Touradas: Youtube proibe imagens violentas e sangrentas

Touradas: Youtube proibe imagens violentas e sangrentas
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youtube touradas

O popular canal de videos Youtube mantem-se firme na intenção de impedir a publicação online de conteúdos que promovam a crueldade com os animais, onde inclui as touradas. O Youtube coloca assim as touradas ao lado do consumo de drogas e o fabrico de bombas nas regras da sua comunidade. As regras incluem a advertência: “Não publique vídeos que mostrem comportamentos incorrectos, como maus tratos a animais, consumo de drogas ou fabrico de bombas”.

O Youtube proibe imagens que promovam a crueldade com os animais, onde inclui as touradas

Perante as denúncias de imagens violentas e sangrentas de touradas que proliferam no serviço, os responsáveis pelo Youtube, eliminam o conteúdo se este incluír imagens de touros ou cavalos a sangrar, e/ou a ser agredidos pelos toureiros. Em março deste ano, o jornal espanhol “El Mundo”, noticiou o encerramente do maior canal tauromáquico no Youtube, da responsabilidade de Pablo Lopez, onde se encontravam alojadas milhares de imagens de touradas. Os responsáveis pelo Youtube referiram ao jornal espanhol que “A Companhia está no seu direito de retirar qualquer video que não cumpra os termos e condições do serviço”. Na tentativa de pressionar o Youtube a recuar na eliminação deste canal taurino, foi criada uma petição na internet, que em mais de 8 meses, conseguiu pouco mais de 5.000 assinaturas.

Fonte: El Mundo

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Crianças pedem o cancelamento de tourada

Crianças pedem o cancelamento de tourada
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Dirigentes da “El Cuarto Hocico” com Jane Goodall.fonte: “Infância sem Violência”
Dirigentes da “El Cuarto Hocico” com Jane Goodall.fonte: “Infância sem Violência”

A Irmãs da Congregação Religiosa Católica “Iesu Communio” (Burgos – Espanha) anunciaram a realização de uma tourada para o dia 4 de maio de 2013, a fim de arrecadar fundos para a restauração de um mosteiro.

As crianças da organização “El Cuarto Hocico” – coletivo de proteção animal dirigido por crianças – escreveram uma carta às freiras, onde demonstraram a sua preocupação com a tourada anunciada pedindo-lhes para não torturar os animais, oferecendo mil euros e todo o dinheiro que conseguirem arrecadar em donativos para que desistam da iniciativa.

“Queremos colaborar com vocês oferecendo 1000 € que já temos”, explicaram as crianças na sua carta

As crianças (estudantes numa escola em Muel – Saragoça) na carta dirigida às freiras, expressam a sua preocupação não só pela crueldade a que serão submetidos os animais, mas também se mostraram muito surpreendidas pelo facto de uma entidade religiosa organizar eventos onde até mesmo um ser humano pode ser ferido ou morto, e salientaram os danos que estas práticas causam na sociedade, que se habitua à violência e se insensibiliza perante o sofrimento alheio.

“Queremos colaborar com vocês oferecendo 1000 € que já temos”, explicaram as crianças na sua carta, esclarecendo “não podemos entender que para obter algo material seja necessário ferir outro ser, muito menos num espetáculo público que nos dá um mau exemplo e transmite uma mensagem para a sociedade de que a violência é uma coisa boa”.

Recorde-se que  “El Cuarto Hocico” recebeu em fevereiro passado o Prémio Nacional APDDA 2012, atribuído pela Associação Parlamentar em Defesa dos Animais, partilhando esta distinção com a famosa primatologista Jane Goodall, que recebeu o Prémio Internacional. Além disso a “El Cuarto Hocico” desenvolveu a iniciativa “Children for Animals” apoiada por personalidades da educação e da ciência, um projeto através do qual as crianças de Muel convidam todas as crianças do mundo a criar as suas próprias organizações e a trabalhar em conjunto numa rede global de proteção de animais dirigidas por crianças. Outro dos prémios que recebeu a organização foi concedida pela própria Jane Goodall, o prémio de melhor projeto do III Concurso Nacional de Ecoiniciativas. Receberam ainda o Prémio Nacional CreArte do Ministério da Cultura espanhol, entre outros.

fonte: “Infância sem Violência”

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As touradas em Portugal – Breve história de uma atividade polémica

As touradas em Portugal – Breve história de uma atividade polémica
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sergio-caetano-bastaA realização de touradas nunca foi consensual na sociedade portuguesa e por quatro vezes estiveram proibidas no nosso país. A sua promoção ao longo dos últimos 300 anos foi inconstante havendo registo de vários períodos em que praticamente deixaram de existir os combates com touros em Portugal.

