Autoridades investigam participação de crianças numa tourada em Vila Boim

Autoridades investigam participação de crianças numa tourada em Vila Boim

(foto: plataforma Basta)

A plataforma Basta no âmbito da campanha “Infância sem Violência” denunciou a participação de crianças num espectáculo tauromáquico ilegal organizado na localidade de Vila Boim (concelho de Elvas) promovido pela Associação de Romeiros de Vila Boim com a designação “Fiesta do Toureio 2017” no passado dia 14 de outubro.

Além de um “Festival Taurino” de beneficência – curiosamente a favor da Paróquia local e com recolha de brinquedos para crianças carenciadas da região – a iniciativa contou com uma demonstração de toureio às 22 horas numa praça de touros portátil instalada em Vila Boim, que envolveu a participação de crianças lidando animais de raça brava. Duas das crianças que participaram neste evento ilegal (não licenciado pela Inspeção Geral das Atividades Culturais) têm apenas 9 e 10 anos de idade, sendo que um deles actuou como cavaleiro tauromáquico. Esta situação constitui uma clara violação do Código do Trabalho pelo que foi denunciada às autoridades competentes.

Uma das crianças que participou neste evento ilegal, como cavaleiro tauromáquico, tem apenas 9 anos de idade

A exposição de crianças a situações que colocam em risco a sua integridade física é punida por lei, mas infelizmente é frequente ocorrer em espectáculos tauromáquicos organizados ilegalmente em Portugal. A plataforma Basta denunciou esta temporada várias situações relacionadas com a exposição de crianças à violência da tauromaquia, quer participando como artistas quer como espectadores nas bancadas das praças de touros (crianças menores de 3 anos).

A Basta exige que as autoridades atuem neste caso ocorrido em Vila Boim, identificando e responsabilizando os promotores do evento. Segundo a lei, esta situação constitui uma contra-ordenação muito grave imputável à entidade promotora, neste caso, a Associação de Romeiros de Vila Boim.

Trata-se de mais um episódio, a juntar a outros ocorridos esta temporada, que coloca em causa o cumprimento da Convenção dos Direitos da Criança e as determinações do Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas que em 2014 instou Portugal a “adotar medidas para afastar as crianças da violência da tauromaquia” depois de tomar conhecimento desta realidade e dos acidentes que vitimam dezenas de crianças todos os anos em Portugal em eventos tauromáquicos.

Basta exige investigação sobre touro asfixiado em tourada

Basta exige investigação sobre touro asfixiado em tourada

A Plataforma Basta exigiu à IGAC (Inspeção Geral das Atividades Culturais) e à DGAV (Direcção Geral de Alimentação e Veterinária) uma investigação ao caso do touro que alegadamente foi morto por asfixia com uma corda antes de uma tourada durante a temporada em curso, quando se procedia ao embolamento dos animais.

O caso foi denunciado publicamente numa entrevista à Rádio Campanário pelo Padre Elias, proprietário da Ganadaria S. Martinho, de onde era originário o animal, que terá sido morto de forma cruel. O Padre, durante a entrevista a um programa de rádio dedicado à tauromaquia, revelou que numa corrida de touros recente, realizada em Portugal e com touros da sua Ganadaria (S. Martinho), se gerou uma discussão porque alguém não queria que aquele touro fosse utilizado no espectáculo e “depois o touro quando é preparado para a embolação, há um que lhe passa uma corda pelo pescoço e parece que morreu asfixiado e o que é certo é que desapareceu do sítio de onde ele era perigoso, ou seja, o perigo afastou-se de uma manobra criminosa, que deveria ter sido investigada e não foi”, referiu o Padre Elias na entrevista.

… há um que lhe passa uma corda pelo pescoço e parece que morreu asfixiado”

Padre Elias

Perante tais factos, que consubstanciam graves infrações às regras do Regulamento do Espectáculo Tauromáquico (RET) e do bem-estar animal, a Basta solicitou à IGAC e DGAV informações sobre se tal ocorrência foi reportada aos serviços após alguma das corridas de touros realizadas durante a presente temporada onde tenham sido lidadas reses da Ganadaria de S. Martinho.

Caso a ocorrência não tenha sido comunicada a estas entidades pelos Delegados Técnicos Tauromáquicos, a Basta entende que urge a necessidade de apurar o evento onde tal acontecimento ocorreu, com vista ao apuramento de responsabilidades pela violação ao RET e às regras de bem estar animal.

Relembramos que nos termos do Artigo 4.º, n.º 3 do RET, “Compete à Direção -Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), em articulação com a IGAC, assegurar o cumprimento das regras previstas no presente regulamento em matéria de bem -estar animal.”

Este é mais um caso grave relacionado com o bem estar animal e a violação da legislação que a plataforma Basta denuncia esta temporada, aguardando o rápido apuramento dos factos e a punição dos responsáveis.

(foto: Plataforma Basta D.R.)

Plataforma Basta quer apurar responsabilidades na morte de dois forcados e nas transgressões crónicas nas touradas

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(foto: Plataforma Basta – D.R.)
  • Médico cirurgião denuncia falta de condições nas praças de touros como a principal causa da morte dos artistas tauromáquicos
  • Plataforma denuncia irregularidades graves e falta de fiscalização isenta e eficaz nos espectáculos tauromáquicos
  • Basta pede fiscalização rigorosa das condições das praças de touros em Portugal

Lisboa, 12 de outubro de 2017

A Plataforma Basta solicitou no passado dia 22 de setembro esclarecimentos à Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC) acerca dos incidentes graves ocorridos nas praças de touros da Moita e Cuba que resultaram na morte de dois forcados (Pedro Primo e Fernando Reynolds Quintela), pedindo igualmente ao Ministro da Cultura que sejam apuradas responsabilidades.

De acordo com as declarações de um ex-forcado e médico cirurgião, difundidas por diversos órgãos de comunicação tauromáquica (ver anexos), os referidos incidentes resultaram de falhas graves ao nível da segurança dos recintos, o que reforça a ideia de que não existe uma fiscalização competente do cumprimento da legislação nacional em matéria de espectáculos tauromáquicos.

Plataforma quer que as touradas sejam fiscalizadas por técnicos isentos que possam garantir o cumprimento efetivo da lei.

António Peças, ex-forcado e médico cirurgião, denuncia “as condições (in)existentes nas enfermarias da quase totalidade das nossas praças de touros”. Tendo em conta estas declarações públicas e considerando o artigo 20º do Regulamento do Espectáculo Tauromáquico (adiante designado por RET) que refere expressamente que a “inobservância das exigências previstas para o posto de socorros e assistência médica”é uma das condições para o impedimento do espectáculo, consideramos muito grave o cenário em que ocorreram estas mortes e exigimos uma urgente e isenta fiscalização das praças de touros existentes no país.

A falta de condições nestes recintos, e a falta de uma inspeção isenta e eficaz, têm dado origem a situações muito graves também ao nível do bem-estar animal, nomeadamente com a morte de animais nos curros, nos veículos de transporte e na arena das praças, e a lide de touros com lesões graves (membros e hastes partidas, cegueira, etc.) contrariando o que está estipulado na legislação.

Ao longo da temporada que agora termina, a plataforma Basta registou inúmeras violações da lei em touradas realizadas em todo o país, que em alguns casos deveriam ter levado ao imediato cancelamento do espectáculo. Infelizmente os Delegados Técnicos Tauromáquicos (pessoas com fortes ligações ao meio tauromáquico), que têm a obrigação de fiscalizar e fazer cumprir a lei nestes eventos, não atuaram conforme está determinado na lei, nomeadamente no cumprimento do Decreto-Lei n.º 89/2014 de 11 de junho.

