializam à volta dos eventos tauromáquicos.

Há meios de comunicação controlados por dirigentes que impedem a divulgação de informações prejudiciais à tauromaquia e que tentam promover o seu brilho e a sua “normalidade” como atividade artística.

Há políticos que usam o argumento da tradição e do interesse popular para canalizar os recursos públicos e captar apoios. E há políticos com medo de perder posição devido aos lobbies conservadores da tauromaquia. Tudo mudará quando perceberem que as touradas são coisa do passado por vontade dos portugueses.

Vamos reunir vontades, ideias, provas e informações e vamos inviabilizar a tauromaquia em Portugal

A tauromaquia em Portugal tem de facto a sua história, a sua arte, os seus rituais e a sua técnica. Pode ser bem feita ou mal feita. É preciso dedicação, treino e coragem para a praticar, e uma boa dose de sorte para sobreviver sem mazelas. São ingredientes infalíveis para uma modalidade com estrelas e sucessos, dramas e fiascos.

Mas então, se as touradas tiveram a sua importância histórica, se podem ter valor artístico para algumas pessoas, se são eventos festivos em algumas regiões do interior, porque trabalhamos para a sua abolição? Somos alguns desmancha-prazeres?

Infelizmente é mais grave do que isso, porque nestas lides há vítimas que estão em severa desvantagem, e que não se podem recusar a participar na “Festa”. A sua desorientação e as suas reações são explorados sem dó nem piedade para divertimento de pessoas que já deviam, em pleno século XXI, ter outra capacidade de empatia com outros seres. Noutros tempos poucos se colocavam no lugar das vítimas, mas hoje já não podemos “olhar para o lado” e aceitar que aconteçam no nosso País espectáculos baseados no abuso dos animais.

A Plataforma Basta assumiu esta missão: vamos reunir vontades, ideias, provas e informações e vamos inviabilizar a tauromaquia em Portugal. Apenas por meios legais e legítimos, com elevação.

Apelamos a que todos os cidadãos e cidadãs sensíveis aos direitos dos desprotegidos, às associações culturais, científicas, ambientalistas, animalistas e estudantis para que adiram a esta nossa visão determinada e não violenta, sem qualquer filiação política ou religiosa.

Vamos divulgar os maus-tratos macabros sofridos pelos touros, novilhos, vacas, bezerros e cavalos nestes divertimentos que hoje nos envergonham como portugueses. Vamos denunciar às autoridades competentes todas as ilegalidades que pudermos testemunhar e documentar. Vamos pressionar as instituições para honrarem as suas responsabilidades no nosso Estado que queremos democrático, transparente e sério.

Queremos que o País como um todo tenha uma palavra a dizer sobre esta atividade localizada e em declínio, e que vai contra o progresso ético da nossa República. Queremos contrariar o desvio de dinheiro dos contribuintes que financia uma minoria de privilegiados. Queremos ajudar a encontrar alternativas sociais, verdadeiramente culturais, artísticas e desportivas para as populações que pouco mais têm do que os eventos tauromáquicos sazonais. Queremos proteger as crianças das práticas perigosas em que as envolvem, e da lavagem cerebral que lhes aplicam para tentar perpetuar a cultura tauromáquica.

Não esperem ver-nos aos gritos na rua, com cartazes e palavras de ordem. Já sabemos por experiência que a tauromaquia pode ser ultrapassada, mas não dessa maneira. Por isso, muita da nossa ação é desenvolvida em gabinetes, reuniões técnicas, assembleias, colóquios, sessões de esclarecimento e, naturalmente, online.

Mas tomem boa nota: não descansamos enquanto não acabarem as touradas em Portugal.

Manuel Eduardo dos Santos, biólogo e professor universitário. Junho de 2017

Pingo Doce não apoia nem vende bilhetes para touradas

Pingo Doce não apoia nem vende bilhetes para touradas

pingo doce touradas bastaA cadeia de supermercados Pingo Doce respondeu aos milhares de pedidos de esclarecimento e indignação pela publicidade a duas touradas em Vila Franca de Xira onde era anunciada a venda de bilhetes no Pingo Doce.

A Plataforma Basta contactou a marca no sentido de obter esclarecimentos acerca da informação que estava a ser difundida através da publicidade a duas touradas previstas para a praça de touros de Vila Franca de Xira, promovidas pelo empresário Paulo Pessoa de Carvalho (Presidente da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos), nos dias 1 e 2 de julho de 2017.