A promoção de touradas esteve sempre relacionada com a evolução da nossa sociedade e em particular no século XIX com as lutas entre liberais e absolutistas. Periodos como a implantação da República e a transição para a Democracia foram nefastos para as touradas que quase desapareceram em Portugal.

touradas portugalInicialmente as lutas com touros consistiam em exercícios militares para aguçar a ferocidade dos combatentes e aperfeiçoar a sua perícia. Mais tarde com o surgimento da pólvora, a cavalaria perdeu a sua importância nos campos de batalha e os combates com touros e outros animais ‘ferozes’ ganharam um carácter lúdico mas igualmente violento, originando um grande número de vítimas mortais. A prática desta atividade esteve sempre reservada às classes mais privilegiadas da sociedade.

Os combates sangrentos como diversão foram sempre contestados pela igreja católica. O Papa Pio V chegou a proibir a sua realização em 1567, acabando desde logo com a realização de touradas em Itália. Em Portugal e Espanha a decisão do Papa foi desrespeitada, a Bula Papal foi ignorada e o seu conteúdo escondido ou adulterado, mas a Bula chegou a ser publicada em Portugal e as touradas proibidas pelo Cardeal D. Henrique.

touradas portugal antitourada 2As corridas de touros não são um exclusivo da Peninsula Ibérica. Elas ocorreram um pouco por toda a Europa medieval. A maioria dos países abandonou ou aboliu este tipo de espetáculos sangrentos por volta do século XVI por se tratarem de eventos cruéis e impróprios de nações civilizadas. Atualmente as touradas são proibidas em diversas nações europeias como a Dinamarca, Alemanha, Itália ou Inglaterra.

Em Portugal foram proibidas novamente em 1809 pelo Principe Regente D. João. A proibição das touradas foi cumprida com determinação pelo Intendente Geral da Polícia Lucas Seabra da Silva que se referiu a elas nestes termos: “Os combates de touros sempre foram considerados como um divertimento impróprio de humana Nação civilizada”.

Bullfight
Lutas com touros em Inglaterra (1620).

As corridas de touros mantiveram-se em Espanha sendo daí exportadas para Portugal onde foram alvo de várias restrições e abolidas por decreto em 1836. Por constituírem uma importante fonte de receita para a Casa Pia de Lisboa e para as Misericórdias, e por forte pressão destas duas entidades, as touradas foram novamente autorizadas mas apenas para fins benéficos. No entanto a determinação não foi respeitada e rapidamente se transformaram num evento comercial lucrativo para um pequeno grupo de empresários tauromáquicos, acompanhando e imitando a evolução que acontecia no país vizinho. Essa influência é evidenciada nos trajes, nas lides, no vocabulário e até na música que se ouve nas praças.

Foram várias as personalidades que ao longo da história contestaram a violência do espetáculo tauromáquico. Em Portugal a contestação foi intensa durante o século XIX e personificada em homens como Passos Manuel, Borges Carneiro, José Feliciano Castilho, António F. Castilho ou Silva Túlio.

Durante o Estado Novo, as touradas beneficiaram de grande impulso em Portugal

A evolução dos valores humanos e o surgimento de uma consciência social para o respeito pelos animais não-humanos colocou os combates com touros à margem da evolução civilizacional.

