Plataforma Basta questiona candidatos sobre futuro das touradas

Plataforma Basta questiona candidatos sobre futuro das touradas
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Tendo em conta que as eleições legislativas do próximo dia 4 de outubro se realizam no Dia Mundial dos Animais e considerando o crescente decréscimo da atividade tauromáquica nos últimos anos em Portugal, a plataforma Basta entende que chegou a altura de uma séria reflexão acerca do futuro das touradas no nosso país.

Neste sentido, e com o objetivo de esclarecer as centenas de milhares de pessoas ligadas ao nosso movimento, questionamos os diferentes candidatos às eleições legislativas sobre o que pretendem fazer, no contexto de um futuro programa de Governo, no que diz respeito à questão das touradas em Portugal, nomeadamente em relação à advertência do Comité dos Direitos da Criança da ONU para que o Estado português proteja as crianças da “violência física e mental da tauromaquia”, o financiamento público da atividade tauromáquica e a abolição das touradas em Portugal.

A causa pela abolição das touradas é uma das mais populares no nosso país e que mais mobiliza a cidadania, conforme se comprovou durante as duas edições da iniciativa do Governo “O Meu Movimento” realizadas em 2012 e 2013 com vista a eleger a causa mais popular em Portugal e que resultou numa clara vitória do movimento abolicionista em ambas edições.

A plataforma Basta irá publicar no próximo dia 30 de setembro as respostas dos diferentes candidatos.

Recorde-se que esta organização cívica representa mais de 50 Associações de proteção animal, que no seu conjunto abrangem cerca de 800.000 cidadãos portugueses.

Carta endereçada a todos os candidatos à eleições legislativas de 2015:

Ex.mo Senhor Candidato às eleições legislativas 2015,

As eleições legislativas do próximo dia 4 de outubro ocorrem no Dia Mundial dos Animais.

A “Basta” é uma plataforma cívica abrangente, unificadora, independente de quaisquer orientações partidárias, religiosas ou outras que surgiu na sequência do movimento para a abolição das corridas de touros, vencedor da iniciativa “O Meu Movimento” da responsabilidade do Governo de Portugal, com vista a eleger a causa mais popular no país. A causa pela abolição das touradas, foi a mais votada pelos cidadãos portugueses, entre mais de um milhar de causas diferentes, facto que deu origem a uma audiência com o Primeiro Ministro e o Secretário de Estado da Cultura em S. Bento no dia 8 de Maio de 2012.

Nós, como uma organização cívica que representa mais de 50 Associações de proteção animal, que no seu conjunto abrangem cerca de 800.000 cidadãos portugueses, com o objetivo de esclarecer as centenas de milhares de pessoas ligadas ao nosso movimento, pretendemos questionar os diferentes candidatos sobre o que pretendem fazer no que diz respeito à questão das touradas.

