Praça de touros de Viana do Castelo convertida em Campus Desportivo

Praça de touros de Viana do Castelo convertida em Campus Desportivo
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Onde antes se realizava uma tourada anual, vai passar a ser possível praticar desporto durante todo o ano.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai transformar a praça de touros da cidade num “Campus Desportivo” que prevê a transformação do recinto e da zona envolvente. O projeto de reconversão da antiga praça de touros constitui um investimento de 2,5 milhões de euros na transformação da antiga arena num espaço multiusos que vai a concurso em abril de 2017 e que inclui a construção de uma pista de atletismo a dez metros de altura, com 200 metros de extensão e uma vista panorâmica no topo da praça de touros.

A infraestrutura poderá ser utilizada para a prática de atletismo e caminhadas e será coberta para que possa ser usufruída durante todo o ano. O projecto “Praça Viana” está integrado no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), candidatado ao programa comunitário do Portugal 2020 e prevê a criação de áreas desportivas, espaços de apoio, bancadas e uma zona de restauração com vista para o rio Lima. No espaço envolvente à praça de touros serão ainda construídos equipamentos para a prática de desporto. A futura “Praça Viana” será, de acordo com a autarquia, gerida pela Escola Desportiva de Viana (EDV), instituição que tem mais de 1.300 atletas inscritos.

A praça de touros de Viana do Castelo encontra-se desativada desde 2009, altura em que o município se declarou “anti-touradas”. Recebia uma tourada por ano, por altura das Festas da Senhora D’Agonia.

Fonte: Olhar Viana do Castelo

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TripAdvisor exclui touradas e atrações com animais selvagens

TripAdvisor exclui touradas e atrações com animais selvagens
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  • TripAdvisor deixa de vender bilhetes para atracções com animais selvagens
  • Touradas estão excluidas do gigante do turismo mundial
  • Iniciativa conta com apoio da Organização Mundial do Turismo da ONU

A conhecida empresa de reservas online TripAdvisor emitiu um comunicado no passado dia 11 de outubro de 2016, onde anuncia que vai descontinuar a venda de bilhetes para experiências turísticas específicas durante as quais os viajantes entrem em contacto físico com animais selvagens e espécies ameaçadas que estejam em cativeiro. O gigante do setor do turismo refere-se ainda às touradas como um dos negócios que estão excluídos da sua listagem de ofertas: “Durante anos, por uma questão de prática, a TripAdvisor proibiu a listagem ou a publicação de avaliações para negócios que utilizavam animais selvagens em cativeiro ou de espécies ameaçadas de extinção para desportos de sangue, por exemplo, touradas, caça em cativeiro, etc. Essa política vai manter-se“.

As touradas são um dos negócios que estão excluídos da listagem de ofertas da TripAdvisor

O TripAdvisor anunciou ainda o compromisso de lançar um conjunto de ações que implicam mudanças na sua política de venda de bilhetes para as atrações com animais, bem como o lançamento de um novo portal educacional para “ajudar a informar os viajantes sobre os padrões de cuidado e proteção de espécies de animais selvagens, ameaçadas e em cativeiro no setor do turismo, sobre a interação destes animais com os turistas e o seu impacto na conservação da vida selvagem”. Várias atividades de entretenimento com animais deixarão de estar acessíveis no TripAdvisor ou no Viator e outras estarão acompanhadas de regras de boas práticas. Estas iniciativas contam com o apoio da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (UNWTO) e a parceria de várias organizações de conservação, especialistas académicos, especialistas em turismo e grupos de bem-estar animal.

A empresa pretende ter o portal educacional e as mudanças na política de reservas totalmente implementadas no início de 2017.

A Plataforma Basta saúda a posição assumida pela empresa, e considera as medidas adotadas um importante contributo para o bem estar animal e para o desenvolvimento da sociedade, bem como um exemplo civilizacional de grande significado. A posição da TripAdvisor confirma que as touradas não têm potencial turístico. Em Portugal as touradas são cada vez mais contestadas por vários setores da sociedade e incompreendidas pelos turistas que nos visitam, pela grande violência exercida sobre os animais. Nos últimos 5 anos as touradas perderam 42% do seu público em Portugal de acordo com as estatísticas oficiais da Inspeção Geral das Atividades Culturais.