A sua prática esteve sempre relacionada com setores mais conservadores da sociedade portuguesa e espanhola. Foi durante os regimes absolutistas que as touradas foram propagandeadas na Península Ibérica, com destaque para os reinados de Fernando VII (Espanha) e D. Miguel que em Portugal anulou a Constituição e lançou as sementes para o florescimento do negócio das touradas com o início da criação de touros nas lezírias do Tejo e a construção da nova Praça de touros do Campo Santana em Lisboa. Em Espanha Fernando VII encerrou diversas Universidades e em 1830 fundou a “Universidade Tauromáquica” em Sevilha.

RibatejoA partir de 1919 as touradas foram outra vez proibidas em Portugal com a entrada em vigor do Decreto nº 5650 de 10 de Maio que punia toda a violência exercida sobre animais com pena correccional de 5 a 40 dias em caso de reincidência, mas a partir de 1923 as touradas voltavam a ser propagandeadas durante o Estado Novo, inclusive com touros de morte, e em filmes como “Gado Bravo” (1934), “Severa” (1939), “Sol e Touros” (1949), “Ribatejo” (1949), Sangue Toureiro (1958) … Foi também durante a ditadura que se ergueram grande parte das praças de touros hoje existentes em Portugal: Beja (1947), Póvoa do Varzim (1949), Moita (1950), Almeirim (1954), Montijo (1957), Cascais (1963 – demolida em 2007), Santarém (1964), Coruche (1966),…

Franco e Salazar no Campo Pequeno (Diário de Notícias, 24 de Outubro de 1949)

A “tourada portuguesa” é resultante de décadas de contestação e restrições que levaram ao modelo atual, suavizando a sua crueldade aos olhares do público. A “pega” dos forcados, por exemplo, surgiu já no século XX como a solução de recurso para substituir a “sorte de morte” no final da lide que simboliza o domínio do homem sobre o animal. A “pega” foi importada da “suerte de mancornar” que antigamente se realizava em terras espanholas.

Dossier Movimento
Número de touradas em Portugal (fontes: IGAC/ANTP)

A tendência natural das últimas décadas, nos países onde ainda subsistem as corridas de touros, tem sido claramente no sentido do aumento das restrições ao desenvolvimento desta atividade e a sua abolição, pela violência e risco associados, mas também e principalmente pelo sofrimento e maltrato a que são sujeitos os animais antes, durante e após o espetáculo. Portugal não foge à regra dos outros países onde a tradição se mantém, e as estatísticas indicam claramente que nos últimos anos o número de espetáculos tem vindo a diminuir em resultado de um menor apoio financeiro das autarquias, mas também pelo crescente desinteresse dos cidadãos portugueses pelas touradas.

 

 
 
 
 
 
 