O Serviço de Apoio ao Cliente do Pingo Doce esclareceu que não vende bilhetes para touradas e que o nome da empresa foi indevidamente associado aos eventos tauromáquicos.

O Pingo Doce informou ainda que “já tomou as devidas diligências, por forma a terminar com esta publicidade enganosa e utilização abusiva do nome do Pingo Doce, o quanto antes”.

A Plataforma Basta agradece o esclarecimento e tomada de posição da empresa, bem como a todos os cidadãos que manifestaram a sua indignação e pedidos de esclarecimento junto da empresa.

Publicamos na íntegra a resposta que recebemos hoje do Pingo Doce.

Estimado(a) Cliente,

Desde já agradecemos o seu contacto o qual foi objecto da nossa melhor atenção.

É nosso objectivo prestar um serviço de excelência aos nossos clientes, seja pelo atendimento, seja pela qualidade dos produtos que comercializamos. Como tal, informamos que o departamento responsável avaliou a questão que nos colocou, e esclarece que o Pingo Doce não está a efectuar a venda de bilhetes para a tourada em Vila Franca de Xira e não está associado, directa ou indirectamente, ao evento em causa.

A publicidade sobre a venda destes bilhetes está a ser feita por terceiros, para benefício dos próprios, não havendo qualquer autorização por parte do Pingo Doce para esse efeito, sendo indevida a associação do nome desta empresa na referida publicidade.

O Pingo Doce informa ainda que já tomou as devidas diligências, por forma a terminar com esta publicidade enganosa e utilização abusiva do nome do Pingo Doce, o quanto antes.

Agradecemos o seu alerta, pois trabalhamos diariamente para que todos os nossos clientes continuem connosco, e satisfeitos com os nossos produtos e serviços.

Com os melhores cumprimentos, continuaremos ao seu dispor para qualquer esclarecimento adicional através da nossa Linha Cliente 808 20 45 45 ou 210 11 44 11, disponível 24 horas.
Atentamente,
Serviço de Apoio ao Cliente Pingo Doce

 

Touradas atingem mínimos históricos de corridas e de público em Portugal

Touradas atingem mínimos históricos de corridas e de público em Portugal
  • Pela primeira vez número de touradas em Portugal foi inferior a 200
  • Público das touradas foi o mais baixo de sempre
  • Desde 2010 as touradas já perderam mais de 53% de público
Em vésperas do início de mais uma temporada tauromáquica a IGAC divulgou as estatísticas oficiais da temporada 2016 onde se constata que as touradas continuam a perder público em Portugal. As estatísticas oficiais da Inspeção Geral das Atividades Culturais confirmam que as touradas em Portugal continuam em declínio acentuado desde o ano de 2010.
Os números mais recentes, publicados esta semana, revelam que se atingiram valores históricos negativos de público e de touradas realizadas na última temporada de 2016, com um decréscimo de 33 mil espectadores em relação a 2015. O número de touradas realizadas em 2016 foi pela primeira vez inferior a 200 (191) refletindo o crescente desinteresse dos portugueses pela tauromaquia e o declínio da atividade.
Os 362.057 espectadores contabilizados pela IGAC em 2016, representam o valor mais baixo de sempre em Portugal desde que são publicadas as estatísticas oficiais (1998).
Analisando as estatísticas oficiais dos últimos anos verificamos que desde 2010 as touradas já perderam mais de 53,1% do seu público. Significa que a tauromaquia tem um peso cada vez mais insignificante no panorama dos espetáculos ao vivo em Portugal, sendo já superada, em número de espectadores, pelos espetáculos de Folclore que em 2015 (últimos dados do INE) contabilizavam 462 081 espectadores.
A Plataforma Basta congratula-se com a redução significativa do interesse dos portugueses pelas touradas e acredita que a extinção da atividade é iminente. Os avanços alcançados por Portugal em matéria de proteção aos animais, que nos colocam ao lado de outras sociedades evoluídas, nomeadamente o seu reconhecimento como seres vivos dotados de sensibilidade no Código Civil, tornam ainda mais anacrónicas as práticas tauromáquicas.
ESTATISTICAS-IGAC-TOURADAS-BASTA

Palestra “O Porto, a Galiza e as touradas”

Palestra “O Porto, a Galiza e as touradas”

Porque é que desapareceram as touradas na cidade do Porto?
E porque é que as touradas estão a acabar na Galiza?