Anexo: Comunicado da TripAdvisor

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Câmara da Póvoa de Varzim não apoia touradas

Câmara da Póvoa de Varzim não apoia touradas
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“Uma nova etapa na forma como a Póvoa de Varzim se relaciona com os animais”. Foi assim que a autarquia da Póvoa de Varzim anunciou o fim do abate de animais no canil municipal e dos apoios para a organização de touradas na cidade.

Aires Pereira, Presidente da Câmara da Póvoa, revelou que o município deixará de apoiar todas as touradas que se realizem na cidade. “Era tradição a Câmara Municipal oferecer a Praça de Touros às entidades que promovem este espetáculo, ficando isentas do pagamento do aluguer da Praça de Touros. Sendo assim, todas as touradas que se realizarem na Póvoa de Varzim a partir de agora já não contarão com a aposta de dinheiros públicos”. O autarca sublinhou que “enquanto a lei permitir este género de espetáculo, a Câmara Municipal não irá proibir a sua realização, mas investir o dinheiro dos contribuintes poveiros é algo que não irá mais acontecer”.

A partir de agora, as entidades que pretendam organizar touradas na Póvoa de Varzim terão que pagar a taxa de aluguer do espaço, cifrada em 8.000 euros.

A Plataforma Basta congratula-se com o anúncio feito pelo Presidente Aires Pereira, considerando esta decisão um exemplo para outras autarquias, um louvável ato de justiça e um grande avanço civilizacional para este município.

A tauromaquia é uma atividade insustentável financeiramente, sobrevivendo graças ao recurso aos fundos públicos através de subsídios e outros apoios das autarquias locais e dos fundos da União Europeia para a criação de bovinos, que no caso da raça brava, têm como destino a praça de touros.

A Plataforma Basta, após uma extensa pesquisa, estimou em 2012 que em Portugal são usados todos os anos cerca de 16 milhões de euros de fundos públicos no apoio à atividade tauromáquica.

Sem os apoios das autarquias locais não seria possível manter esta atividade em Portugal.

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Estado mexicano aboliu as touradas

Estado mexicano aboliu as touradas
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O Estado de Sonora, um dos maiores do México, aboliu por unanimidade as touradas, ao aprovar uma nova lei de proteção animal onde ficou clara a proibição de licenciar a realização de touradas, novilhadas, bezerradas ou qualquer tipo de toureio a cavalo.

Segundo a imprensa do México, o deputado Vernon Pérez Rubio Arteé, em nome da Comissão de Energia e Meio Ambiente, destacou a importância das medidas aprovadas a fim de evitar o maltrato aos animais, estabelecendo sanções que procuram dissuadir a conduta violenta.

“As sanções estabelecidas procuram dissuadir a conduta violenta que se pode repercutir num problema maior”

O Pleno do Congresso do Estado de Sonora adoptou ainda medidas de proteção dos animais domésticos obrigando as autarquias a realizar, pelo menos uma vez ao ano, campanhas gratuitas de esterilização de animais.

Os legisladores deste Distrito Federal, já tinham aprovado em Dezembro de 2012 uma reforma do código penal incluindo a punição do maltrato aos animais com penas de seis meses a dois anos de prisão.

As touradas neste Estado mexicano passam a partir de agora a fazer parte do passado.

Fontes: CNN México, El Semanário.

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Crianças pedem o cancelamento de tourada

Crianças pedem o cancelamento de tourada
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Dirigentes da “El Cuarto Hocico” com Jane Goodall.fonte: “Infância sem Violência”
Dirigentes da “El Cuarto Hocico” com Jane Goodall.fonte: “Infância sem Violência”

A Irmãs da Congregação Religiosa Católica “Iesu Communio” (Burgos – Espanha) anunciaram a realização de uma tourada para o dia 4 de maio de 2013, a fim de arrecadar fundos para a restauração de um mosteiro.

As crianças da organização “El Cuarto Hocico” – coletivo de proteção animal dirigido por crianças – escreveram uma carta às freiras, onde demonstraram a sua preocupação com a tourada anunciada pedindo-lhes para não torturar os animais, oferecendo mil euros e todo o dinheiro que conseguirem arrecadar em donativos para que desistam da iniciativa.