  1. As touradas são um espetáculo cada vez mais contestado na sociedade portuguesa e cuja popularidade tem vindo a conhecer um decréscimo significativo, sendo que nos últimos 10 anos, as touradas perderam 40% dos espectadores em Portugal, de acordo com as estatísticas da I.G.A.C.;
  2. A principal praça de touros em Portugal (Campo Pequeno) encontra-se neste momento em processo de insolvência, tendo assistido a uma redução de 50% dos espectadores em apenas 3 anos;
  3. Mais de 80% dos municípios portugueses já não têm atividade taurina (Secção de Municípios com Atividade Taurina da ANMP);
  4. A insustentabilidade financeira da tauromaquia é assumida pelos próprios intervenientes no espetáculo em frequentes declarações à imprensa taurina, onde afirmam que, mesmo para uma primeira figura do toureio, já não é possível viver das touradas;
  5. A tauromaquia beneficia de diversos apoios públicos que garantem a sua sustentabilidade e que se estimam em 16.000.000 de euros/ano, verbas provenientes principalmente das autarquias locais e de fundos comunitários através do pagamento de ajudas, prémios e subsídios que abrangem principalmente a criação de bovinos de lide (destinados às touradas), a construção ou reabilitação de praças de touros, compra de bilhetes, publicidade e organização de eventos tauromáquicos.
  6. O Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas, a 5 de fevereiro de 2014, advertiu Portugal para promover “medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e o seu impacto nas crianças” bem como a “adotar as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objetivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e atuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores”;
  7. As estações de televisão SIC e TVI deixaram de transmitir touradas na sua programação. A RTP é a única estação de televisão portuguesa que mantém a transmissão de touradas, a partir das 22 horas por decisão 12.ª Vara Cível de Lisboa (4-6-2008) que considerou que “as touradas são programas violentos susceptíveis de influir negativamente na formação da personalidade de crianças e adolescentes”, apesar de uma crescente redução das audiências (fonte: GfK/CAEM), que em 2015 se cifraram numa média de 400.000 espectadores por corrida, muito abaixo dos canais concorrentes, que no mesmo horário obtiveram audiências superiores a 1.000.000 de espectadores.

Neste sentido, qual a opinião que defende no contexto de um futuro programa de Governo em relação a este tipo de espetáculo, designadamente:

  • Cumprimento da resolução do Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas em relação à participação e assistência de crianças a espetáculos tauromáquicos?
  • Financiamento da tauromaquia com fundos públicos?
  • Se admite, ou não, que a população portuguesa se pronuncie pela abolição das touradas ou se vai assumir a abolição deste espetáculo à semelhança do que sucedeu na Catalunha em 2010?

Agradecemos desde já que a resposta seja endereçada à plataforma Basta até ao dia 30 de setembro, uma vez que vamos anunciar publicamente as respostas de cada candidato aos nossos milhares de seguidores.

Agradecendo antecipadamente a atenção de V.Ex.a, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

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México: Praça de touros dá lugar a Casa da Cultura, Artes e Ofícios

México: Praça de touros dá lugar a Casa da Cultura, Artes e Ofícios
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A esmagadora maioria da população apoiou a demolição da praça de touros

A praça de touros do município de Jiutepec começou hoje a ser demolida no México, para dar lugar a um novo espaço dedicado à cultura, artes e ofícios. A decisão foi contestada por um grupo de aficionados da tauromaquia, designado “Comité del Corral de Toros” o que levou a Presidente da Autarquia, Silvia Salazar Hernández, a realizar uma consulta pública à população no passado dia 21 de Julho, para que os habitantes pudessem emitir a sua opinião sobre o assunto. A esmagadora maioria da população apoiou a demolição da praça de touros: 90,6% votaram a favor, 6,6% contra e 2,8% foram votos nulos.

O novo espaço cultural, que irá substituir a praça de touros, inclui a instalação de um projeto de Radio e Televisão Cultural através da internet, num investimento superior a sete milhões de pesos, financiados pelo Conselho Nacional para a Cultura e as Artes.

O Diretor do Instituto de Cultura de Jiutepec, Jovan Taylor Marías, manifestou a necessidade de dar início a estas obras, uma vez que havia o risco de recurso por parte do denominado “Comité del Corral de Toros” que a todo o custo tentava evitar a concretização deste projeto pressionando as autoridades locais.

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Consulta popular em Jiutepec. 90,6% dos cidadãos aprovaram a demolição da praça de touros.

 

Imagens:
Municipio de Jiutepec (facebook), www.jiutepec.gob.mx
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Fracassou a ILP taurina em Espanha

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Os toureiros “El Juli” e Manzanares no Congresso espanhol depois de saber que a tauromaquia não podia ser declarada Bem de Interesse Cultural. Foto: Efe/Juan Jo Martin

Um fracasso, assim se pode definir o processo desencadeado em Espanha na tentativa de declarar a tauromaquia “Bem de Interesse Cultural”.