O Porto será o ponto de encontro para debater e dar resposta a estas duas perguntas, numa conversa sobre a história e a evolução de duas sociedades diferentes mas com muitos pontos em comum. A iniciativa tem por objetivo a apresentação de uma investigação sobre a tradição tauromáquica na cidade do Porto e o seu desaparecimento, bem como a situação das touradas na Galiza onde estas práticas estão em vias de desaparecer, graças ao trabalho desenvolvido pela plataforma “Galicia Mellor Sen Touradas”.
A palestra “O Porto, A Galiza e as touradas – Evolução histórica” decorrerá no próximo dia 4 de fevereiro de 2017 às 16 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, na cidade do Porto, com o seguinte programa:

16.00h – “As touradas no Porto e o seu desaparecimento”, Sérgio Caetano (Jornalista da FFW e Coordenador da Plataforma Basta)
16.30h – “A abolição das touradas na Galiza”, Rubén Pérez (Porta voz da Plataforma Galicia Mellor Sen Touradas)
17.00h – Debate
17.30h – Encerramento

Organização: Fundação Franz Weber
Parceiros: Plataforma Basta de TouradasGalicia, Mellor Sen Touradas e Porto pelos Animais
Apoio: Câmara Municipal do Porto

Oradores:

sergio_meu movSérgio Caetano – Jornalista e representante da Fundação Franz Weber em Portugal. Coordenador da Plataforma Basta e Presidente da Direção da associação ambiental S.O.S. Rio Paiva.

 

 

 

ruben perez gmstRubén Pérez – Gestor de campanhas e Diretor de comunicação da Fundação Franz Weber na Galiza. Porta-voz da Plataforma “Galicia Mellor Sen Touradas”.

 

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Reconhecimento dos animais como seres vivos dotados de sensibilidade

Reconhecimento dos animais como seres vivos dotados de sensibilidade

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Foi hoje aprovada uma alteração ao Código Civil que vem criar um estatuto jurídico próprio para os animais, reconhecendo a sua natureza de seres vivos dotados de sensibilidade.

A Plataforma Basta congratula-se com esta iniciativa da Assembleia da República, pioneira no direito português e internacional, e histórica para os direitos dos animais.

Esta alteração num documento jurídico fundamental como é o Código Civil irá ter, sem dúvida, repercussões a diversos níveis relativamente a todas as atividades anacrónicas que ainda são permitidas em Portugal, como a tauromaquia.

Esta revisão do Código Civil, que deixa de considerar os animais como “coisas”, irá facilitar a abolição das touradas e de outros espectáculos sangrentos em Portugal.

Abre-se um novo capítulo no progresso civilizacional da sociedade portuguesa.

Plataforma Basta.
Lisboa, 22 de dezembro de 2016

 

Praça de touros de Viana do Castelo convertida em Campus Desportivo

Praça de touros de Viana do Castelo convertida em Campus Desportivo

Onde antes se realizava uma tourada anual, vai passar a ser possível praticar desporto durante todo o ano.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai transformar a praça de touros da cidade num “Campus Desportivo” que prevê a transformação do recinto e da zona envolvente. O projeto de reconversão da antiga praça de touros constitui um investimento de 2,5 milhões de euros na transformação da antiga arena num espaço multiusos que vai a concurso em abril de 2017 e que inclui a construção de uma pista de atletismo a dez metros de altura, com 200 metros de extensão e uma vista panorâmica no topo da praça de touros.

A infraestrutura poderá ser utilizada para a prática de atletismo e caminhadas e será coberta para que possa ser usufruída durante todo o ano. O projecto “Praça Viana” está integrado no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), candidatado ao programa comunitário do Portugal 2020 e prevê a criação de áreas desportivas, espaços de apoio, bancadas e uma zona de restauração com vista para o rio Lima. No espaço envolvente à praça de touros serão ainda construídos equipamentos para a prática de desporto. A futura “Praça Viana” será, de acordo com a autarquia, gerida pela Escola Desportiva de Viana (EDV), instituição que tem mais de 1.300 atletas inscritos.

A praça de touros de Viana do Castelo encontra-se desativada desde 2009, altura em que o município se declarou “anti-touradas”. Recebia uma tourada por ano, por altura das Festas da Senhora D’Agonia.