“Queremos colaborar com vocês oferecendo 1000 € que já temos”, explicaram as crianças na sua carta

As crianças (estudantes numa escola em Muel – Saragoça) na carta dirigida às freiras, expressam a sua preocupação não só pela crueldade a que serão submetidos os animais, mas também se mostraram muito surpreendidas pelo facto de uma entidade religiosa organizar eventos onde até mesmo um ser humano pode ser ferido ou morto, e salientaram os danos que estas práticas causam na sociedade, que se habitua à violência e se insensibiliza perante o sofrimento alheio.

“Queremos colaborar com vocês oferecendo 1000 € que já temos”, explicaram as crianças na sua carta, esclarecendo “não podemos entender que para obter algo material seja necessário ferir outro ser, muito menos num espetáculo público que nos dá um mau exemplo e transmite uma mensagem para a sociedade de que a violência é uma coisa boa”.

Recorde-se que  “El Cuarto Hocico” recebeu em fevereiro passado o Prémio Nacional APDDA 2012, atribuído pela Associação Parlamentar em Defesa dos Animais, partilhando esta distinção com a famosa primatologista Jane Goodall, que recebeu o Prémio Internacional. Além disso a “El Cuarto Hocico” desenvolveu a iniciativa “Children for Animals” apoiada por personalidades da educação e da ciência, um projeto através do qual as crianças de Muel convidam todas as crianças do mundo a criar as suas próprias organizações e a trabalhar em conjunto numa rede global de proteção de animais dirigidas por crianças. Outro dos prémios que recebeu a organização foi concedida pela própria Jane Goodall, o prémio de melhor projeto do III Concurso Nacional de Ecoiniciativas. Receberam ainda o Prémio Nacional CreArte do Ministério da Cultura espanhol, entre outros.

fonte: “Infância sem Violência”

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Música e dança em vez de tortura

Música e dança em vez de tortura
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A praça de touros de Santamaria, na cidade de Bogotá (Colombia) deixou de acolher touradas desde 2012, depois da autarquia local ter revogado o contrato com a empresa tauromáquica que geria o espaço.

O recinto, com capacidade para 14.500 pessoas passou a acolher outro tipo de eventos que não envolvem o maltrato e violência contra animais, como provas desportivas e diversas atividades culturais.

Foi o que aconteceu este domingo, dia 28 de abril, Dia Internacional da Dança. Milhares de pessoas lotaram as bancadas da Praça e a arena, cantando e dançando ao ritmo da ‘salsa’ com a presença de cerca de 150 bailarinos profissionais, vencedores de Campeonatos Mundiais e sul-americanos.

A praça de touros de Bogotá é um excelente exemplo para a humanidade e uma prova de que a evolução é possível e está a acontecer.

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Touradas no Porto: história de uma evolução

Touradas no Porto: história de uma evolução
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À semelhança de qualquer outra localidade da lezíria do Tejo, a cidade do Porto foi igualmente palco de inumeros festejos tauromáquicos durante a idade média, que decorreram com grande fervor nas ruas e praças da invicta até ao século XIX, mas que acabaram por desaparecer com o fim da monarquia pelo desinteresse e repúdio da população portuense em relação ao maltrato injustificado e cruel dos animais.

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Real Coliseu Portuense (Rotunda da Boavista)

 

O repúdio dos portuenses pelas touradas levou à falência das empresas tauromáquicas, e no século XIX a atos mais exacerbados que culminaram com a demolição e, em alguns casos, a queima das praças de touros da cidade (casos das praças da Aguardente e da Areosa).

As touradas começaram a perder fulgor no Porto a partir de 1830, altura em que muito se contestava o espetáculo pelo uso e abuso dos animais. Várias tentativas foram feitas nas décadas seguintes para trazer de volta os touros à cidade mas sempre sem sucesso.

Na década de 70 do século XIX assistiu-se a uma súbita edificação de praças de touros por todo o país e uma tentativa de impor à cidade do Porto a tradição das touradas com a construção de 3 praças de touros (Cadouços, Rua da Boavista e Largo da Aguardente). Mas a tentativa resultou num grande insucesso devido ao desinteresse da população. Ramalho Ortigão satirizou o episódio como uma fugaz cópia dos hábitos da capital, considerando-o desgarrado e sem qualquer tradição: “Ao cabo de dois anos ninguém mais voltou aos touros.” Também Pinho Leal deixou registado o seu conformismo com o fracasso da reintrodução das touradas e os gostos dos portuenses “nada depõe contra o gosto e a humanidade dos portuenses”. As 3 praças desapareceram em menos de cinco anos, com fracas receitas e a falência das empresas que as geriam. A imprensa escrita da cidade fazia eco da antipatia e indignação popular em relação às touradas. O Jornal Comércio do Porto em 1870 escrevia nas suas páginas: “Vê-se que infelizmente se porfia no intento de introduzir nesta cidade um divertimento contrário à indole e hábitos dos seus habitantes, porém ainda que o não fosse, nem por isso ele deixaria de ser menos condenável e digno de reprovação” – Comércio do Porto, 26 de janeiro de 1870.