A “Federación de Entidades Taurinas de Cataluña” iniciou em Abril de 2012 um processo de recolha de assinaturas para uma Iniciativa Legislativa Popular (ILP), na tentativa de anular a proibição das touradas decretada na Região Autónoma da Catalunha e, ao mesmo tempo, ‘blindar’ as touradas em todo o país, impedindo que a abolição alastre a outras regiões.

 “A Catalunha terá que cumprir a Lei quando as touradas forem classificadas Bem de Interesse Cultural”

Juan Manuel Albendea
Deputado do PP em março de 2013 (Jornal ABC)

Além disso, o processo incluía outro objetivo ambicioso que consistia no reconhecimento por parte da UNESCO da tauromaquia como Património Cultural e Imaterial da Humanidade.

Nenhum destes objetivos foi alcançado pelos taurinos, mesmo com um cenário político altamente favorável, com o apoio incondicional da maioria PP.

A medida de recurso, aprovada no passado dia seis de Novembro pelo Senado espanhol, foi a declaração da tauromaquia como “Património Cultural”, estatuto que, na prática, mantém tudo na mesma. O lobby tauromáquico admite agora que, afinal, apenas o Tribunal Constitucional poderá anular a proibição Catalã.

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A abolição das touradas na Catalunha mereceu uma enorme cobertura mediática mundial

O único proveito que a indústria tauromáquica poderá retirar desta declaração, será o aumento do financiamento público das touradas em Espanha, uma vez que o “estatuto” agora aprovado deverá servir de justificação para a utilização de dinheiros públicos na promoção da tauromaquia.

Neste sentido, a resposta dos cidadãos espanhóis (país onde se multiplicam os cortes orçamentais) não tardou, estando já a decorrer uma ILP designada “Pan y Toros“, que será apresentada em 2014 para votação no Congresso dos Deputados e que representa a maioria que não se identifica com a tradição tauromáquica e que rejeita o seu financiamento com recurso aos fundos do erário público.

As touradas continuam a perder interesse junto da população espanhola. O declínio da atividade tauromáquica é evidente em Espanha com a redução do número de espetáculos realizados. Nos últimos cinco anos, as touradas sofreram uma queda de aproximadamente 40% no país vizinho.

Entretanto, avançam os processos abolicionistas em várias regiões autonómicas como é o caso da Galiza onde as touradas despertam o interesse de apenas 0,8% da população segundo o último levantamento dos Hábitos e Práticas Culturais elaborado pelo Ministério da Cultura.

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Câmara de Abrantes chumbou classificação da tauromaquia como Património Cultural Imaterial

Câmara de Abrantes chumbou classificação da tauromaquia como Património Cultural Imaterial
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Na mesma semana em que alguns autarcas defenderam em Vila Franca de Xira que a tauromaquia seja declarada como Património Cultural Imaterial de Portugal, a Câmara Municipal de Abrantes deu um sinal claro de que esta pretensão do lobbie taurino ignora o facto da atividade tauromáquica estar muito longe de ser consensual até no próprio Ribatejo.

A proposta foi apresentada pelo PSD e intitulava-se “Em Defesa dos Toiros”, visando declarar a tauromaquia como Património Cultural e Imaterial de Abrantes, no entanto foi chumbada pela autarquia na última reunião do executivo municipal, que assim se coloca de fora do processo organizado pela indústria taurina de conseguir que o maior número de municípios portugueses aprovem esta declaração como forma de ‘blindar’ a tauromaquia.

Recorde-se que outros concelhos recusaram aprovar esta declaração, como foi o caso de Tomar, que no ano passado chumbou uma proposta semelhante que pretendia a declaração da tauromaquia como “Património Cultural e Imaterial de Interesse Municipal”. O autarca de Tomar fez questão de explicar na altura à comunicação social que “não há enquadramento legal que permita classificar a tauromaquia como património cultural e imaterial”.