Fonte: Olhar Viana do Castelo

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Basta pede à RTP que escute os seus telespectadores

Basta pede à RTP que escute os seus telespectadores

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A Plataforma Basta escreveu ontem ao Presidente do Conselho de Administração da RTP solicitando que sejam ouvidos os telespectadores da televisão pública e que a RTP se abstenha de emitir touradas na sua programação. A missiva foi enviada com conhecimento do Presidente do Conselho de Opinião da RTP, o Presidente do Conselho Geral Independente da RTP e o Ministro da Cultura.

A RTP tem o dever de escutar a opinião dos seus telespectadores e do seu representante que é o Provedor

No ano de 2016 a RTP voltou a emitir corridas de touros em direto na sua emissão, apesar de, em janeiro de 2016, o Provedor do Telespectador, Jaime Fernandes, se ter pronunciado sobre este polémico assunto no programa “Voz do Cidadão” [1], respondendo a um total de 8.280 queixas dos telespectadores [2]. Jaime Fernandes considerou que “a transmissão de touradas não é serviço público” e que a RTP se devia abster de transmitir este tipo de conteúdo [1].

De acordo com os relatórios do Provedor dos últimos anos, a transmissão de touradas é o principal motivo de queixas dos telespectadores da RTP, representando em 2015 55% do volume total de queixas efetuadas [2].

O Estado português reconhece que as touradas “podem ferir a suscetibilidade dos espectadores” conforme está estipulado no Decreto-Lei n.º 89/2014 de 11 de junho.

A “violência da tauromaquia” foi reconhecida como uma das violações da Convenção dos Direitos da Criança e incluída no capítulo “violência contra crianças” do Relatório de Avaliação Periódica referente a Portugal do Comité dos Direitos da Criança da ONU de 31 de janeiro de 2014 [3], onde se refere que o Estado português deve adotar “medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e o seu impacto nas crianças”.

Sendo as touradas um tipo de espectáculo polémico que não é consensual na opinião pública portuguesa, entendemos que a RTP deve assumir uma posição de imparcialidade abstendo-se de promover este tipo de conteúdo na sua emissão.

A Plataforma Basta está consciente que a transmissão de corridas de touros é uma das fontes de receita da Casa do Pessoal da RTP, instituição que tem promovido algumas dessas transmissões no canal público.

Nesse sentido, e apelando aos valores éticos e civilizacionais de respeito e compaixão pelos animais, e à rejeição da violência, sugerimos a realização de um evento musical, com a colaboração de figuras públicas e artistas portugueses, cujas receitas revertam para a Casa do Pessoal da RTP, em alternativa à promoção e emissão de touradas em direto na televisão pública.

[1] Programa “Voz do Cidadão” de 23 de janeiro de 2016
[2] http://media.rtp.pt/institucional/wp-content/uploads/sites/31/2015/07/PT-Relatorio2015_Final.pdf
[3] http://basta.pt/wp-content/uploads/CRC_C_PRT_CO_3-4_16303_E.pdf

Plataforma Basta solidária com Parlamento e sociedade catalã

Plataforma Basta solidária com Parlamento e sociedade catalã

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A Plataforma Basta participou na passada quarta-feira em Barcelona numa reunião com os diferentes grupos parlamentares catalãos (Junts pel Sí, Catalunya Sí que es Pot, PSC e CUP) onde demonstrou a sua solidariedade com o Parlamento, a Plataforma PROU (que em 2010 conduziu a ILP que aboliu as touradas na região) e com a sociedade catalã. Na reunião estiveram ainda presentes membros do Governo da Catalunha e representantes de organizações espanholas e internacionais.

Maioria do Parlamento da Catalunha não quer as touradas de regresso à Região Autónoma

Sérgio Caetano, Coordenador da Plataforma Basta, referiu no Parlamento da Catalunha que “não é aceitável que um tribunal anule um processo de participação cívica transparente e democrático. Congratulo-me por constatar que 6 anos depois o consenso em relação à abolição da violência das touradas é muito maior no Parlamento e na sociedade catalã“. O representante português da Plataforma Basta recebeu a garantia de que atualmente a esmagadora maioria dos deputados do Parlamento da Catalunha não quer que as touradas regressem à Região Autónoma e considerou que “esta estocada na democracia vai resultar em avanços ainda maiores nesta matéria, não só na Catalunha mas noutras regiões do mundo“.

Seis anos depois de ter alcançado um progresso tão importante para a proteção aos animais e a não-violência na Catalunha, o Tribunal Constitucional (TC) espanhol decidiu que a lei aprovada em 2010 é nula impondo o retorno a um passado vergonhoso, e forçando a Catalunha a autorizar a violência pública contra animais em praças de touros. O TC considera que as touradas fazem parte do património cultural espanhol e que o Parlamento da Catalunha não tem legitimidade para as proibir, mas apenas para as regular.