“As touradas tendem a acabar no Porto, com o que nada se perde.” O Comércio do Porto, 21 de setembro de 1897

No final do século XIX foi realizada a última grande ofensiva para tentar ressuscitar a afición dos portuenses com a construção de duas novas praças de touros na cidade – Rotunda da Boavista e Praça da Alegria – a que se juntaram as praças erguidas na Serra do Pilar (V. N. de Gaia), Matosinhos e Granja.

O Real Coliseu Portuense (Rotunda da Boavista) foi a mais imponente e maior praça de touros da cidade do Porto. Acolhia cerca de 8.000 espetadores e possuía 2 restaurantes, camarotes, bancadas, salão de bilhares, cafés e quiosques de venda de jornais, além de dispor de iluminação elétrica. O exeburante redondel foi construido por dois empresários que fizeram fortuna no Brasil, mas 6 anos depois estava ao abandono.

Passado o periodo da curiosidade despertado pela imponência e o exotismo do edifício, o povo do Porto não se rendeu à tentativa de imposição de uma tradição, já na altura considerada anacrónica e sem raizes na região. Os touros e os toureiros eram importados do Ribatejo e Estremadura. Poucos anos depois da inauguração a praça de touros viu-se obrigada a acolher outro tipo de espetáculos como demonstrações de natação e equilibrismo e acabou por ser abandonada e demolida em 1895.

As praças de touros da Serra do Pilar e da Rua da Alegria não tiveram melhor sorte e acabaram por fechar portas. A imprensa dava conta desta realidade, antecipando o evidente desfecho: “De há muito os portuenses têm demonstrado a sua pouca afeição às diversões tauromáquicas. (…) Assim, as touradas tendem a acabar no Porto, com o que nada se perde.” – O Comércio do Porto, 21 de setembro de 1897.

Já no século XX, ainda antes da implantação da República, surgiram duas novas praças de touros no Porto: Areosa e Bessa mas a sua história foi igualmente breve e não existem registos de atividade significativa nestes redondeis. Ainda se tentou erguer uma praça de touros nas Antas, na atual Praça Velasquez, mas o projeto não saíu do papel.

tourada portoA última ofensiva da indústria tauromáquica no Porto ocorreu no início da década de 90 do século XX, com a realização de uma tourada no campo do Lima 5 numa praça improvisada, e mais uma vez a afición não deixou raízes na cidade. Um dos principais diários portuenses da época, “O Primeiro de Janeiro” escreveu no dia seguinte na manchete do jornal: “A arrogância dos organizadores da tourada que ontem se realizou no Porto esteve na origem dos distúrbios entre populares e defensores dos animais, por um lado, e os promotores da iniciativa. A PSP teve de intervir. Uma pessoa saiu ferida da refrega, que até teve a presença provocante, inoportuna e parola do cavaleiro Joaquim Bastinhas.”

Tal como referiu Alberto Pimentel em 1894 “A tauromaquia portuense deu em vasa barris”.

Bibliografia:

  • Real, Manuel Luís, et al. “No tempo das touradas: de esplêndida corrida a tradição repudiada”. Porto: Câmara Municipal do Porto, 2002.
  • Leal, Pinho, “Portugal antigo e moderno”, Mattos Moreira & Cª, 1890.
  • Pimentel, Alberto, “O Porto na berlinda”. Porto: Ernesto Chardron, 1894
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Dia da Mulher – Vitória Pais Freire de Andrade

Dia da Mulher – Vitória Pais Freire de Andrade
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accao dissolvente touradasNo Dia da Mulher homenageamos uma grande lutadora pela Liberdade, pelos direitos das mulheres e pela abolição das Touradas em Portugal: Vitória Pais Freire de Andrade.