A Plataforma Basta tem manifestado nos últimos anos a sua preocupação junto da IGAC e da DGAV (Direção Geral de Agricultura e Veterinária), devido às constantes violações da lei e à falta de condições para a realização de espectáculos tauromáquicos em recintos que não cumprem com as normas de segurança e de bem-estar dos animais ao nível do transporte,  alojamento, arranque dos ferros e abate.

Não é a primeira vez que são denunciadas as condições degradantes da maioria das praças de touros, e a falta de condições das enfermarias. Em 2015, ao Jornal “Mirante” o médico cirurgião Luís Miguel Ramos alertava para esta grave falha, referindo que “As praças de toiros em Portugal são obrigadas por lei a terem enfermarias mas a maioria não está em condições de proporcionar um bom socorro aos artistas da festa em caso de necessidade”. Apesar das denuncias à violação da lei e o risco da falta de condições, a IGAC continuou a licenciar os recintos para a realização de espectáculos.

De acordo com a legislação em vigor, é da responsabilidade da IGAC a fiscalização e o controlo do funcionamento dos recintos bem como o cumprimento do disposto no RET (artigo 4º, nº 1) competindo-lhe especificamente a inspeção das condições técnicas, sanitárias e de segurança das praças de touros fixas.

Neste sentido, a plataforma Basta, e na sequência destes dois graves incidentes, solicitou à IGAC esclarecimentos sobre as circunstâncias em que decorreram estes dois espectáculos, nomeadamente:

– A qualificação dos médicos e enfermeiros designados para os espectáculos em questão, com vista a apurar se os mesmos cumpriam com os requisitos das tabelas anexas ao RET, e estavam na posse do equipamento também ali exigido;

– Os pareceres da equipa médica entregues ao Diretor de Corrida, e se foram atestados o cumprimento das exigências previstas no RET para os postos de socorro e assistência médica, assim como os registos das ocorrências entregues pelos Diretores de Corrida à IGAC;

– O relatório anual da inspeção periódica às praças de touros de Cuba e da Moita, com vista a apurar se os postos de socorro cumprem com os requisitos impostos no artigo 15º do RET;

Questiona ainda a plataforma se os promotores dos espectáculos (Rafael Vinhas Unipessoal Lda. e Bombeiros Voluntários de Cuba) comunicaram, conforme era sua obrigação, ao hospital mais próximo com serviço de urgência polivalente ou médico-cirúrgica, bem como à Delegação Regional do Instituto Nacional de Emergência Médica, I.P., com a antecedência mínima de 5 dias dias úteis relativamente ao dia da realização do espectáculo, assim como se entregou à equipa médica e ao Diretor de Corrida, até à hora do sorteio das reses, o documento comprovativo da referida comunicação.

A Basta pretende ainda saber se os promotores, na comunicação prévia dos espectáculos dirigida à IGAC, instruíram nos seus pedidos as cópias das apólices de seguros de acidentes pessoais dos “artistas” Pedro Primo e Fernando Reynolds Quintela.

A plataforma Basta aguarda a resposta da IGAC às solicitações requeridas bem como às dezenas de denúncias relacionadas com constantes violações da legislação em vigor, exigindo que a atividade tauromáquica deixe de ser fiscalizada por pessoas ligadas ao meio e passe a ser fiscalizada por técnicos isentos que possam garantir o cumprimento efetivo da lei.

Basta. Plataforma Nacional para a Abolição das Touradas

Anexos:
Declarações do médico cirurgião António Peças (19-9-2017):
http://www.taurodromo.com/noticia/2017-setembro/13307-antonio-pecas-o-cirurgiao-e-exforcado-fala-sobre-as-condicoes-do-suporte-medico-nas-pracas
Declarações do médico cirurgião Luís Miguel Ramos (1-7-2015)
https://omirante.pt/entrevista/2015-07-01-enfermarias-das-pracas-de-toiros-sao-uma-zona-cinzenta-da-festa-2

Basta pede ao Presidente da República para manter a isenção em relação às touradas

Basta pede ao Presidente da República para manter a isenção em relação às touradas

marcelo rebelo de sousa

(foto D.R.)

A Plataforma Basta apelou ao Presidente da República para manter a isenção na polémica questão das touradas, abstendo-se de assistir à corrida de touros de encerramento da temporada do Campo Pequeno no próximo dia 12 de outubro. O Presidente da República foi convidado para estar presente na praça de touros de Lisboa para assistir à “tourada de gala” que marca o encerramento da temporada tauromáquica na capital portuguesa.

A plataforma Basta, numa carta enviada ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, recorda que as touradas são um evento polémico que divide a sociedade portuguesa e que “implica grande violência e maus tratos a milhares de animais inocentes, além de violentos acidentes que provocam todos os anos muitas vítimas humanas e que este ano já foram responsáveis pela morte de dois jovens”.

A plataforma apelou ainda ao Presidente para que “mantenha uma posição isenta nesta polémica questão, abstendo-se de estar presente no referido evento, respeitando uma grande franja da nossa sociedade que não se revê na tradição das touradas e que defende a sua abolição em Portugal, em nome do progresso civilizacional e do respeito e empatia com os animais”.

Presidente da Associação de Empresários Tauromáquicos usa abusivamente a marca “Pingo Doce”

Mais uma vez o empresário tauromáquico Paulo Pessoa de Carvalho, que é Presidente da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (APET), usou de forma abusiva o nome da marca “Pingo Doce” anunciando na publicidade às corridas de touros que organiza no mês do Outubro na praça de touros Palha Blanco, que os bilhetes para as touradas estavam à venda no Supermercado Pingo Doce de Vila Franca de Xira. Alertada pelos seus seguidores, a Plataforma Basta contactou novamente o Serviço de Apoio ao Cliente do “Pingo Doce” dando conta da publicidade enganosa e questionando se é verdade tal informação. O Serviço de Apoio ao Cliente do Pingo Doce garante que a cadeia de supermercados não vende bilhetes para touradas e que a marca está a ser indevidamente utilizada “por terceiros, para benefício dos próprios, não havendo qualquer autorização por parte do Pingo Doce para esse efeito”. Uma vez que se trata de uma situação que ocorre repetidamente em Vila Franca de Xira e um abuso cometido pelo mesmo empresário tauromáquico, a Basta aguarda informações do Pingo Doce sobre as diligência efetuadas no sentido de terminar com a associação abusiva do Pingo Doce às touradas e a responsabilização do empresário e Presidente da APET pela publicidade enganosa.

Publicamos a informação prestada pelo Serviço de Apoio ao Cliente do Pingo Doce:

“O Pingo Doce não está a efectuar a venda de bilhetes para a tourada em Vila Franca de Xira, nem está associado, directa ou indirectamente, ao evento em causa.
A publicidade sobre a venda destes bilhetes está a ser feita por terceiros, para benefício dos próprios, não havendo qualquer autorização por parte do Pingo Doce para esse efeito, sendo indevida a associação do nome desta empresa na referida publicidade.
Uma vez que se trata de uma reincidência, o Pingo Doce irá reforçar as devidas diligências, por forma a terminar com esta publicidade enganosa e utilização abusiva do nome do Pingo Doce, o quanto antes.

pingo doce touradas tauromaquicos

Portugueses não querem mais touradas na RTP

Portugueses não querem mais touradas na RTP
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As touradas são, nos últimos anos, o principal motivo de queixa dos telespetadores ao Provedor da RTP, além de serem um espetáculo que não reúne consenso na nossa sociedade, pelo que é entendimento da Plataforma Basta que a RTP se deve abster de transmitir este tipo de conteúdo na sua emissão, escutando a opinião do seu público e do Provedor do Telespectador que já por diversas vezes referiu que a transmissão de touradas “não é serviço público” e que a RTP não deve transmitir este tipo de programa (ver relatórios do Provedor).