Também a Assembleia Municipal de Évora aprovou em 2012 uma recomendação à Câmara Municipal para que “rejeite reconhecer a tauromaquia como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal”.

Fonte: http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=608&id=92773&idSeccao=10495&Action=noticia

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Estado mexicano aboliu as touradas

Estado mexicano aboliu as touradas
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O Estado de Sonora, um dos maiores do México, aboliu por unanimidade as touradas, ao aprovar uma nova lei de proteção animal onde ficou clara a proibição de licenciar a realização de touradas, novilhadas, bezerradas ou qualquer tipo de toureio a cavalo.

Segundo a imprensa do México, o deputado Vernon Pérez Rubio Arteé, em nome da Comissão de Energia e Meio Ambiente, destacou a importância das medidas aprovadas a fim de evitar o maltrato aos animais, estabelecendo sanções que procuram dissuadir a conduta violenta.

“As sanções estabelecidas procuram dissuadir a conduta violenta que se pode repercutir num problema maior”

O Pleno do Congresso do Estado de Sonora adoptou ainda medidas de proteção dos animais domésticos obrigando as autarquias a realizar, pelo menos uma vez ao ano, campanhas gratuitas de esterilização de animais.

Os legisladores deste Distrito Federal, já tinham aprovado em Dezembro de 2012 uma reforma do código penal incluindo a punição do maltrato aos animais com penas de seis meses a dois anos de prisão.

As touradas neste Estado mexicano passam a partir de agora a fazer parte do passado.

Fontes: CNN México, El Semanário.

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Música e dança em vez de tortura

Música e dança em vez de tortura
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bogota danca touradas antitouradas tortura

A praça de touros de Santamaria, na cidade de Bogotá (Colombia) deixou de acolher touradas desde 2012, depois da autarquia local ter revogado o contrato com a empresa tauromáquica que geria o espaço.

O recinto, com capacidade para 14.500 pessoas passou a acolher outro tipo de eventos que não envolvem o maltrato e violência contra animais, como provas desportivas e diversas atividades culturais.

Foi o que aconteceu este domingo, dia 28 de abril, Dia Internacional da Dança. Milhares de pessoas lotaram as bancadas da Praça e a arena, cantando e dançando ao ritmo da ‘salsa’ com a presença de cerca de 150 bailarinos profissionais, vencedores de Campeonatos Mundiais e sul-americanos.

A praça de touros de Bogotá é um excelente exemplo para a humanidade e uma prova de que a evolução é possível e está a acontecer.

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Touradas e coisas piores

Touradas e coisas piores
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Publicado em 2011-02-14 no Jornal de Notícias

antonio pina touradasMANUEL ANTÓNIO PINA (1943-2012)

 

A propósito da anterior crónica (sobre as inclinações “culturais” da Câmara de Vinhais, que decidiu iniciar os seus munícipes nos prazeres “exquis” da brutalidade e tortura pública de animais) escreve-me um leitor dizendo, em abono da tourada, que Hemingway e Picasso gostavam do espectáculo. Não só eles, acrescento eu, e de touradas e coisas piores…

Escritores e artistas raramente são exemplos morais recomendáveis. Céline, escritor maior (mesmo não sendo a literatura um campeonato) que Hemingway, partilhou com Hitler, além do desprezo pelas mulheres, o gosto pela carnificina de judeus, e Picasso, juntamente com as touradas, teve outra devoção não menos sangrenta, Estaline.

A História está cheia de obras sensíveis e generosas, às vezes de grande riqueza moral, realizadas por gente feia, porca, má ou nem por isso. E se o desprezível dr. Destouches, dito Céline, escreveu a admirável “Viagem ao fim da noite” mas também obras imundas e carregadas de ódio, em outras é difícil encontrar traço do ser humano existente por trás delas (quem dirá que por trás da belíssima Catedral de Brasília está um devoto, também ele, de Estaline?)