 
Bibliografia:
  • Catálogos Gerais – Direcção de Serviços de Documentação e Informação da Assembleia da República.
  • Gonçalves, Odete. “Touradas e poder político na transição do Sec. XVIII”, Revista História. Março de 2004.
  • Duviols, Jean-Paul, et. al. “Des taureaux et des hommes”, . Paris: Presses Paris Sorbonne, 1999
  • Noronha, Eduardo de. “História das Toiradas”. Lisboa: Comp. Nac. Ed., 1900
  • Saumade, Frédéric. “Las tauromaquias europeas: la forma y la historia, un enfoque antropológico”. Sevilha: Secretariado de Publicaciones de la Universidad de Sevilla, 2006
  • Almeida, Jaime Duarte de. “História da Tauromaquia”. Lisboa: Artis, 1951
  • Ângelo, J. S. Faustino. “História breve da cultura tauromáquica em Portugal”. Alcobaça: Tipografia Alcobacense Limitada, 1983
  • Barreto, Mascarenhas. “Corrida: Breve história da tauromaquia em Portugal”. Lisboa: Ag. Port. Revistas,1970
  • Ximeno, P. José. “Ópusculo sobre los catorce casos reservados y otras tantas excomuniones sinodales”. México: Don Alexandro Valdês, 1816
  • Lisboa. Arquivo Municipal de Lisboa, Chancelaria Régia, Livro XIII de Consultas, Decretos e Avisos de D. José I
  • Carta pastoral de D. João Soares que manda publicar uma bula de Pio V onde se proíbe as corridas de touros. Biblioteca Nacional de Portugal, S.l. : s.n., depois de 1 de Novembro de 1567
  • “Obras del venerable maestro Juan de Ávila “Tomo nono. Madrid: Andrés Ortega, 1760
  • Buiza, Luis Toro.“Sevilla en la história del toreo”. Sevilha: Fundación de Estudios Taurinos, Universidad de Sevilla, 2002
  • Rey, Luis Lozano . “Protección de animales y plantas”. Heraldo Deportivo, no 563. Madrid, 1931
  • Andrade, Vitória Pais Freire de. “A Acção dissolvente das touradas”, Lisboa: Tip. de A Batalha, 1925
  • Machado, Fernão Boto. “Abolição das touradas: projecto de Lei”. Lisboa: Typ. Bayard, 1911
  • Revista Universal Lisbonense, redigido por António Feliciano de Castilho, Tomo II, anno de 1842-1843. Lisboa: Imprensa Nacional, 1843
  • Pelegrín, Santos López. “Filosofia de los toros”. Madrid: Boix, 1842
  • Garrett, Almeida. “Memória Histórica de J. Xavier Mousinho da Silveira”. Lisboa: Imp. da Epocha, 1849
  • Robert W. Malcolmson. “Popular Recreations in English Society 1700-1850”. Cambridge: Cambridge University Press, 1973
  • Strutt, Joseph. “Sports and pastimes of the people of england”, Londres: T. Bensley, 1810
  • “Archivo pittoresco”, Volume 1. Lisboa: Tip. de Castro Irmão., 1858
  • Martínez, Antonio Luis López. “Ganaderías de lidia y ganaderos: historia y economía de los toros de lidia”. Sevilha: Universidad de Sevilla, 2002
  •  Ribeiro, José Silvestre. “Resoluções do Conselho de Estado na secção de contencioso administrativo”. Tomo XIV. Lisboa: Imprensa Nacional, 1868
  •  Intendência Geral da Polícia – Avisos e Portarias. Anno 1820/Agosto. Mç 38
  • Stallaert, Christiane. “Etnogénesis y etnicidad en España: Una aproximación histórico-antropológica al casticismo”. Barcelona: Proyecto A Ediciones, 1998

 

“Lutar com animaes bravos, maltrata-los e feri-los com traças ardilosas ou com destemida temeridade, mas por gosto e sem necessidade, é cousa repugnante e deplorável e que a moral não autoriza, e que muito doi a corações generosos. Semelhantes espectáculos não amenizam os instintos, nem levantam o nível moral de um povo, bem ao revez d’isto só servem para obdurar os ânimos, tolhendo os progressos da sua moralidade e empanando com uma nódoa os brilhos da actual civilização.”

Lisboa: Câmara dos Senhores Deputados, 5 de julho de 1869.

Joaquim Alves Matheus;
José de Aguilar;
Antonio Pereira da Silva;
Augusto da Cunha Eça e Costa;
João Carlos de Assis Pereira de Mello;
Fernando Augusto de Andrade Pimentel e Mello;
Henrique Barros Gomes;
António Joaquim da Veiga Barreira;
José Dionysio de Mello e Faro;
Barão da Ribeira de Pena;
Henrique de Macedo Pereira Continha;
Jose Augusto Correia de Barros;
Francisco Pinto Beata;
Luiz Vicente d’Affonseca;
Henrique Cabral de Noronha e Menezes;
Filippe José Vieira;
José Luiz Vieira de Sá Júnior;
Joaquim Nogueira Soares Vieira.

 

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Dia da Mulher – Vitória Pais Freire de Andrade

Dia da Mulher – Vitória Pais Freire de Andrade
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accao dissolvente touradasNo Dia da Mulher homenageamos uma grande lutadora pela Liberdade, pelos direitos das mulheres e pela abolição das Touradas em Portugal: Vitória Pais Freire de Andrade.

Nos anos 20 encabeçou o movimento pela abolição das touradas em Portugal e foi autora do livro “A acção dissolvente das touradas” publicado em 1925, onde mostrava especial preocupação em relação à exposição das crianças à violência das touradas defendendo a sua abolição. “As touradas, onde se comete a infâmia imprópria dos nossos dias de gozar com o sofrimento de outrem, assim como todos os espetáculos selvagens que as precederam, estão na razão inversa da civilização. Civilizemo-nos devidamente e elas desaparecerão por completo”, escreveu em 1925.