Recordamos que o impacto da violência das touradas, levou o Estado português ( através do Decreto-Lei n.º 89/2014 ) a reconhecer que “o espetáculo pode ferir a susceptibilidade dos espectadores”, advertência que passou a ser obrigatória nos cartazes de publicidade às touradas ( Alínea j) do artigo 22º do referido decreto ).

É ainda importante salientar que em 2014, o Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas reconheceu que a exposição de crianças à violência das touradas em Portugal, constitui uma grave violação da Convenção dos Direitos da Criança, tendo a tauromaquia sido incluída no capítulo da “Violência contra crianças” a par dos castigos corporais e abuso e negligência, no relatório final de avaliação ao nosso país.

A RTP é o único canal de televisão em sinal aberto em Portugal a emitir touradas em direto na sua emissão, depois da TVI ter abdicado deste tipo de conteúdo. Nos últimos anos é cada vez maior o isolamento das touradas, repudiadas por um número crescente de cidadãos. A própria Rádio Renascença deixou em 2003 de promover a sua tradicional Corrida de Touros.

Aficionados não concordam com mais touradas na TV

Curiosamente a transmissão de touradas na RTP também não é consensual junto dos apreciadores das touradas, conforme demonstrou a sondagem encomendada pela Federação Prótoiro, realizada em Março de 2011 pela Eurosondagem, onde 63,1% das pessoas que gostam de touradas admitiram não concordar que a televisão transmita mais corridas de touros. Este estudo diz ainda que mais de 70% dos aficionados da região sul do país são contra o aumento da transmissão televisiva de touradas.

Atualmente já existem no mercado canais de televisão privados específicos para este tipo de público. Entendemos, por isso, que a RTP deve ter uma posição isenta num tema polémico e que divide a nossa sociedade, esperando que no futuro a televisão pública abdique deste tipo de conteúdo.

Anúncio de tourada na programação infantil da RTP2

A Plataforma Basta apresentou hoje o seu protesto junto do Provedor do Telespetador da RTP e solicitou esclarecimentos à Administração da televisão pública, a propósito da emissão de um anúncio de uma tourada na passada sexta feira de manhã ( 4 de agosto de 2017 ) durante o programa infantil “Zig Zag” na RTP2. O anúncio – apresentado entre dois programas infantis – exibiu imagens de grande impacto, com animais a ser lidados, farpeados e a escorrer sangue (real).

A Plataforma Basta, no âmbito da campanha “Infância sem violência“, considera chocante a apresentação de um anúncio de conteúdo violento durante a programação infantil num canal público de televisão, esperando que este episódio se tenha tratado de um lapso da RTP, que o mesmo venha a ser reconhecido pela Administração da estação de televisão e sejam tomadas medidas de forma a evitar que situações destas se repitam no futuro.

Aficionados não concordam com mais touradas na TV

Ainda a propósito da transmissão de touradas na RTP, aproveitamos para informar que curiosamente, este assunto também não é consensual junto dos apreciadores das touradas, conforme demonstrou a sondagem encomendada pela Federação Prótoiro, realizada em Março de 2011 pela Eurosondagem, onde 63,1% das pessoas que gostam de touradas admitiram não concordar que a televisão transmita mais corridas de touros. Este estudo diz ainda que mais de 70% dos aficionados da região sul do país são contra o aumento da transmissão televisiva de touradas.

Em Portugal, dos três canais em sinal aberto, apenas a RTP transmite touradas na sua emissão, depois da TVI ter abdicado deste tipo de conteúdo. Atualmente já existem no mercado canais de televisão específicos para este tipo de público.

Entendemos, por isso, que a RTP deve ter uma posição isenta num tema polémico e que divide a nossa sociedade, esperando que no futuro a televisão pública abdique deste tipo de conteúdo.

Plataforma Basta. Lisboa, 7 de agosto de 2017.

 
 
Anexos:
Estudo de Opinião (Prótoiro/Eurosondagem):
https://issuu.com/protoiro/docs/estopiniao_protoiro_marco11
Nota: A questão sobre a transmissão de touradas na televisão, só foi respondida pelos entrevistados que são aficionados, os que são indiferentes e os que não concordam que “se tire a liberdade a quem gosta de assistir a actividades com toiros”.

Padre açoriano contra a realização de touradas

Padre açoriano contra a realização de touradas

O pároco de Fenais da Luz, Ricardo Tavares, manifestou o seu desacordo com a realização de uma tourada, junto da Comissão de Festas do Senhor bom Jesus dos Aflitos, por considerar a tourada “uma prática anti-cristã, que já foi várias vezes condenada pelos Papas”.

Enquanto eu for pároco, não haverá lugar a violência contra animais, nem touradas nem bezerradas 

A opinião do Padre foi ignorada pela Comissão que realizou o evento que contou com uma participação reduzida da população. Na sequência deste episódio e de outros de “desobediência aos ditames da Igreja”, a Comissão de Festas foi demitida pela Diocese e substituída por outra, terminando assim sete anos de touradas em Fenais da Luz, uma freguesia do concelho de Ponta Delgada (Açores). O pároco de Fenais da Luz afirmou, através das redes sociais que “enquanto eu for pároco, não haverá lugar a violência contra animais, nem touradas nem bezerradas. Porque quando há maus-tratos a animais haverá sempre violência contra pessoas…” e lembra a última encíclica do Papa Francisco “Laudato Si”, onde os maus tratos aos animais são condenados pelo responsável máximo da Igreja.

O Padre Ricardo Tavares vai mais longe, lembrando os custos na organização deste tipo de eventos, suportados pelo erário público e cujas verbas devem ser canalizadas para outro tipo de iniciativas mais saudáveis e úteis: “A tourada é uma prática sádica, na qual as pessoas se divertem à custa do medo e do pânico do toiro, além de ser uma actividade bárbara, anti-civilizacional e dispendiosa, que queima verbas que podiam muito bem ser canalizadas para uma acção social ou até para o restauro da Igreja”.

A Plataforma Basta saúda a atitude do Padre, que constituiu um exemplo para outros párocos. Em Portugal vários eventos tauromáquicos continuam associados a festividades religiosas, apesar do afastamento progressivo da Igreja em relação às touradas, de que é exemplo o fim da corrida de touros promovida anualmente pela Rádio Renascença.

parde ricardo tavares

foto: P. Ricardo Tavares (D.R. Facebook)

Provedor ignora telespetadores e foge às suas responsabilidades

Provedor ignora telespetadores e foge às suas responsabilidades

A plataforma Basta considera que o provedor do telespectador da RTP, Jorge Wemans, desrespeitou os milhares de cidadãos que apresentaram queixa pela transmissão em directo de uma tourada na passada sexta-feira, dia 21 de julho na emissão da RTP1, ao não assumir as suas responsabilidades consagradas na Lei nº 2/2006 de 14 de fevereiro que define as competências do cargo, ao considerar de forma simplista que, sobre a matéria em apreço, o Provedor do Telespetador não tem poder de decisão e que as queixas enviadas se traduzem na adesão dos cidadãos a uma campanha que considerou “mal dirigida”.