A Plataforma Basta e representantes de outras organizações internacionais receberam garantias de que as touradas não voltarão à Catalunha estando já a Plataforma PROU, o Governo e o Parlamento a estudar medidas para garantir que esta sentença não significa um regresso ao passado e que será respeita a vontade popular, manifestada numa ILP que reuniu cerca de 200.000 assinaturas em poucos dias.

A Plataforma Basta manifesta o seu total apoio à Plataforma PROU e à sociedade catalã no processo de denúncia desta violação dos direitos democráticos como sociedade civil organizada e mobilizada, e no recurso às instâncias internacionais.

Mais informação:

Comunicado do TC:
http://www.tribunalconstitucional.es/es/salaPrensa/Documents/NP_2016_085/Nota%20Informativa%20n%C2%BA%2085-2016.pdf

Comunicado Plataforma PROU:
http://www.eldiario.es/caballodenietzsche/Comunicado-PROU-Tribunal-Constitucional-Cataluna_6_571202886.html

TripAdvisor exclui touradas e atrações com animais selvagens

TripAdvisor exclui touradas e atrações com animais selvagens
  • TripAdvisor deixa de vender bilhetes para atracções com animais selvagens
  • Touradas estão excluidas do gigante do turismo mundial
  • Iniciativa conta com apoio da Organização Mundial do Turismo da ONU

A conhecida empresa de reservas online TripAdvisor emitiu um comunicado no passado dia 11 de outubro de 2016, onde anuncia que vai descontinuar a venda de bilhetes para experiências turísticas específicas durante as quais os viajantes entrem em contacto físico com animais selvagens e espécies ameaçadas que estejam em cativeiro. O gigante do setor do turismo refere-se ainda às touradas como um dos negócios que estão excluídos da sua listagem de ofertas: “Durante anos, por uma questão de prática, a TripAdvisor proibiu a listagem ou a publicação de avaliações para negócios que utilizavam animais selvagens em cativeiro ou de espécies ameaçadas de extinção para desportos de sangue, por exemplo, touradas, caça em cativeiro, etc. Essa política vai manter-se“.

As touradas são um dos negócios que estão excluídos da listagem de ofertas da TripAdvisor

O TripAdvisor anunciou ainda o compromisso de lançar um conjunto de ações que implicam mudanças na sua política de venda de bilhetes para as atrações com animais, bem como o lançamento de um novo portal educacional para “ajudar a informar os viajantes sobre os padrões de cuidado e proteção de espécies de animais selvagens, ameaçadas e em cativeiro no setor do turismo, sobre a interação destes animais com os turistas e o seu impacto na conservação da vida selvagem”. Várias atividades de entretenimento com animais deixarão de estar acessíveis no TripAdvisor ou no Viator e outras estarão acompanhadas de regras de boas práticas. Estas iniciativas contam com o apoio da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (UNWTO) e a parceria de várias organizações de conservação, especialistas académicos, especialistas em turismo e grupos de bem-estar animal.

A empresa pretende ter o portal educacional e as mudanças na política de reservas totalmente implementadas no início de 2017.

A Plataforma Basta saúda a posição assumida pela empresa, e considera as medidas adotadas um importante contributo para o bem estar animal e para o desenvolvimento da sociedade, bem como um exemplo civilizacional de grande significado. A posição da TripAdvisor confirma que as touradas não têm potencial turístico. Em Portugal as touradas são cada vez mais contestadas por vários setores da sociedade e incompreendidas pelos turistas que nos visitam, pela grande violência exercida sobre os animais. Nos últimos 5 anos as touradas perderam 42% do seu público em Portugal de acordo com as estatísticas oficiais da Inspeção Geral das Atividades Culturais.

Anexo: Comunicado da TripAdvisor

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A República e as touradas

A República e as touradas
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Sérgio Caetano, Jornalista

A implantação da República em Portugal constituiu um sério revés na expansão do negócio tauromáquico rompendo com a promoção da festa efectuada pelos últimos monarcas (D. Carlos e D. Manuel II). As questões económicas fizeram prevalecer as touradas no nosso país apesar do período hostil para o sector.