 

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Vitória Pais Freire de Andrade (20-01-1883 – 07-11-1930) Professora, natural de Ponte de Sor, onde nasceu em 1883. A par do seu empenho nas questões pedagógicas e no associativismo docente, evidenciou-se na militância cívica e feminista, tendo aderido à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, à Associação de Propaganda Feminista e ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, de que foi um dos pilares, quer pelos cargos directivos que desempenhou, como pela participação nos Congressos Feministas e Abolicionistas. Preocupada com o bem estar colectivo, reivindicou uma participação social mais activa por parte dos cidadãos, e assumiu-se permanentemente como educadora, tanto no exercício da profissão, como na vida associativa e cívica, sendo muito conceituada entre o professorado primário. Empenhou-se no combate à prostituição e à sua regulamentação pelo Estado, encabeçou o movimento pela extinção das touradas.

Fonte: “Silêncios e Memórias”, Estudos Sobre as Mulheres [sécs. XIX-XX] – http://goo.gl/AHzir

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Praça de touros de Bogotá deixa de acolher touradas

Praça de touros de Bogotá deixa de acolher touradas
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santamaria praca touros colombia

A Câmara de Bogotá (Colombia) revogou o contrato de arrendamento da praça de touros da cidade com a empresa privada que a geria, acabando assim com a realização de touradas naquele recinto com capacidade para 14.500 pessoas.

Gustavo Petro, presidente da Câmara de Bogotá, uma cidade com 8 milhões de habitantes, afirmou que os touros de lide não voltarão a pisar a arena da praça de ‘Santamaría’, sendo “substituídos por poetas e escritores”. A praça de touros da cidade so acolherá eventos culturais e desportivos.

A iniciativa está enquadrada na campanha “Bogotá mais humana” desenvolvida pelo município em várias vertentes como o ambiente, direitos humanos e dos animais.

Fonte: Diario El País (Colombia)

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Movimento anti-touradas em Portugal

Movimento anti-touradas em Portugal
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O movimento anti-touradas em Portugal é tão antigo como as próprias corridas de touros. Práticas desde sempre alvo de críticas no nosso país, e maioritariamente contestadas pela nossa sociedade atualmente. As touradas foram ao longo da nossa história sempre muito contestadas, principalmente durante a monarquia constitucional, devido à sua relação com o absolutismo. Por quatro vezes as touradas foram proibidas em Portugal. A partir do século XX, a evolução em termos de protecção aos animais, fez surgir novos argumentos de contestação a este tipo de espetáculo violento, pela crueldade infligida aos animais.

As corridas de touros constituem em Portugal uma excepção na Lei n.º 92/95 de 12 de Setembro, que proíbe “todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal”.

Em 2012, respondendo a uma vontade social inequívoca, surgiu a plataforma nacional “Basta” que tem por objetivo a abolição das touradas em Portugal, contando com um forte apoio do movimento animalista portugês.

O que pretendemos:

As corridas de touros não geram turismo nem riqueza para o país, sendo um tipo de espetáculo repudiado internacionalmente pela violência injustificada contra os animais;

As corridas de touros são insustentáveis do ponto de vista económico. A atividade sobrevive graças aos apoios públicos disponibilizados pelas autarquias locais, pelo Governo e recorrendo aos fundos da União Europeia;

A ‘Basta’ defende a abolição das touradas em Portugal representando a vontade da maioria dos cidadãos portugueses que não se revê neste tipo de práticas anacrónicas e violentas.

A ‘Basta’ reconhece, contudo, a existência de uma franja na nossa sociedade que ainda valoriza as touradas, e que deve ser respeitada.

A ‘Basta’ pretende contribuir para o progresso civilizacional da nossa sociedade, para a sua pacificação e para a valorização de outras práticas festivas, lúdicas e pacíficas que acontecem no nosso país e que merecem ser valorizadas.

Juntos pela Evolução!

Basta. Plataforma Nacional para a abolição das touradas em Portugal

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