Consideramos inaceitável e de muito mau gosto a posição assumida pelo Provedor

A Basta, na véspera da transmissão da tourada na RTP, informou através das redes sociais os seus aderentes e seguidores do serviço disponibilizado pelo Provedor da RTP para apresentação de queixas em relação à programação da estação de televisão pública. Na sequência desta informação, largos milhares de cidadãos enviaram livremente as suas queixas ao Provedor, contestando a transmissão em directo (durante 3 horas) de uma tourada pela violência e pelos maus tratos a animais que tal conteúdo apresenta.

É importante salientar que nos últimos anos, apesar da redução do numero de touradas transmitidas pela RTP, elas continuam a ser o principal motivo de queixa dos telespectadores da RTP, e que o anterior Provedor salientou o elevado volume de queixas recebidas e considerou que a transmissão de touradas “não é serviço público” e que a RTP se devia abster de transmitir este tipo de programa.

A Basta lembra que, de acordo com o artigo 23º-D da Lei nº 2/2006 de 14 de fevereiro, compete ao Provedor:

a) Receber e avaliar a pertinência de queixas e sugestões dos ouvintes e telespectadores sobre os conteúdos difundidos e a respectiva forma de apresentação pelos serviços públicos de rádio e de televisão;
b) Produzir pareceres sobre as queixas e sugestões recebidas, dirigindo-os aos órgãos de administração e aos demais responsáveis visados;
c) Indagar e formular conclusões sobre os critérios adoptados e os métodos utilizados na elaboração e apresentação da programação e da informação difundidas pelos serviços públicos de rádio e de televisão;
d) Transmitir aos ouvintes e telespectadores os seus pareceres sobre os conteúdos difundidos pelos serviços públicos de rádio e de televisão;
e) Assegurar a edição, nos principais serviços de programas, de um programa semanal sobre matérias da sua competência, com uma duração mínima de quinze minutos, a transmitir em horário adequado;
f) Elaborar um relatório anual sobre a sua actividade.

Neste sentido, consideramos inaceitável e de muito mau gosto a posição assumida pelo Provedor, em resposta às queixas apresentadas, desconsiderando e desvalorizando a opinião dos cidadãos e demitindo-se das suas responsabilidades, de forma que objetivamente favorece os interesses da tauromaquia.

Não está em causa a discussão sobre a legitimidade da existência de touradas em Portugal, mas a exigência de que o Provedor ouça os cidadãos e transmita a sua opinião e as suas queixas à Administração da televisão pública.

A Basta espera ainda que a RTP respeite a voz dos seus telespectadores e tenha uma posição neutral e pedagógica num assunto que é polémico e que nunca reuniu consenso na nossa sociedade. Não é verdade que a transmissão de touradas cative os portugueses. A TVI deixou de transmitir touradas na sua emissão e a RTP tem vindo a reduzir significativamente o número de touradas transmitidas, o que demonstra o fraco retorno do investimento neste tipo de conteúdo.

Anexo:

Resposta do Provedor às milhares de queixas apresentadas pelos cidadãos portugueses devido à transmissão de touradas na RTP1:

Exmo(a) Senhor(a),

Encarrega-me o Senhor Provedor do Telespetador de lhe transmitir a seguinte resposta:

“Recebi a mensagem que enviou para o meu endereço de correio eletrónico. Ela traduz a sua adesão a uma campanha que terá, seguramente, as suas razões de ser. É, porém, uma campanha mal dirigida pois sobre a matéria em causa o Provedor do Telespetador não tem poder de decisão.

Para sua informação:

A RTP1 esta temporada vai limitar-se à transmissão de três touradas.

Sobre a transmissão de touradas pela RTP, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social já se pronunciou, bem como, anteriormente e sobre o valor cultural das mesmas, o Ministério da Cultura. Também sobre tais transmissões se pronunciou, mais do que uma vez, o meu antecessor.

Creio, assim, que para impedir a transmissão de touradas na RTP1 talvez tenha de obter legislação específica nesse sentido. Penso também que os argumentos (pró e contra) são suficientemente conhecidos. Cabe agora a palavra a quem tem capacidade legal de impor uma decisão.

m/ cumprimentos,

Jorge Wemans

Provedor do Telespetador”

Susana de Faria
Gabinete de Apoio aos Provedores

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Pingo Doce não apoia touradas

Pingo Doce não apoia touradas

A conceituada marca de supermercados “Pingo Doce” surgiu como um dos patrocinadores de uma tourada a realizar no dia 29 de julho na localidade de Foz do Sizandro, no concelho de Torres Vedras. A Plataforma Basta e milhares de consumidores indignados com o patrocínio da marca a um evento polémico, que implica maus tratos a animais e que não é consensual na sociedade portuguesa, contactaram o serviço de apoio ao cliente do Pingo Doce, solicitando esclarecimentos acerca do patrocínio e questionando a marca acerca do apoio à realização de touradas em Portugal.

O Pingo Doce não apoia esta iniciativa, bem como não apoia outras iniciativas da mesma natureza

Hoje, 27 de julho de 2017, o Serviço de Apoio ao Cliente Pingo Doce emitiu um comunicado esclarecendo a polémica, referindo que “o departamento responsável avaliou a questão que nos colocou, e esclarece que a presença da marca Pingo Doce na publicidade a uma corrida de touros na Foz do Sizandro, no dia 29 de Julho, é indevida”. Significa que o logotipo da marca foi abusivamente utilizado na publicidade à tourada, criando profunda indignação junto dos consumidores. O Pingo Doce faz questão ainda de referir que “o Pingo Doce não apoia esta iniciativa, bem como não apoia outras iniciativas da mesma natureza” e informa que foram tomadas internamente as devidas diligências para apurar este lapso.

A plataforma Basta saúda a posição assumida pela marca e o esclarecimento prestado à plataforma e consumidores.

A utilização abusiva e indevida de marcas conceituadas na promoção de touradas é, infelizmente frequente, e já levou várias empresas e instituições a esclarecer publicamente o uso indevido da sua imagem e a assumir que não apoiam a realização de touradas em Portugal. Recentemente as marcas Riberalves, Heineken, Liga Portuguesa contra o Cancro, IPO, Oliveira da Serra, Minipreço, Licor Beirão, Bosch, entre outras, esclareceram a plataforma Basta que a sua marca foi indevidamente associada às touradas e que não apoiam este tipo de eventos.

pingo doce touradas patrocinio

Cidadãos do Reino Unido consideram as touradas “inaceitáveis”

Cidadãos do Reino Unido consideram as touradas “inaceitáveis”

Na sequência do trágica colhida que vitimou o toureiro espanhol Iván Fandiño, de 36 anos, numa praça de touros em Aire-sur-l’Adour, no sudoeste de França, a empresa “YouGov” realizou uma sondagem, questionando os cidadãos do Reino Unido sobre as touradas, revelando que 80% da população considera que esta tradição é inaceitável e deve ser abolida.

O estudo foi realizado no dia 19 de junho de 2017, e envolveu 4305 adultos a quem foi questionada a opinião sobre as touradas realizadas em Espanha. Os entrevistados tinham três opções de resposta: “Aceitável e devem continuar a ser autorizadas” (a opinião de apenas 7% da população), “Inaceitável e devem ser proibidas” (80% das respostas) e “Não sei” (13%).