Em 1910 já estavam perfeitamente montadas as estruturas do negócio (empresários, ganaderos e toureiros profissionais) que se mostrava ser bastante rentável na época. No entanto, no início do século XX, a tourada não se livrou da sua forte conotação com a fidalguia monárquica associada a um Portugal atrasado, conservador e retrógrado, pelo que os toureiros da nobreza se afastaram das lides nas arenas depois do 5 de Outubro de 1910. Muitas das novas praças construídas, ficaram ao abandono ou desapareceram: “Muitas praças de toiros do país caíram em ruínas, outras foram demolidas e só, durante o governo do Presidente do Conselho, Dr. António de Oliveira Salazar, se reconstruíram algumas dessas Praças, entre as quais a de Santarém – a maior de Portugal – graças à iniciativa do ex-Ministro Dr. Rafael Duque, e a de Cascais que hoje constitui um magnífico elemento de motivação turística da ‘Costa do Sol’”1

A implantação da República e a tentativa de fazer nascer um Portugal novo que fosse ao encontro da civilização europeia foi devastador para os conservadores empresários tauromáquicos: “As circunstâncias em que surgia a República, saída de um movimento revolucionário, estabelecia um ambiente em que toda a hostilidade parecia de menos contra os antigos hábitos e as velhas tradições. Verificava-se como que a necessidade de estabelecer uma sociedade nova, assente em velhos hábitos, e o toureio, como expressão fidalga e tradicional seria atingido da forma mais incisiva”2. O momento inspirou de imediato a apresentação de novas iniciativas para abolir o espectáculo. Fernão Bôtto Machado propôs à Assembleia Nacional Constituinte a proibição das touradas, num projecto de lei apresentado em 11 de Agosto de 1911 e que contou com o apoio da Sociedade Protectora dos Animais. “Esse cruel e perigoso sport só é defendido nos nossos dias, ou por interesses de exploração ou por aficionados del redondel, mas sem fundamentos que o justifiquem e sem sequer razões que o desculpem.”3

A atribulada 1ª República não conseguiu erradicar este divertimento do nosso país, provavelmente porque na primeira metade do século XX ele se tornou muito pouco expressivo nos anos que se seguiram, mas a relação próxima entre a monarquia e a tauromaquia revelava-se ainda nas arenas dez anos depois da proclamação da República. Exemplo disso mesmo é o caso do cavaleiro José Casimiro, fortemente hostilizado pela população devido à propaganda monárquica que fazia durante as suas actuações como toureiro, ao ponto de ser impedido de tourear em Lisboa.

Entre 1910 e 1926 registaram-se várias intervenções tanto na Assembleia Nacional Constituinte de 1911, como na Câmara dos Deputados, no Senado e no Congresso, de repúdio e oposição às touradas sendo praticamente nulas as intervenções em sua defesa. É certo no entanto que alguns deputados simpatizavam e até assistiam às corridas, mas a sua defesa durante este período era feita de forma silenciosa.

A indústria tauromáquica só conseguiu restabelecer-se anos mais tarde, durante o Estado Novo, altura em que a tauromaquia serviu de inspiração para a propaganda nacionalista. Foi ainda neste período que se construíram grande parte das praças de touros ainda hoje em actividade em Portugal, e que são exemplos as praças de Beja (1947), Póvoa de Varzim (1949), Moita (1950), Almeirim (1954), Montijo (1957), Santarém (1964) e Coruche (1966).

Bibliografia:
1. Barreto, Mascarenhas. “Corrida: Breve história da tauromaquia em Portugal”. Lisboa: Ag. Port. Revistas, 1970. Pág. 46.
2. Almeida, Jaime Duarte de. “História da Tauromaquia”. Lisboa: Artis, 1951. Pág. 170.
3. Machado, Fernão Boto. “Abolição das touradas: projecto de Lei”. Lisboa: Typ. Bayard, 1911. Pág. 3.

Câmara da Póvoa de Varzim não apoia touradas

Câmara da Póvoa de Varzim não apoia touradas

“Uma nova etapa na forma como a Póvoa de Varzim se relaciona com os animais”. Foi assim que a autarquia da Póvoa de Varzim anunciou o fim do abate de animais no canil municipal e dos apoios para a organização de touradas na cidade.

Aires Pereira, Presidente da Câmara da Póvoa, revelou que o município deixará de apoiar todas as touradas que se realizem na cidade. “Era tradição a Câmara Municipal oferecer a Praça de Touros às entidades que promovem este espetáculo, ficando isentas do pagamento do aluguer da Praça de Touros. Sendo assim, todas as touradas que se realizarem na Póvoa de Varzim a partir de agora já não contarão com a aposta de dinheiros públicos”. O autarca sublinhou que “enquanto a lei permitir este género de espetáculo, a Câmara Municipal não irá proibir a sua realização, mas investir o dinheiro dos contribuintes poveiros é algo que não irá mais acontecer”.