Nos anos 20 encabeçou o movimento pela abolição das touradas em Portugal e foi autora do livro “A acção dissolvente das touradas” publicado em 1925, onde mostrava especial preocupação em relação à exposição das crianças à violência das touradas defendendo a sua abolição. “As touradas, onde se comete a infâmia imprópria dos nossos dias de gozar com o sofrimento de outrem, assim como todos os espetáculos selvagens que as precederam, estão na razão inversa da civilização. Civilizemo-nos devidamente e elas desaparecerão por completo”, escreveu em 1925.

 

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Vitória Pais Freire de Andrade (20-01-1883 – 07-11-1930) Professora, natural de Ponte de Sor, onde nasceu em 1883. A par do seu empenho nas questões pedagógicas e no associativismo docente, evidenciou-se na militância cívica e feminista, tendo aderido à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, à Associação de Propaganda Feminista e ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, de que foi um dos pilares, quer pelos cargos directivos que desempenhou, como pela participação nos Congressos Feministas e Abolicionistas. Preocupada com o bem estar colectivo, reivindicou uma participação social mais activa por parte dos cidadãos, e assumiu-se permanentemente como educadora, tanto no exercício da profissão, como na vida associativa e cívica, sendo muito conceituada entre o professorado primário. Empenhou-se no combate à prostituição e à sua regulamentação pelo Estado, encabeçou o movimento pela extinção das touradas.

Fonte: “Silêncios e Memórias”, Estudos Sobre as Mulheres [sécs. XIX-XX] – http://goo.gl/AHzir

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Causa abolicionista recebida novamente em S. Bento

Causa abolicionista recebida novamente em S. Bento
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Audiência do Movimento “Fim dos dinheiros públicos para as touradas” (Foto: www.portugal.gov.pt)

O dia 19 de fevereiro de 2013 constituiu mais uma marca histórica no processo de abolição das touradas em Portugal. Pela segunda vez consecutiva um movimento abolicionista da tauromaquia foi o mais votado no Portal do Governo sendo recebido em S. Bento,  numa audiência com o Primeiro Ministro.

Inês Real, representante do movimento, foi acompanhada pela Alexandra Moreira e Paula Perez, e entregou a Passos Coelho um extenso e credível dossier sobre os 16 milhões de euros do erário público que são empregues anualmente em Portugal. Ficou demonstrado que esta atividade não poderia sobreviver sem os apoios públicos de que beneficia, principalmente de algumas autarquias locais, que investem milhões de euros na organização de touradas, compra de bilhetes, reabilitação e manutençao de praças de touros, escolas de toureio, subsídios a entidades taurinas, etc…

O Primeiro Ministro recebeu ainda todas as ideias apresentadas pelos participantes na iniciativa “16M ideias”, promovida na sequência deste movimento, e que consistia em apresentar ideias alternativas ao investimento de 16 milhões de euros na tauromaquia.

Na audiência esteve também presente o novo Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.
touradas 16 milhoes correio manha
Jornal “Correio da Manhã”, 19 de Fevereiro de 2013
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Praça de touros de Bogotá deixa de acolher touradas

Praça de touros de Bogotá deixa de acolher touradas
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santamaria praca touros colombia

A Câmara de Bogotá (Colombia) revogou o contrato de arrendamento da praça de touros da cidade com a empresa privada que a geria, acabando assim com a realização de touradas naquele recinto com capacidade para 14.500 pessoas.

Gustavo Petro, presidente da Câmara de Bogotá, uma cidade com 8 milhões de habitantes, afirmou que os touros de lide não voltarão a pisar a arena da praça de ‘Santamaría’, sendo “substituídos por poetas e escritores”. A praça de touros da cidade so acolherá eventos culturais e desportivos.

A iniciativa está enquadrada na campanha “Bogotá mais humana” desenvolvida pelo município em várias vertentes como o ambiente, direitos humanos e dos animais.

Fonte: Diario El País (Colombia)

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Um festival de música em vez de uma tourada

Um festival de música em vez de uma tourada
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P3 (Público), 09/06/2012 – Texto de Mariana Correia Pinto. Foto de Adriano Miranda.