Os resultados, divulgados na página web da empresa, revelam ainda que as mulheres (85%) têm uma opinião mais favorável à abolição das touradas do que os homens (75%). No que diz respeito às faixas etárias, curiosamente são os cidadãos mais velhos quem mais defendem a abolição das touradas, 84% na faixa entre os 50 e os 65 anos e 83% nos cidadãos com mais de 65 anos. Nos mais jovens (dos 18 aos 24 anos) 7% defende a continuação das touradas e 72% defende a sua abolição. É nesta faixa que se encontra a maior percentagem de indecisos (21%).

A sondagem demonstra que as touradas não são um espectáculo atrativo para os turistas, incapazes de aceitar o grau de violência e maus tratos a que são sujeitos os animais. Em Inglaterra já existiram igualmente lutas com touros, sendo muito populares as lutas com cães (daí a origem da raça “pitbull”) e com ursos (bull baiting), que entretanto foram abandonadas.

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Tauromaquia e solidariedade: Um mundo à parte

Tauromaquia e solidariedade: Um mundo à parte
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Sérgio Caetano, jornalista.

 

Um dos argumentos usados na defesa das touradas em Portugal é o lado solidário da festa com a promoção de espectáculos tauromáquicos em benefício de diversas causas e recolha de fundos para diversas instituições. Já houve até quem se lembrasse de organizar uma tourada em Vila Franca de Xira em benefício de uma associação de proteção aos animais.

Reconheço que essa vertente solidária existe, embora cada vez mais instituições dispensem a generosidade da indústria tauromáquica, recusando-se a associar o seu nome a um espectáculo, violento, cruel e cada vez mais longe de reunir consenso na sociedade portuguesa.

É preciso recuar no tempo para compreender como surgiu esta vertente solidária da “festa” de touros no nosso país. Ela tem uma justificação e uma razão de ser, e está relacionada precisamente com a contestação de que sempre foi alvo. As corridas de touros de beneficência surgiram após a abolição das touradas, decretada em 1836. Por pressão das Misericórdias (proprietárias da maioria das praças de touros) e da Casa Pia de Lisboa (proprietária da praça de touros do Campo Pequeno), as touradas foram novamente autorizadas, mas apenas se a receita delas proveniente fosse destinada a fins de carácter social. Foi a forma encontrada na época para dar alguma dignidade a um tipo de divertimento, que já na altura, era considerado bárbaro e impróprio de uma nação civilizada.

Após o susto provocado pela proibição decretada por Passos Manuel, os empresários tauromáquicos e aficionados das touradas agarraram esta oportunidade para continuar a desfrutar do seu passatempo favorito, e evitar que ele desaparecesse do nosso país, começando a organizar corridas de touros em benefício de qualquer instituição que na época se encarregasse do apoio social, e até há registos de touradas promovidas em benefício de toureiros… Atualmente os espectáculos de beneficência designam-se “Festivais Tauromáquicos” e de acordo com a legislação, permitem a utilização de “reses” sem idade ou peso mínimos, o que permite a realização de eventos com custos inferiores para os promotores. O lado solidário da “festa” tem por isso, na sua origem, uma solução estratégica para salvar as touradas da extinção, e não um caráter solidário verdadeiramente genuíno.

O lado solidário da ‘festa’ tem por isso, na sua origem, uma solução estratégica para salvar as touradas da extinção

Vem isto a propósito do sucedido nos últimos dias, com a polémica questão da introdução nas Festas de Benavente dos “touros de fogo”, ao mesmo tempo que alguns empresários tauromáquicos e toureiros, anunciavam publicamente a sua disponibilidade para realizar uma corrida de touros a favor das vítimas dos incêndios em Portugal. Largar touros com os cornos em chamas pelas ruas, ao mesmo tempo que se demonstra solidariedade pelas vítimas dos fogos é para muitos cidadãos um chocante contrassenso difícil de compreender.

Mas o “mundillo” tauromáquico é mesmo assim. Um meio onde os seus intervenientes assumem uma grande paixão pelos seus animais (cavalos, cães, gatos,…) mas se sentem realizados e apaixonados pela “arte” de cravar lâminas afiadas com grande vigor em bovinos em desvantagem, provocando hemorragias e lesões profundas nos animais, que são sujeitos a uma lenta agonia que termina no matadouro, onde é levado a cabo o último tércio de uma lide demorada e sangrenta.

Conheço suficientemente bem o meio tauromáquico em Portugal para saber que não é verdade que estas pessoas se divirtam com o sofrimento dos animais, e que efetivamente muitas sentem carinho, preocupação e empatia pelos seus animais de estimação. Da mesma forma que nenhuma pessoa vai a uma praça de touros especificamente para aplaudir o sofrimento e a tortura de animais, como frequentemente se diz, mas para apreciar a mestria dos cavaleiros, a performance dos bandarilheiros e a bravura dos forcados.

O pequeno “mundillo” tauromáquico é efetivamente muito particular. Pertence a outra época, com outros valores e não pode ser compreendido pela sociedade atual. Por isso se esforçam, pensam e investem cada vez mais no marketing, tentando encontrar soluções para conseguir alterar a sua imagem e seduzir a sociedade portuguesa. Tarefa difícil, diria até impossível, e que leva a situações completamente bizarras e incompreensíveis, como a organização de touradas em benefício da proteção aos animais, ou a solidariedade com as vítimas dos incêndios numa semana em que se promoveu a “tradição” macabra de largar touros a arder nas ruas de Benavente.

A tauromaquia é um mundo à parte, uma exceção, numa sociedade que se quer civilizada, e que mais cedo ou mais tarde eliminará estas práticas anacrónicas, que nunca foram, e jamais serão aceites na nossa sociedade.

Sérgio Caetano, jornalista. Junho de 2017

Portugal em Mudança

Portugal em Mudança
Paula Pérez, empresária.

Paula Pérez, empresária.

 

Para uma maioria crescente de portugueses, a existência de touradas em Portugal já é absurda, claramente contrária ao caminho de modernização cultural, identitária e ética que se pretende seguir.

Sabemos que esta perceção não está uniformemente distribuída pelo território, e que há bolsas de “resistência” onde por vezes o Tempo parece ter parado.

Mas é importante assinalar que mesmo nessas regiões onde a tradição tauromáquica ainda tem peso, cada vez mais vozes se insurgem contra a manutenção das práticas de utilização cruenta de animais em espectáculos próprios da insensibilidade de outros tempos.

Há comunidades locais fraturadas, com uma parte da população a valorizar a tauromaquia ou com indiferença, e outra parte com franco repúdio pela tauromaquia.

E havendo essa oposição, perguntamos: é admissível que os poderes utilizem fundos públicos, dos impostos de todos, para financiar e manter viva uma atividade que indigna e envergonha uma parte dos contribuintes?

São os subsídios “agrícolas” a ganadeiros, são os apoios às “tertúlias tauromáquicas”, “grupos de forcados” e outros, são a compra pelas autarquias e a distribuição de bilhetes para eventos tauromáquicos que mantêm esta atividade viva. Sem estes balões de oxigénio já não haveria sustentabilidade para este negócio.

Também por isso queremos acabar com eles!