A partir de agora, as entidades que pretendam organizar touradas na Póvoa de Varzim terão que pagar a taxa de aluguer do espaço, cifrada em 8.000 euros.

A Plataforma Basta congratula-se com o anúncio feito pelo Presidente Aires Pereira, considerando esta decisão um exemplo para outras autarquias, um louvável ato de justiça e um grande avanço civilizacional para este município.

A tauromaquia é uma atividade insustentável financeiramente, sobrevivendo graças ao recurso aos fundos públicos através de subsídios e outros apoios das autarquias locais e dos fundos da União Europeia para a criação de bovinos, que no caso da raça brava, têm como destino a praça de touros.

A Plataforma Basta, após uma extensa pesquisa, estimou em 2012 que em Portugal são usados todos os anos cerca de 16 milhões de euros de fundos públicos no apoio à atividade tauromáquica.

Sem os apoios das autarquias locais não seria possível manter esta atividade em Portugal.

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Liga Portuguesa Contra o Cancro não apoia touradas

Liga Portuguesa Contra o Cancro não apoia touradas

 

  • Direção da Liga assume publicamente oposição às touradas.
  • Instituição recusa estar associada à violência da tauromaquia e já solicitou a anulação da tourada a favor do Núcleo Regional dos Açores.

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A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) anunciou publicamente através da sua página na rede social “facebook” que é “absolutamente contra a realização de touradas e de espetáculos semelhantes”.

A comunicação surge na sequência do anúncio, através de uma conferência de imprensa, e em diversos órgãos de comunicação tauromáquicos, da organização de uma tourada no próximo dia 29 de maio, na praça de touros de Angra do Heroísmo, cujas receitas revertiam a favor do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro, com a participação do Matador espanhol Javier Castaño.

A Plataforma Basta contactou, no dia 28 de abril, a Direção da Liga para solicitar esclarecimentos acerca da notícia que deixou indignados milhares de cidadãos.

Hoje, o Presidente Nacional da LPCC, Vítor Veloso, informou a Plataforma que “a Direção da Liga Portuguesa Contra o Cancro é absolutamente contra a realização de Touradas ou de espetáculos semelhantes e, que, de imediato, providenciamos no sentido da anulação do espetáculo programado pelo Núcleo Regional dos Açores. Apresentamos as nossas desculpas por tão insólita organização que só por descuido, desatenção e inexperiência foi anunciado. Com a certeza que não pactuamos com este tipo de espetáculo”.

A Basta congratula-se com a posição assumida pela Direção da LPCC, no respeito pelos valores fundamentais de responsabilidade social, ao não aceitar a colaboração na organização de um espetáculo violento e que implica maus tratos graves a animais.

Lembramos que a tourada é um espetáculo cada vez mais repudiado pelos cidadãos portugueses. De acordo com as estatísticas oficiais, nos últimos 5 anos (2010-2015) as corridas de touros perderam 42% do seu público em Portugal (fonte: IGAC).

Em Fevereiro de 2014, o Comité dos Direitos da Criança da ONU reconheceu o carácter violento da tauromaquia, instando o Estado português, a adoptar medidas para proteger as crianças e jovens da “violência física e mental da tauromaquia”;

Sendo a Liga Portuguesa Contra o Cancro uma instituição prestigiada e com reconhecido mérito na sociedade portuguesa, é com agrado que recebemos a informação que esta instituição não aceita estar conotada com as touradas, pelo facto, já felicitamos a sua Direção.

Touradas perderam 42% do público nos últimos 5 anos

Touradas perderam 42% do público nos últimos 5 anos

ESTATISTICA touradas IGAC 2015-01

  • Número de espectadores voltou a cair em 2015
  • Números oficiais desmentem a indústria tauromáquica
  • Touradas atingiram o número mais baixo de sempre de espectadores

A plataforma Basta congratula-se com a drástica redução no número de espectadores que assistem a espetáculos tauromáquicos em Portugal, nos últimos cinco anos, o que confirma o crescente desinteresse da sociedade portuguesa pela tauromaquia.​

De acordo com as estatísticas oficiais agora divulgadas pela Inspeção Geral das Atividades Culturais, as touradas tiveram uma redução de público de 6,42% em 2015, seguindo uma tendência de queda nas últimas décadas.