Era uma tourada cujos fundos revertiam para os Bombeiros Voluntários de Pedrouços, na Maia. Um movimento no Facebook pressionou, a autarquia local cancelou o evento. Dia 10, há um festival (solidário) de música para o substituir

Quando a música começar a soar nos jardins da Casa do Alto, na Maia, Gustavo, Guilherme e Elisa hão-de respirar de alivio. Nas duas últimas semanas, eles correram contra o tempo. Ajudaram a fazer cair uma tourada e ergueram um festival de música, a realizar no mesmo dia e com o mesmo objectivo: angariar fundos para os Bombeiros Voluntários de Pedrouços, na Maia.

Tudo começou nas redes sociais. Foi lá que Gustavo Sousa se cruzou com um cartaz que anunciava a realização de uma tourada na Maia, no campo de futebol do Pedrouços, onde Gustavo tinha sido treinador das camadas jovens durante uns meses. “Achei que aquilo era um insulto”, lembra.

Foi pelo mesmo meio que o jovem de 30 anos respondeu. Criou uma página no Facebook anti-tourada na Maia e em 48 horas conseguiu juntar mais de duas mil pessoas. De repente, Gustavo não estava sozinho. De repente, o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, tinha o email inundado com cartas que pediam o cancelamento do evento, apelidado de “lamentável” numa cidade “que não tem qualquer tradição tauromáquica”.

No dia seguinte, através de uma notícia publicada num jornal, tornou-se público que o presidente da autarquia não autorizava a realização do evento.

Anti tourada, pró-bombeiros

Tinha-se dado um passo importante. Mas o segundo problema – o dos bombeiros – ficava novamente sem solução. Elisa Nair Ferreira, que se tinha cruzado com a causa na página do Facebook criada por Gustavo, meteu-se num autocarro rumo a Pedrouços: “Sempre deixei claro que não faz sentido ajudar os bichos e não ajudar as pessoas”, salientou. “Pensei ‘agora que a tourada foi cancelada vamos fazer um evento como deve ser’.”

Nessa noite, tomou café com Gustavo Sousa e Guilherme Piedade. De uma amizade de Facebook (Elisa e Gustavo não se conheciam, Gustavo e Guilherme já se tinham cruzado, Guilherme e Elisa não viam há anos) e duas causas – anti-touradas e pró-bombeiros – começou a esboçar-se um evento alternativo.

Guilherme assegurou a primeira confirmação do festival (“se houver um palco toco de graça”, garantiu) e iniciou contactos para conseguir outros nomes. Procuraram bandas disponíveis para se associarem a causas sociais e acabaram com os “Trabalhadores do Comércio” como cabeças de cartaz de um evento que baptizaram de Festival Alternativa Solidária (FAS) e que se vai realizar na Casa do Alto, cedida graciosamente pela autarquia local.

Os três jovens, nenhum deles residente na Maia, não sabem quanto vão conseguir angariar, mas garantem que tudo irá direitinho para os Bombeiros Voluntários locais: os setes “abraços” pagos à entrada do recinto, o valor das bebidas, os dinheiro do aluguer das mesas que vão erguer o mercadinho local e ainda eventuais donativos.

Quando Elisa entrou nos Bombeiros Voluntários de Pedrouços, no dia seguinte ao cancelamento da tourada, percebeu que muitos daqueles homens “não se orgulhavam da parceria” com os toureiros. “Mas é como um pai que não tem o que dar de comer ao filho. Faz qualquer coisa”, justifica. Contam os organizadores que são os toureiros quem anda pelo país em busca de novos aficcionados. “Andam a atacar a zona Norte”, onde não há tradição tauromáquica, lamentam.

Os jovens do FAS, que se realiza no Domingo, dia 10 de Junho, definem-se como “não radiciais” ou “não fundamentalistas” do assunto, mas não suportam a ideia de aplaudir o sofrimento dos animais: “A tourada é ter prazer com o sofrimento do animal”, diz Elisa. E Guilherme acrescenta: “E fazer disso um espectáculo lúdico.” Por isso não podiam ficar parados: “Tenho um amigo que costuma dizer que ‘Che Guevaras’ de sofás há muitos. Não quisemos ser mais uns”, diz Gustavo Sousa, ajudante de despachante aduaneiro.