Em muitos outros campos se revela a escandalosa matriz de favorecimento em que estes senhores atuam. As corridas são dirigidas por delegados técnicos tauromáquicos com ligações ao negócio (mas pagos pela Inspeção Geral das Atividades Culturais – dinheiro de todos – no dia dos espetáculos). O mesmo se passa com o veterinário delegado técnico tauromáquico, sempre um aficionado, que algumas vezes “fecha os olhos” a claras violações do regulamento e quase sempre se demite na prática do seu dever de zelar pelo bem-estar dos animais – antes, durante e depois da tourada.

As pessoas não pensam no que acontece aos touros depois de recolhidos aos curros ou depois de puxados pelos cornos por um trator

Não é permitido a outros médicos veterinários (independentes do negócio) inspecionarem os touros e os cavalos usados nas touradas! O Estado (nomeadamente a DGAV) não sabe do destino dos touros usados nas diferentes corridas! Será isto aceitável?

Além do dever de denúncia que assumimos, sabemos que há ainda muito trabalho de sensibilização e esclarecimento para fazer.

As pessoas não pensam no que acontece aos touros depois de recolhidos aos curros ou depois de puxados pelos cornos por um trator, para um camião sem quaisquer condições. Se pensassem, e se soubessem, haveria muito menos indiferença! O mesmo sucede com o lado violento do espectáculo e a exposição das crianças a episódios de grande impacto psicológico como o sangue real que brota dos animais e pinta de vermelho as roupas, a cara e as mãos dos lidadores, sem esquecer os inevitáveis acidentes, por vezes graves e/ou mortais, que causam o pânico na assistência e por vezes vitimam também crianças que nunca deviam ser expostas a situação de risco tão elevado.

Alguns pensam que “eu não gosto, mas sempre houve touradas, é natural que sempre vá haver”.

Lembram-se quando foi imposta a proibição de fumar nos restaurantes, e toda a gente pensou que era coisa que não iria durar “porque os portugueses sempre gostaram de fumar nos restaurantes”? Hoje nem os fumadores mais inveterados pensam em fumar exceto nos locais próprios. Foi uma “mudança cultural” que se fez com toda a naturalidade, para benefício de todos.

Pois bem, também um dia nos lembraremos com embaraço que “Portugal já foi um País com touradas, como é possível, felizmente isso acabou”.

Basta de Touradas. Abolição.

Paula Pérez, empresária. Junho de 2017

Fundos públicos e crianças usados para promover as touradas nos Açores

Fundos públicos e crianças usados para promover as touradas nos Açores
espera gado acores criancas infantil
“Espera de gado infantil” em 2016. Imagem: Youtube – Foto Gabriel TV
  • Basta denuncia “esperas de gado bravo” com crianças e tourada com crianças de escolas e jardins de infância da Terceira nas bancadas da praça de touros;
  • Plataforma exige o cumprimento da lei e punição dos responsáveis;
  • Câmara de Angra do Heroísmo gasta 100.000 euros em subsídio para a organização das touradas nas Sanjoaninas.
A Plataforma Basta manifesta a sua profunda indignação com os milhares de euros que a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo vai gastar este ano na promoção de 4 touradas durante as Festas Sanjoaninas (entre 24 e 2 de julho). No total são 100.000 euros dos contribuintes portugueses que vão ser gastos em apenas 4 dias, para financiar uma prática, que embora tradicional nalgumas regiões, é violenta, implica maus tratos aos animais e não é consensual na nossa sociedade
Se as touradas são efetivamente tão populares nos Açores como se tenta fazer crer, não se compreende porque é necessário um subsídio tão significativo de fundos do erário público para o apoio na organização dos espetáculos.
O exemplo das Sanjoaninas nos Açores é bem elucidativo da insustentabilidade da atividade tauromáquica atualmente em Portugal, que só consegue sobreviver graças aos subsídios e apoios financeiros do erário público, dependendo do dinheiro dos contribuintes portugueses para suportar a criação de touros bravos, a organização dos espetáculos, a sua promoção, a compra de bilhetes, as despesas das associações de grupos de forcados, tertúlias, etc.

A “tourada das crianças” decorre com a presença nas bancadas de centenas de crianças de escolas e jardins de infância da Ilha Terceira

Mesmo com os apoios públicos (que rondam no total os 16 milhões de euros por ano de acordo com a estimativa realizada pela Basta) as touradas perderam 53% do seu público em Portugal desde o ano de 2010, segundo as estatísticas oficiais da Inspeção Geral das Atividades Culturais.
A plataforma Basta não esconde igualmente a sua indignação pela realização este ano, durante as Sanjoaninas, de dois eventos tauromáquicos dirigidos especialmente às crianças: a “tourada das crianças e idosos” e a “espera de gado infantil”.
Ambas as situações motivaram a apresentação de denuncias junto das instituições de proteção das crianças nos Açores, com conhecimento da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, uma vez que os eventos em causa violam a legislação em vigor e a Convenção dos Direitos da Criança, facto que já levou o Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas a instar o nosso país a adotar medidas de sensibilização e proteção das crianças para as afastar da “violência da tauromaquia”.
A “tourada das crianças” promovida em anos anteriores, decorre com a presença nas bancadas de centenas de crianças de escolas e jardins de infância da Ilha Terceira, sendo as mesmas expostas a imagens de grande violência e a acidentes graves, que causam impacto e mau estar em algumas das crianças mais pequenas, conforme já foi reportado à Basta por alguns encarregados de educação.
No caso da “espera de gado infantil” as crianças são colocadas perante animais de raça brava, nas ruas da cidade, em situações de grande risco e suscetíveis de provocar acidentes graves. No ano de 2016, durante este evento, há o registo de colhidas violentas que vitimaram adultos e crianças (ver video anexo).
Não é aceitável, de forma alguma, que as crianças açorianas sejam expostas a imagens desta violência nem colocadas em situações que colocam em risco a sua saúde e integridade física, violando a lei e sem que ninguém se responsabilize por elas. Mais grave é o facto destes eventos serem promovidos com o apoio das instituições regionais que têm por obrigação garantir o bem estar e o superior interesse das crianças.
A participação de crianças e jovens em espetáculos tauromáquicos constitui uma contra-ordenação muito grave imputável à entidade promotora da atividade, no âmbito da lei 105/2009 de 14 de setembro (nº 2 do artigo 2º).
Neste sentido, a Basta confia nas autoridades e nas instituições locais e nacionais, e espera que não seja permitida a violação da lei, sob pena de agir juridicamente contra os promotores do eventos e as instituições de proteção das crianças, caso ocorra algum acidente com menores de idade nestes eventos.
Basta – Plataforma Nacional para a Abolição das Touradas.
Lisboa, 22 de junho de 2017

‘Intermarché’ e ‘Riberalves’ apoiam touradas?

‘Intermarché’ e ‘Riberalves’ apoiam touradas?

intermarche touradas moita 4 junho 2017

Espetáculo tauromáquico na praça de touros da Moita, 4 de junho de 2017

Realizou-se no passado dia 4 de junho na praça de touros da Moita, um evento solidário intitulado “Vamos ajudar a Catarina” que, entre outras atividades, incluiu um espetáculo tauromáquico com “demonstrações de toureio e de pegas” e a participação de crianças da Escola de Toureio da Moita. A publicidade ao evento incluía o apoio de diversas marcas e entidades, entre as quais, as marcas “Intermarché” e “Riberalves” facto que motivou a indignação de muitos dos seguidores e apoiantes desta plataforma.

Neste sentido, e uma vez que o evento em causa, não foi licenciado pela Inspeção Geral das Atividades Culturais conforme determina a lei, a plataforma Basta entendeu solicitar esclarecimentos às referidas marcas acerca do apoio a este evento.