Não é por Hemingway e Picasso se terem divertido (terem sido capazes disso) com a agonia e morte de um animal que a tourada deixa de ser um espectáculo eticamente condenável. O facto de apreciarem touradas desabona a favor de um e outro, não abona a favor das touradas.

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Plataforma anti-touradas diz que corrida em Viana é “ilícita”

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A Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros garante que a tourada agendada para domingo, em Viana do Castelo, “é ilícita” considerando que o tribunal “não suspendeu” a declaração “anti-touradas” aprovada pela Câmara em 2009.

“Importa referir e deixar claro que a realização desta tourada não é o regresso da tauromaquia a Viana do Castelo”, começa por sublinhar, em comunicado, aquela plataforma, que reúne cerca de 50 associações de defesa dos animais.

Acrescenta que a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB), em resposta à providência cautelar interposta pela organização da tourada ao primeiro indeferimento municipal, “autorizou apenas a instalação da praça amovível e não a sua realização”.

Invocando a declaração “anti-touradas” aprovada pela Câmara a 27 de Fevereiro de 2009, que, afirma a plataforma, “não foi suspensa provisoriamente pelo tribunal, e que continua a vigorar no município de Viana do Castelo”, a realização do espectáculo, portanto, “não é lícita”.

“Não se pode confundir a autorização para a instalação do recinto, com uma autorização para a realização do espectáculo”, lê-se ainda no comunicado, acrescentando que “no confronto de direitos” deste caso “não pode deixar de ser considerado o direito constitucionalmente consagrado de que Viana do Castelo tenha a sua própria identidade cultural”.

Recorde-se que o TAFB viabilizou, sexta-feira, esta tourada ao dar cinco dias à organização, a cargo da federação “Prótoiro” para se pronunciar sobre os argumentos do município no recurso que este apresentou.

Na prática, esta decisão permite a realização da tourada, na freguesia de Areosa, Viana do Castelo, apesar de a câmara insistir que a instalação daquela arena amovível foi feita em terrenos de “elevado valor paisagístico”, numa “violação grave” do Plano Director Municipal (PDM), da Reserva Ecológica Nacional e do Plano de Ordenamento da Orla Costeira.

A Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros agendou para domingo, às 12h00, em Viana do Castelo, uma manifestação de protesto contra a realização do espectáculo, apelando “ao bom senso e serenidade de todos os abolicionistas” e à rejeição de “qualquer reacção a todo o tipo de provocações que possam surgir e qualquer ato violento” contra a realização da tourada.

A corrida de touros organizada pela “Prótoiro” está agendada para as 17h00 de domingo.

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Praça de touros de Bogotá deixa de acolher touradas

Praça de touros de Bogotá deixa de acolher touradas
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santamaria praca touros colombia

A Câmara de Bogotá (Colombia) revogou o contrato de arrendamento da praça de touros da cidade com a empresa privada que a geria, acabando assim com a realização de touradas naquele recinto com capacidade para 14.500 pessoas.

Gustavo Petro, presidente da Câmara de Bogotá, uma cidade com 8 milhões de habitantes, afirmou que os touros de lide não voltarão a pisar a arena da praça de ‘Santamaría’, sendo “substituídos por poetas e escritores”. A praça de touros da cidade so acolherá eventos culturais e desportivos.

A iniciativa está enquadrada na campanha “Bogotá mais humana” desenvolvida pelo município em várias vertentes como o ambiente, direitos humanos e dos animais.

Fonte: Diario El País (Colombia)

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Um festival de música em vez de uma tourada

Um festival de música em vez de uma tourada
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P3 (Público), 09/06/2012 – Texto de Mariana Correia Pinto. Foto de Adriano Miranda.