Os 395.463 espectadores contabilizados pela IGAC em 2015, representam o valor mais baixo de sempre em Portugal desde que são publicadas as estatísticas oficiais (1998). No ano passado atingiu-se ainda menor número de touradas realizadas no país (207).

Analisando os números oficiais, constata-se que em apenas cinco anos (2010-2015) as corridas de touros perderam 42% do seu público em Portugal.

Estes números desmentem totalmente a indústria taurina que tem anunciado um alegado aumento de espectadores nas corridas de touros nos últimos anos e que agora se comprova ser falso.

A redução significativa do número de espectadores nas touradas nos últimos cinco anos em Portugal, demonstra que o nosso país se prepara para um inevitável avanço civilizacional – a abolição das touradas – acompanhando os progressos que têm sido alcançados em matéria de proteção aos animais.

As touradas são cada vez mais contestadas na nossa sociedade pelo seu carácter violento contra pessoas e animais.

ONU quer crianças afastadas da tauromaquia

O Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas dirigiu-se expressamente ao Governo português, em fevereiro de 2014, advertindo para a necessidade de afastar as crianças e jovens da “violência da tauromaquia”. Segundo o Comité, a exposição de crianças a esta atividade constitui uma forte violação da Convenção dos Direitos da Criança.

Provedor do telespectador da RTP não quer touradas na emissão

A 23 de janeiro de 2016, no programa “A Voz do Cidadão”, o Provedor do telespectador da RTP, Jaime Fernandes, voltou a considerar que “a transmissão de touradas não é serviço público” e que a RTP não devia transmitir touradas na sua emissão. As touradas foram ainda o principal motivo de queixa dos espectadores da RTP.

Estatísticas oficiais da IGAC (1998-2015):

Temporada Espetáculos Espectadores
1998 290 603.000
1999 337 703.000
2000 360 620.000
2001 359 630.000
2002 372 680.000
2003 345 720.000
2004 287 478.000
2005 279 503.542
2006 269 494.693
2007 307 620.200
2008 307 698.142
2009 313 663.033
2010 301 681.140
2011 274 609.052
2012 254 479.560
2013 241 441.551
2014 221 422.597
2015 207 395.463

Plataforma Basta. Lisboa, 8 de março de 2016

Relatório 2015 – IGAC

ONU: Crianças não devem presenciar nem participar em touradas

ONU: Crianças não devem presenciar nem participar em touradas

 

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O Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas (CDC) insta mais uma vez, dois países com práticas taurinas – França e Peru – a alterar a sua legislação no sentido de impedir que as crianças e jovens participem ou assistam a touradas e eventos tauromáquicos, já que estes são prejudiciais à sua saúde, segurança e bem estar.

O Comité tornou hoje pública a sua posição, depois de examinar as principais violações ao cumprimento da Convenção dos Direitos da Criança nos dois países, com base em relatórios temáticos apresentados pela Fundação Franz Weber no âmbito da campanha “Infância sem violência”. Desta forma os relatórios do Comité dos Direitos da Criança dirigidos ao Peru e França, classificam a tauromaquia como uma atividade de “extrema violência” que prejudica o bem estar físico e emocional dos mais jovens.

Crianças em touradas considerada ‘uma das piores formas de trabalho infantil’

No caso da França, o CDC advertiu o Governo a “aumentar os esforços para mudar as tradições violentas e as práticas que prejudiquem o bem estar das crianças, incluindo a proibição do acesso das crianças a touradas e performances associadas.”

No relatório dirigido ao Governo peruano a tauromaquia é apontada como “uma das piores formas de trabalho infantil”.

Com esta postura, a ONU consolida a sua posição a respeito da violação que causa esta atividade nos Direitos da Criança, sendo já cinco os países com atividades tauromáquicas examinados, e a todos eles o Comité instou para que assegurem a proteção da infância afastando as crianças e jovens da “violência da tauromaquia”.

Recordamos que a 5 de fevereiro de 2014 o CDC incluiu a “violência da tauromaquia” no relatório dirigido a Portugal com a seguinte advertência: “O Comité, com vista à eventual proibição da participação de crianças na tauromaquia, insta o Estado Parte a adotar as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objetivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e atuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores”. E, entre outras observações, acrescentou: “O Comité, insta também o Estado Parte, para que adote medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e o seu impacto nas crianças”.

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