Apelamos a todos os cidadãos, indignados com o envolvimento do “Intermarché” e “Riberalves” no apoio a práticas tauromáquicas que implicam maus tratos a animais, que solicitem igualmente esclarecimentos às empresas referidas, através dos seguintes emails: apoioconsumidorportugal@mousquetaires.com, riberalves@riberalves.pt

Mensagem sugerida:

Exmos. Senhores,

Tendo tomado conhecimento do apoio da vossa prestigiada empresa a um evento solidário realizado na praça de touros da Moita, que incluiu um espetáculo tauromáquico com lide de animais (demonstração de toureio e de pegas), venho por este meio solicitar o seguinte esclarecimento:

– É intenção da vossa empresa continuar a apoiar a realização de eventos tauromáquicos em Portugal?

Com os melhores cumprimentos,

(Nome)

moita solidaroa tourada intermarche riberalves

 

Porquê a Plataforma Basta?

Porquê a Plataforma Basta?

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Manuel Eduardo dos Santos, biólogo e professor universitário.

 

Criámos a Plataforma Basta para resolver um problema difícil da Sociedade Portuguesa: é preciso acelerar o fim das touradas no nosso País.

Muitos portugueses preferem ignorar a tauromaquia, ou não lhe prestar atenção, confiando que esta atividade desapareça naturalmente com a evolução das mentalidades.

Sabemos que não será assim tão simples. A tauromaquia inclui práticas muito enraizadas, sobretudo em alguns meios rurais onde ainda tem importância socio-cultural.

Há dinheiros envolvidos, e indivíduos que beneficiam de elevados subsídios encapotados a este negócio, e que não os vão querer perder.

Há gente genuinamente apaixonada pela tauromaquia, que cresceu neste mundo e que se afirma socialmente através das suas atuações tauromáquicas.

Há comunidades que usam a tauromaquia para se reunir e comungar de um interesse comum, em contextos onde as pessoas colaboram e socializam à volta dos eventos tauromáquicos.

Há meios de comunicação controlados por dirigentes que impedem a divulgação de informações prejudiciais à tauromaquia e que tentam promover o seu brilho e a sua “normalidade” como atividade artística.

Há políticos que usam o argumento da tradição e do interesse popular para canalizar os recursos públicos e captar apoios. E há políticos com medo de perder posição devido aos lobbies conservadores da tauromaquia. Tudo mudará quando perceberem que as touradas são coisa do passado por vontade dos portugueses.

Vamos reunir vontades, ideias, provas e informações e vamos inviabilizar a tauromaquia em Portugal

A tauromaquia em Portugal tem de facto a sua história, a sua arte, os seus rituais e a sua técnica. Pode ser bem feita ou mal feita. É preciso dedicação, treino e coragem para a praticar, e uma boa dose de sorte para sobreviver sem mazelas. São ingredientes infalíveis para uma modalidade com estrelas e sucessos, dramas e fiascos.

Mas então, se as touradas tiveram a sua importância histórica, se podem ter valor artístico para algumas pessoas, se são eventos festivos em algumas regiões do interior, porque trabalhamos para a sua abolição? Somos alguns desmancha-prazeres?

Infelizmente é mais grave do que isso, porque nestas lides há vítimas que estão em severa desvantagem, e que não se podem recusar a participar na “Festa”. A sua desorientação e as suas reações são explorados sem dó nem piedade para divertimento de pessoas que já deviam, em pleno século XXI, ter outra capacidade de empatia com outros seres. Noutros tempos poucos se colocavam no lugar das vítimas, mas hoje já não podemos “olhar para o lado” e aceitar que aconteçam no nosso País espectáculos baseados no abuso dos animais.

A Plataforma Basta assumiu esta missão: vamos reunir vontades, ideias, provas e informações e vamos inviabilizar a tauromaquia em Portugal. Apenas por meios legais e legítimos, com elevação.

Apelamos a que todos os cidadãos e cidadãs sensíveis aos direitos dos desprotegidos, às associações culturais, científicas, ambientalistas, animalistas e estudantis para que adiram a esta nossa visão determinada e não violenta, sem qualquer filiação política ou religiosa.

Vamos divulgar os maus-tratos macabros sofridos pelos touros, novilhos, vacas, bezerros e cavalos nestes divertimentos que hoje nos envergonham como portugueses. Vamos denunciar às autoridades competentes todas as ilegalidades que pudermos testemunhar e documentar. Vamos pressionar as instituições para honrarem as suas responsabilidades no nosso Estado que queremos democrático, transparente e sério.

Queremos que o País como um todo tenha uma palavra a dizer sobre esta atividade localizada e em declínio, e que vai contra o progresso ético da nossa República. Queremos contrariar o desvio de dinheiro dos contribuintes que financia uma minoria de privilegiados. Queremos ajudar a encontrar alternativas sociais, verdadeiramente culturais, artísticas e desportivas para as populações que pouco mais têm do que os eventos tauromáquicos sazonais. Queremos proteger as crianças das práticas perigosas em que as envolvem, e da lavagem cerebral que lhes aplicam para tentar perpetuar a cultura tauromáquica.

Não esperem ver-nos aos gritos na rua, com cartazes e palavras de ordem. Já sabemos por experiência que a tauromaquia pode ser ultrapassada, mas não dessa maneira. Por isso, muita da nossa ação é desenvolvida em gabinetes, reuniões técnicas, assembleias, colóquios, sessões de esclarecimento e, naturalmente, online.

Mas tomem boa nota: não descansamos enquanto não acabarem as touradas em Portugal.

Manuel Eduardo dos Santos, biólogo e professor universitário. Junho de 2017

Pingo Doce não apoia nem vende bilhetes para touradas

Pingo Doce não apoia nem vende bilhetes para touradas

pingo doce touradas bastaA cadeia de supermercados Pingo Doce respondeu aos milhares de pedidos de esclarecimento e indignação pela publicidade a duas touradas em Vila Franca de Xira onde era anunciada a venda de bilhetes no Pingo Doce.

A Plataforma Basta contactou a marca no sentido de obter esclarecimentos acerca da informação que estava a ser difundida através da publicidade a duas touradas previstas para a praça de touros de Vila Franca de Xira, promovidas pelo empresário Paulo Pessoa de Carvalho (Presidente da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos), nos dias 1 e 2 de julho de 2017.

O Serviço de Apoio ao Cliente do Pingo Doce esclareceu que não vende bilhetes para touradas e que o nome da empresa foi indevidamente associado aos eventos tauromáquicos.

O Pingo Doce informou ainda que “já tomou as devidas diligências, por forma a terminar com esta publicidade enganosa e utilização abusiva do nome do Pingo Doce, o quanto antes”.

A Plataforma Basta agradece o esclarecimento e tomada de posição da empresa, bem como a todos os cidadãos que manifestaram a sua indignação e pedidos de esclarecimento junto da empresa.

Publicamos na íntegra a resposta que recebemos hoje do Pingo Doce.

Estimado(a) Cliente,

Desde já agradecemos o seu contacto o qual foi objecto da nossa melhor atenção.

É nosso objectivo prestar um serviço de excelência aos nossos clientes, seja pelo atendimento, seja pela qualidade dos produtos que comercializamos. Como tal, informamos que o departamento responsável avaliou a questão que nos colocou, e esclarece que o Pingo Doce não está a efectuar a venda de bilhetes para a tourada em Vila Franca de Xira e não está associado, directa ou indirectamente, ao evento em causa.