Era uma tourada cujos fundos revertiam para os Bombeiros Voluntários de Pedrouços, na Maia. Um movimento no Facebook pressionou, a autarquia local cancelou o evento. Dia 10, há um festival (solidário) de música para o substituir

Quando a música começar a soar nos jardins da Casa do Alto, na Maia, Gustavo, Guilherme e Elisa hão-de respirar de alivio. Nas duas últimas semanas, eles correram contra o tempo. Ajudaram a fazer cair uma tourada e ergueram um festival de música, a realizar no mesmo dia e com o mesmo objectivo: angariar fundos para os Bombeiros Voluntários de Pedrouços, na Maia.

Tudo começou nas redes sociais. Foi lá que Gustavo Sousa se cruzou com um cartaz que anunciava a realização de uma tourada na Maia, no campo de futebol do Pedrouços, onde Gustavo tinha sido treinador das camadas jovens durante uns meses. “Achei que aquilo era um insulto”, lembra.

Foi pelo mesmo meio que o jovem de 30 anos respondeu. Criou uma página no Facebook anti-tourada na Maia e em 48 horas conseguiu juntar mais de duas mil pessoas. De repente, Gustavo não estava sozinho. De repente, o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, tinha o email inundado com cartas que pediam o cancelamento do evento, apelidado de “lamentável” numa cidade “que não tem qualquer tradição tauromáquica”.

No dia seguinte, através de uma notícia publicada num jornal, tornou-se público que o presidente da autarquia não autorizava a realização do evento.

Anti tourada, pró-bombeiros

Tinha-se dado um passo importante. Mas o segundo problema – o dos bombeiros – ficava novamente sem solução. Elisa Nair Ferreira, que se tinha cruzado com a causa na página do Facebook criada por Gustavo, meteu-se num autocarro rumo a Pedrouços: “Sempre deixei claro que não faz sentido ajudar os bichos e não ajudar as pessoas”, salientou. “Pensei ‘agora que a tourada foi cancelada vamos fazer um evento como deve ser’.”

Nessa noite, tomou café com Gustavo Sousa e Guilherme Piedade. De uma amizade de Facebook (Elisa e Gustavo não se conheciam, Gustavo e Guilherme já se tinham cruzado, Guilherme e Elisa não viam há anos) e duas causas – anti-touradas e pró-bombeiros – começou a esboçar-se um evento alternativo.

Guilherme assegurou a primeira confirmação do festival (“se houver um palco toco de graça”, garantiu) e iniciou contactos para conseguir outros nomes. Procuraram bandas disponíveis para se associarem a causas sociais e acabaram com os “Trabalhadores do Comércio” como cabeças de cartaz de um evento que baptizaram de Festival Alternativa Solidária (FAS) e que se vai realizar na Casa do Alto, cedida graciosamente pela autarquia local.

Os três jovens, nenhum deles residente na Maia, não sabem quanto vão conseguir angariar, mas garantem que tudo irá direitinho para os Bombeiros Voluntários locais: os setes “abraços” pagos à entrada do recinto, o valor das bebidas, os dinheiro do aluguer das mesas que vão erguer o mercadinho local e ainda eventuais donativos.

Quando Elisa entrou nos Bombeiros Voluntários de Pedrouços, no dia seguinte ao cancelamento da tourada, percebeu que muitos daqueles homens “não se orgulhavam da parceria” com os toureiros. “Mas é como um pai que não tem o que dar de comer ao filho. Faz qualquer coisa”, justifica. Contam os organizadores que são os toureiros quem anda pelo país em busca de novos aficcionados. “Andam a atacar a zona Norte”, onde não há tradição tauromáquica, lamentam.

Os jovens do FAS, que se realiza no Domingo, dia 10 de Junho, definem-se como “não radiciais” ou “não fundamentalistas” do assunto, mas não suportam a ideia de aplaudir o sofrimento dos animais: “A tourada é ter prazer com o sofrimento do animal”, diz Elisa. E Guilherme acrescenta: “E fazer disso um espectáculo lúdico.” Por isso não podiam ficar parados: “Tenho um amigo que costuma dizer que ‘Che Guevaras’ de sofás há muitos. Não quisemos ser mais uns”, diz Gustavo Sousa, ajudante de despachante aduaneiro.