Em Janeiro, a maioria parlamentar chumbou uma petição lançada pela iniciativa Campanha Anti-Tourada de Portugal, que pedia a abolição das touradas no país. Por outro lado, no mês seguinte, Viana do Castelo deu um passo contrário: tornou-se na primeira cidade anti-touradas do país. Agora, os organizadores do FAS esperam que a Maia possa transformar-se num “exemplo para outras autarquias”. E a verdade é que nas redes sociais já se fala da cidade – e de Viana do Castelo – como um exemplo a seguir. Os presidentes das autarquias que aceitem acolher touradas já dificilmente se livram de, pelo menos, uma caixa de correio electrónico inundada de protestos.

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Abolição das touradas eleita a causa mais popular!

Abolição das touradas eleita a causa mais popular!
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Audiência do movimento pela abolição das touradas com o Primeiro Ministro e o Sec. de Estado da Cultura (foto: Governo de Portugal – www.portugal.gov.pt)

Na passada terça-feira, 8 de Maio, o movimento abolicionista das corridas de touros em Portugal viveu um dia histórico ao ser recebido pelo senhor Primeiro-Ministro na sua residência oficial.

O movimento pela abolição das corridas de touros foi claramente o mais popular numa votação promovida pelo Governo português no início deste ano, e foi por isso recebido pelo Chefe do Governo, Passos Coelho, e pelo Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

“Os três representantes do movimento abolicionistas fizeram questão de informar o Primeiro-ministro de Portugal sobre o outro lado das corridas de touros, nomeadamente desmistificando a falsa ideia de que as touradas em Portugal são menos cruéis do que em Espanha.”

Pela primeira vez, a vontade clara da maioria da sociedade portuguesa em abolir definitivamente estes espectáculos foi ouvida pelo poder político português ao mais alto nível, e no final ficou a certeza de que este movimento não se ficará por aqui, já que os abolicionistas conseguiram a abertura do Governo para serem ouvidos na revisão do Regulamento do Espectáculo Tauromáquico que atualmente serve apenas os interesses da indústria tauromáquica, sem proteger as crianças nem tendo em conta as regras de bem-estar animal da União Europeia que Portugal ratificou.

Os três representantes do movimento abolicionistas fizeram questão de informar o Primeiro-ministro de Portugal sobre o outro lado das corridas de touros, nomeadamente desmistificando a falsa ideia de que as touradas em Portugal são menos cruéis do que em Espanha. Os abolicionistas explicaram ao Chefe do Governo que as touradas realizadas em Portugal são dos eventos mais cruéis do mundo, uma vez que os animais, depois de lidados na arena e depois de lhes serem arrancadas as bandarilhas com uma navalha, têm que aguardar vivos, feridos e em intenso sofrimento durante vários dias até serem finalmente abatidos no matadouro. Uma situação deplorável e inaceitável nos dias de hoje que tem sido escondida da opinião pública. Foram ainda realçados muitos outros aspetos de exceção de que esta atividade injustificadamente beneficia.

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(foto: Governo de Portugal – www.portugal.gov.pt)

 

Esta audiência com o Primeiro-ministro marca o início de uma nova era em Portugal rumo à abolição destes espectáculos que já no século XIX eram considerados “impróprios de uma nação civilizada” e que chegaram a estar proibidos em vários periodos da nossa história.

A sociedade portuguesa, tal como as sociedades dos restantes países onde ainda se realizam corridas de touros, está a evoluir e quer que as touradas sejam abolidas. É tempo de dizer basta, respeitando o público taurino, mas ouvindo finalmente aquela que é a vontade da maioria.

O movimento iniciado com esta iniciativa do Governo terá continuidade no futuro, dando expressão a uma vontade social inequívoca: a abolição das touradas em Portugal.

 

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Bolas em vez de touros

Bolas em vez de touros
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Mataelpino torosA localidade de Mataelpino (Espanha) adaptou-se aos novos tempos e de forma original, substituíu as largadas de touros por um evento semelhante mas muito mais divertido. Nas festas de Mataelpino o touro foi substituído por uma bola gigante de material sintético com três metros de diâmetro.

A localidade, situada a cerca de 50 km de Madrid, celebra em Agosto as suas Festas tradicionais e desde 2010 integra no seu programa o “Boloencierro” que consiste na largada de bolas gigantes pelas ruas da vila que “corre” atrás dos foliões. A ideia partiu de um vizinho da localidade que conta com cerca de 1.600 habitantes e mereceu grande difusão nos orgãos de comunicação social espanhóis pela originalidade e simbolismo do evento.

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