A publicidade sobre a venda destes bilhetes está a ser feita por terceiros, para benefício dos próprios, não havendo qualquer autorização por parte do Pingo Doce para esse efeito, sendo indevida a associação do nome desta empresa na referida publicidade.

O Pingo Doce informa ainda que já tomou as devidas diligências, por forma a terminar com esta publicidade enganosa e utilização abusiva do nome do Pingo Doce, o quanto antes.

Agradecemos o seu alerta, pois trabalhamos diariamente para que todos os nossos clientes continuem connosco, e satisfeitos com os nossos produtos e serviços.

Com os melhores cumprimentos, continuaremos ao seu dispor para qualquer esclarecimento adicional através da nossa Linha Cliente 808 20 45 45 ou 210 11 44 11, disponível 24 horas.
Atentamente,
Serviço de Apoio ao Cliente Pingo Doce

 

Touradas atingem mínimos históricos de corridas e de público em Portugal

Touradas atingem mínimos históricos de corridas e de público em Portugal
  • Pela primeira vez número de touradas em Portugal foi inferior a 200
  • Público das touradas foi o mais baixo de sempre
  • Desde 2010 as touradas já perderam mais de 53% de público
Em vésperas do início de mais uma temporada tauromáquica a IGAC divulgou as estatísticas oficiais da temporada 2016 onde se constata que as touradas continuam a perder público em Portugal. As estatísticas oficiais da Inspeção Geral das Atividades Culturais confirmam que as touradas em Portugal continuam em declínio acentuado desde o ano de 2010.
Os números mais recentes, publicados esta semana, revelam que se atingiram valores históricos negativos de público e de touradas realizadas na última temporada de 2016, com um decréscimo de 33 mil espectadores em relação a 2015. O número de touradas realizadas em 2016 foi pela primeira vez inferior a 200 (191) refletindo o crescente desinteresse dos portugueses pela tauromaquia e o declínio da atividade.
Os 362.057 espectadores contabilizados pela IGAC em 2016, representam o valor mais baixo de sempre em Portugal desde que são publicadas as estatísticas oficiais (1998).
Analisando as estatísticas oficiais dos últimos anos verificamos que desde 2010 as touradas já perderam mais de 53,1% do seu público. Significa que a tauromaquia tem um peso cada vez mais insignificante no panorama dos espetáculos ao vivo em Portugal, sendo já superada, em número de espectadores, pelos espetáculos de Folclore que em 2015 (últimos dados do INE) contabilizavam 462 081 espectadores.
A Plataforma Basta congratula-se com a redução significativa do interesse dos portugueses pelas touradas e acredita que a extinção da atividade é iminente. Os avanços alcançados por Portugal em matéria de proteção aos animais, que nos colocam ao lado de outras sociedades evoluídas, nomeadamente o seu reconhecimento como seres vivos dotados de sensibilidade no Código Civil, tornam ainda mais anacrónicas as práticas tauromáquicas.
ESTATISTICAS-IGAC-TOURADAS-BASTA

Palestra “O Porto, a Galiza e as touradas”

Palestra “O Porto, a Galiza e as touradas”

Porque é que desapareceram as touradas na cidade do Porto?
E porque é que as touradas estão a acabar na Galiza?

O Porto será o ponto de encontro para debater e dar resposta a estas duas perguntas, numa conversa sobre a história e a evolução de duas sociedades diferentes mas com muitos pontos em comum. A iniciativa tem por objetivo a apresentação de uma investigação sobre a tradição tauromáquica na cidade do Porto e o seu desaparecimento, bem como a situação das touradas na Galiza onde estas práticas estão em vias de desaparecer, graças ao trabalho desenvolvido pela plataforma “Galicia Mellor Sen Touradas”.
A palestra “O Porto, A Galiza e as touradas – Evolução histórica” decorrerá no próximo dia 4 de fevereiro de 2017 às 16 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, na cidade do Porto, com o seguinte programa:

16.00h – “As touradas no Porto e o seu desaparecimento”, Sérgio Caetano (Jornalista da FFW e Coordenador da Plataforma Basta)
16.30h – “A abolição das touradas na Galiza”, Rubén Pérez (Porta voz da Plataforma Galicia Mellor Sen Touradas)
17.00h – Debate
17.30h – Encerramento

Organização: Fundação Franz Weber
Parceiros: Plataforma Basta de TouradasGalicia, Mellor Sen Touradas e Porto pelos Animais
Apoio: Câmara Municipal do Porto

Oradores:

sergio_meu movSérgio Caetano – Jornalista e representante da Fundação Franz Weber em Portugal. Coordenador da Plataforma Basta e Presidente da Direção da associação ambiental S.O.S. Rio Paiva.

 

 

 

ruben perez gmstRubén Pérez – Gestor de campanhas e Diretor de comunicação da Fundação Franz Weber na Galiza. Porta-voz da Plataforma “Galicia Mellor Sen Touradas”.

 

Porto touradas 01

Reconhecimento dos animais como seres vivos dotados de sensibilidade

Reconhecimento dos animais como seres vivos dotados de sensibilidade

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Foi hoje aprovada uma alteração ao Código Civil que vem criar um estatuto jurídico próprio para os animais, reconhecendo a sua natureza de seres vivos dotados de sensibilidade.

A Plataforma Basta congratula-se com esta iniciativa da Assembleia da República, pioneira no direito português e internacional, e histórica para os direitos dos animais.

Esta alteração num documento jurídico fundamental como é o Código Civil irá ter, sem dúvida, repercussões a diversos níveis relativamente a todas as atividades anacrónicas que ainda são permitidas em Portugal, como a tauromaquia.

Esta revisão do Código Civil, que deixa de considerar os animais como “coisas”, irá facilitar a abolição das touradas e de outros espectáculos sangrentos em Portugal.

Abre-se um novo capítulo no progresso civilizacional da sociedade portuguesa.

Plataforma Basta.
Lisboa, 22 de dezembro de 2016

 

Praça de touros de Viana do Castelo convertida em Campus Desportivo

Praça de touros de Viana do Castelo convertida em Campus Desportivo

Onde antes se realizava uma tourada anual, vai passar a ser possível praticar desporto durante todo o ano.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai transformar a praça de touros da cidade num “Campus Desportivo” que prevê a transformação do recinto e da zona envolvente. O projeto de reconversão da antiga praça de touros constitui um investimento de 2,5 milhões de euros na transformação da antiga arena num espaço multiusos que vai a concurso em abril de 2017 e que inclui a construção de uma pista de atletismo a dez metros de altura, com 200 metros de extensão e uma vista panorâmica no topo da praça de touros.

A infraestrutura poderá ser utilizada para a prática de atletismo e caminhadas e será coberta para que possa ser usufruída durante todo o ano. O projecto “Praça Viana” está integrado no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), candidatado ao programa comunitário do Portugal 2020 e prevê a criação de áreas desportivas, espaços de apoio, bancadas e uma zona de restauração com vista para o rio Lima. No espaço envolvente à praça de touros serão ainda construídos equipamentos para a prática de desporto. A futura “Praça Viana” será, de acordo com a autarquia, gerida pela Escola Desportiva de Viana (EDV), instituição que tem mais de 1.300 atletas inscritos.

A praça de touros de Viana do Castelo encontra-se desativada desde 2009, altura em que o município se declarou “anti-touradas”. Recebia uma tourada por ano, por altura das Festas da Senhora D’Agonia.

Fonte: Olhar Viana do Castelo

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