Em Janeiro, a maioria parlamentar chumbou uma petição lançada pela iniciativa Campanha Anti-Tourada de Portugal, que pedia a abolição das touradas no país. Por outro lado, no mês seguinte, Viana do Castelo deu um passo contrário: tornou-se na primeira cidade anti-touradas do país. Agora, os organizadores do FAS esperam que a Maia possa transformar-se num “exemplo para outras autarquias”. E a verdade é que nas redes sociais já se fala da cidade – e de Viana do Castelo – como um exemplo a seguir. Os presidentes das autarquias que aceitem acolher touradas já dificilmente se livram de, pelo menos, uma caixa de correio electrónico inundada de protestos.

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Abolição das touradas eleita a causa mais popular!

Abolição das touradas eleita a causa mais popular!
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Audiência do movimento pela abolição das touradas com o Primeiro Ministro e o Sec. de Estado da Cultura (foto: Governo de Portugal – www.portugal.gov.pt)

Na passada terça-feira, 8 de Maio, o movimento abolicionista das corridas de touros em Portugal viveu um dia histórico ao ser recebido pelo senhor Primeiro-Ministro na sua residência oficial.

O movimento pela abolição das corridas de touros foi claramente o mais popular numa votação promovida pelo Governo português no início deste ano, e foi por isso recebido pelo Chefe do Governo, Passos Coelho, e pelo Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

“Os três representantes do movimento abolicionistas fizeram questão de informar o Primeiro-ministro de Portugal sobre o outro lado das corridas de touros, nomeadamente desmistificando a falsa ideia de que as touradas em Portugal são menos cruéis do que em Espanha.”

Pela primeira vez, a vontade clara da maioria da sociedade portuguesa em abolir definitivamente estes espectáculos foi ouvida pelo poder político português ao mais alto nível, e no final ficou a certeza de que este movimento não se ficará por aqui, já que os abolicionistas conseguiram a abertura do Governo para serem ouvidos na revisão do Regulamento do Espectáculo Tauromáquico que atualmente serve apenas os interesses da indústria tauromáquica, sem proteger as crianças nem tendo em conta as regras de bem-estar animal da União Europeia que Portugal ratificou.

Os três representantes do movimento abolicionistas fizeram questão de informar o Primeiro-ministro de Portugal sobre o outro lado das corridas de touros, nomeadamente desmistificando a falsa ideia de que as touradas em Portugal são menos cruéis do que em Espanha. Os abolicionistas explicaram ao Chefe do Governo que as touradas realizadas em Portugal são dos eventos mais cruéis do mundo, uma vez que os animais, depois de lidados na arena e depois de lhes serem arrancadas as bandarilhas com uma navalha, têm que aguardar vivos, feridos e em intenso sofrimento durante vários dias até serem finalmente abatidos no matadouro. Uma situação deplorável e inaceitável nos dias de hoje que tem sido escondida da opinião pública. Foram ainda realçados muitos outros aspetos de exceção de que esta atividade injustificadamente beneficia.

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(foto: Governo de Portugal – www.portugal.gov.pt)

 

Esta audiência com o Primeiro-ministro marca o início de uma nova era em Portugal rumo à abolição destes espectáculos que já no século XIX eram considerados “impróprios de uma nação civilizada” e que chegaram a estar proibidos em vários periodos da nossa história.

A sociedade portuguesa, tal como as sociedades dos restantes países onde ainda se realizam corridas de touros, está a evoluir e quer que as touradas sejam abolidas. É tempo de dizer basta, respeitando o público taurino, mas ouvindo finalmente aquela que é a vontade da maioria.

O movimento iniciado com esta iniciativa do Governo terá continuidade no futuro, dando expressão a uma vontade social inequívoca: a abolição das touradas em Portugal.

 

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